No 132° aniversário de natalício do Presidente Mao Tsetung, no último dia 26/12, o Novo Movimento Estudantil Popular Revolucionário (Novo MEPR), o Movimento Revolucionário de Mulheres (MRM) e o Coletivo Escola Popular (CEP), realizaram celebração conjunta em sua homenagem. Além de celebrar o natalício do grande timoneiro, também foi pautada a defesa internacionalista da revolução indiana e a sua importância na atualidade.
O dia começou com uma plenária do Movimento Revolucionário de Mulheres, com o objetivo de elevar a organização das mulheres e sua autodefesa. Durante a plenária, as companheiras leram e debateram o texto "Feminicídio, a face extrema do capitalismo" e estrearam a cartilha pela autodefesa das mulheres nos relacionamentos. O material "Companheira, fique atenta a esses comportamentos!" identifica comportamentos abusivos que constam em casos famosos de feminícidios no Brasil, como forma a identificar e se proteger de violências.
Também foi lido e distribuído o documento do Partido Comunista da Índia (Maoista) dos 25° anos do Exército Guerrilheiro Popular de Libertação, cumprindo o dever internacionalista proletário e a defesa da revolução indiana. Enquanto isso, os companheiros faziam os preparativos do almoço e a creche das crianças.
Após isso, o evento seguiu com um almoço e descanso de todos até o momento da comemoração do natalício do Presidente Mao e homenagem do MRM à Camarada Chiang Ching. Esta foi unificada com os 3 movimentos e contou com uma fala da Revista Revolução Cultural sobre os desafios e vitórias do último ano e perspectivas revolucionárias para 2026.
Neste evento, o Novo MEPR apresentou um curto documentário sobre a Revolução Indiana, que vai desde o levante de Naxalbari até o recente martírio do Camarada Basavaraj, secretário geral do partido, e a escolha do Partido por continuar a Guerra Popular Prolongada mesmo após capitulações e traições. Cada movimento teve seu momento de balanço e principalmente de poder explicar aos outros movimentos os principais eventos do ano.
Ao fim do evento, todos cantaram a música Bandeira Rubra em homenagem ao Presidente Mao e comeram um bolo. Foram feitos brindes aos companheiros indianos, as companheiras do Novo MEPR que vanguardearam o rompimento em 2024 e ao esforço de construção do CIAGPI e a atual luta de duas linhas no Movimento Comunista Internacional.
"Abaixo a Operação Kagaar! Stop Kagaar Operation!" do Comitê Internacional de Apoio à Guerra Popular na Índia (CIAGPI), presente durante todo o evento.
Republicamos a Declaração Conjunta do 1° de Maio de 2025 em ocasião do Aniversário do Presidente Mao Tsetung, mestre das Revoluções Democrática, Socialista e Cultural da China. Os partidos e organizações comunistas que assinam esse manifesto se reúnem em torno do marxismo-leninismo-maoismo e estão ativamente participando da luta de duas linhas dentro do Movimento Comunista Internacional, cuja tarefa mais premente do momento é a denúncia da genocida Operação Kagaar e a defesa do glorioso Partido Comunista da Índia (Maoísta).
Nesta data, reforçamos nosso compromisso de levar adiante a luta em defesa do MLM e do partido do proletariado no Brasil. Ao contrário de corruptos renegados, os quais, financiados com dinheiro sujo do peleguismo sindical e outras maracutaias, erguem o nome do Presidente Mao para jogá-lo na lama e converter os seus ensinamentos em uma caricatura, desde o nosso rompimento temos feito sérios esforços para propagar a rica literatura revolucionária e vinculá-la às lutas concretas do nosso povo. Embora longe do ideal, já fizemos mais pela defesa da Revolução de Nova Democracia na Índia do que revisionistas "maoístas" que, embora escondendo-se sob um discurso pseudo-radical, jamais se arriscam a colocar em prática a sua verborragia. Nada tendo a mostrar, esses "maoistas fotográficos" precisam recorrer a imagens geradas por Inteligência Artificial para "demonstrar" o seu trabalho no campo... Seus dirigentes ideologicamente senis não passam de reles filhotes de Bob Avakian, pois, como este, acham possível construir uma nova síntese do comunismo desde as suas confortáveis posições, mais longe do movimento de massas e da prática revolucionária do que o céu da terra. Enquanto isso, de forma séria, independente, as organizações nascidas da crítica radical a estes falsários se fortalecem dia após dia, sustentadas nos esforços dos trabalhadores, em particular, das suas parcelas mais avançadas, constituídas pelas mulheres e pela juventude. Nossa Revista se orgulha de ser parte deste processo.
Aprender do Presidente Mao!
Viva o CIAGPI!
Viva Marx, Viva Lenin, Viva Mao Tsetung!
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Publicamos abaixo tradução na íntegra da declaração emitida por diversas organizações ao redor do mundo em razão da histórica data do proletariado, o 1º de maio. A declaração foi publicada originalmente no blog Maoist Road.
1º DE MAIO PROLETÁRIO E INTERNACIONALISTA
CONTRA A GUERRA IMPERIALISTA, A REAÇÃO, O FASCISMO, A REPRESSÃO, A POBREZA E A OPRESSÃO
Proletariado e Povos Oprimidos do Mundo, uni-vos!
Nada temos a perder além de nossas correntes, e um mundo a conquistar!
Tomemos as ruas neste 1° de Maio, dia internacional de luta da classe operária e dos povos oprimidos, que ocorre este ano num contexto de agudização das contradições do sistema imperialista e crescente repressão, enfrentada por uma resistência cada vez maior do proletariado e dos povos.
Os furiosos ataques dos imperialistas, seus Estados e governos contra o proletariado e as massas refletem o despejo sobre eles de sua crise geral que se aprofunda.
Todos os Estados e governos imperialistas aumentam desmedidamente gastos militares e declaram preparar-se abertamente para a guerra.
As potências imperialistas EUA/OTAN/UE armam-se com arsenais cada vez mais modernos e devastadores, planejam o uso de armas nucleares; eles fortalecem seus exércitos, militarizam territórios e desenvolvem a economia de guerra.
O imperialismo russo e o social-imperialismo chinês são de um lado alvos desta ofensiva e de outro aproveitam a crise do imperialismo dos EUA/OTAN/UE para preparar um novo ordenamento mais favorável a seus interesses.
A guerra imperialista brota da crise econômica global do sistema capitalista imperialista que exige uma nova partilha do mundo.
A invasão russa da Ucrânia, o genocídio em curso na Palestina pelo Estado sionista de Israel, os ataques ao Líbano, Iêmen, Síria, a ocupação do Curdistão e massacres do povo curdo pelo Estado fascista turco, os preparativos dos EUA para atacar e cercar a China através das Filipinas com alianças no Indo-Pacífico são aspectos da marcha para a guerra de repartição.
A isto se opõem a ação da China na arena econômica global, a invasão russa da Ucrânia e também o alinhamento gradual de outros países cujos regimes reacionários aspiram a ser gendarmes regionais no sistema imperialista: Turquia, Índia, Brasil etc.
Os custos da guerra e rearmamento são descarregados sobre o proletariado e as massas populares através do aumento do custo de vida, desemprego, precarização, cortes em gastos sociais e ataques aos direitos e às lutas dos trabalhadores. Os capitalistas intensificam a exploração e cada vez mais transformam o proletariado e seus setores mais explorados em escravos modernos a serviço do lucro.
Nos países oprimidos pelo imperialismo, agravam-se a pobreza e a opressão, e seus povos também pagam pela crise climática ambiental global e elos efeitos dos desastres naturais.
Enquanto externamente preparam a guerra, internamente os Estados e governos imperialistas avançam na tendência ao fascismo moderno combinada com a crise do imperialismo. Esta tendência à guerra imperialista mundial encontra hoje um ponto de referência no governo Trump e na fração da classe dominante burguesa que chegou ao poder nos EUA, restringindo e apagando vestígios da própria democracia burguesa, atacando liberdades democráticas e lotando prisões, estabelecendo formas de governo cada vez mais ditatoriais, dentro das quais avançam partidos fascistas e o fascismo moderno, conforme as características de cada país.
Atacam-se direitos das mulheres e a liberdade de pensamento, fomenta-se o ódio, fortalece-se o chauvinismo e nacionalismo para golpear a resistência popular, divide o proletariado e as massas, a serviço da dominação das classes dominantes e seus lacaios. Intensifica-se o racismo com ataques de todo tipo contra imigrantes, com mortes ao mar, campos de concentração, exploração escrava, expulsões e deportações. O monopólio dos velhos e novos meios de comunicação, está cada vez mais nas mãos de oligarquias tecnológicas que obtêm enormes lucros e buscam impor o obscurantismo em escolas e universidades.
Em todo o mundo, o proletariado e os povos rebelam-se e resistem contra o imperialismo, o fascismo e a piora das condições de vida e trabalho.
Dentro dos países imperialistas e capitalistas, os trabalhadores realizam greves gerais, como na Grécia; bloqueiam navios que transportam armas de guerra, como na Itália, Grécia etc., a juventude ocupa as ruas contra o fascismo e o racismo.
O novo governo fascista-imperialista de Trump nos EUA, com seu braço operativo sionista Netanyahu, lançou um plano de “solução final”: genocídio e deportação do povo palestino. Contra isto, desenvolve-se a heróica resistência palestina, de suas organizações que, inclusive com a ação de 7 de outubro, recolocaram no centro da atenção mundial o objetivo de uma Palestina livre, um Estado Palestino “do Rio ao Mar”. A luta do povo palestino alimenta o despertar das massas árabes para uma luta de libertação contra os regimes árabes cúmplices do sionismo e subservientes ao imperialismo.
A solidariedade internacionalista com o povo palestino é uma grande bandeira que convoca os povos a lutar contra o imperialismo. Na Turquia, estudantes, mulheres, trabalhadores e massas oprimidas enfrentam o regime fascista de Erdogan, colocando-o cada vez mais em crise.
Em alguns países oprimidos, da América Latina à Ásia, da África ao Oriente Médio, avançam protestos e revoltas populares que exigem intensificar a batalha revolucionária por revoluções de Nova Democracia que marcham ao socialismo. Na linha de frente estão mulheres guerrilheiras, operárias e organizações revolucionárias femininas que alimentam o fogo da resistência e da necessária luta pela libertação da mulher unida à luta de classes.
Em muitos países, a juventude se rebela e está na primeira linha da oposição que exige e busca o caminho da revolução.
Entre as lutas revolucionárias e anti-imperialistas no mundo, as guerras populares dirigidas por forças marxistas-leninistas-maoístas, particularmente na Índia e Filipinas, inspiram e mostram ao proletariado internacional e povos oprimidos o caminho da verdadeira libertação do imperialismo, que exige abandonar todas as formas de revisionismo, reformismo, liquidacionismo e derrotismo, para afirmar que a única alternativa real à barbárie capitalista-imperialista é a revolução proletária e a única solução é o socialismo. Condenamos a campanha militar fascista em curso do Estado indiano - Operação Kagaar - contra o Partido Comunista da Índia (Maoísta). Esta ofensiva não é apenas um ataque a um partido revolucionário, mas um assalto mais amplo às lutas das massas trabalhadoras, Adivasis e nacionalidades oprimidas que lutam por libertação e dignidade.
Apoiar as prolongadas guerras populares é um dever fundamental dos partidos e organizações comunistas revolucionárias no mundo.
O proletariado é o maior exército que existe, se os explorados e oprimidos se unirem, podem pôr fim ao sistema capitalista mundial.
Hoje mais do que nunca necessitamos da unidade dos Partidos e Organizações Comunistas do mundo, baseada nos grandes ensinamentos do marxismo-leninismo-maoísmo que se desenvolvem, no fogo da luta de classes, cada vez mais para se converter na vanguarda da classe operária, núcleo dirigente de todo o proletariado e do povo, propulsor e elemento central na construção de uma Frente Única Revolucionária contra o imperialismo, o fascismo, a exploração e a opressão.
O internacionalismo proletário exige a marcha, através da unidade e luta, para avançar a uma nova Internacional Comunista. Neste 1° de Maio é necessário impulsionar esta tendência e afirmá-la nas fileiras do proletariado e povos oprimidos empenhados na luta revolucionária.
ESTE 1º DE MAIO LEVANTEMOS ALTO A BANDEIRA VERMELHA DA REVOLUÇÃO!
Paremos a guerra imperialista, onde quer que surja e irrompa, a transformemos em guerra revolucionária pelo poder proletário!
Morte ao fascismo em todas as suas formas!
Palestina livre do Rio ao Mar!
Morte ao imperialismo, o futuro pertence ao socialismo e ao comunismo!
Partido Comunista (Maoista) do Afeganistão
Partido Comunista da Austrália (Marxista-Leninista)
Comitê de Construção do Partido Comunista Maoista da Galicia
Partido Comunista da Índia (Maoista)*
Partido Comunista da Turquia - Marxista Leninista (TKP-ML)
União Operária Comunista (mlm) Colômbia*
Unidade Comunista - França
Partido Comunista Maoista - Itália
Comitê Comunista Maoista - Brasil
Partido Proletário de Purbo Bangladesh (PBSP/Bangladesh)
Caminho Vermelho do Irã (Grupo Maoista)
Partido Comunista Revolucionário do Nepal
Unidade Estudantil Democrática do Povo (UEDP) – Bangladesh
PCI (Maoista) - Celebremos o 25º aniversário do EGPL – PCI (Maoista). Foto: Reprodução
Celebremos o 25º aniversário do EGPL de 2 de Dezembro a 8 de Dezembro de 2025 por todo o país com entusiasmo revolucionário!
Vamos proteger o Partido! Vamos proteger o EGPL! Vamos proteger as organizações de massas! Vamos proteger o movimento revolucionário! Tudo isso é necessário diante da guerra revolucionária e defensiva contra a Kagaar.
Vamos intensificar a luta de classes contra a aliança das classes imperialistas, capitalistas burocráticos e compradores e senhores feudais! Vamos intensificar a luta contra os governos fascistas Brahmanico Hindutva RSS-BJP no Centro e nos estados!
Por ocasião do 25º aniversário do EGPL, a Comissão Militar Central (CMC) e o PCI (Maoista) enviam esta mensagem para todo o Partido, para o EGPL, para as estruturas populares e aos povos oprimidos.
Comissão Militar Central
CC, PCI (Maoista)
Celebremos o 25º aniversário do EGPL de 2 de Dezembro a 8 de Dezembro de 2025 por todo o país com entusiasmo revolucionário
Queridos camaradas e povo,
O Exército Guerrilheiro Popular de Libertação (EGPL), que carrega a guerra popular para a vitória da Revolução de Nova Democracia no país, completa vinte e cinco anos em 2 de Dezembro. Nesta ocasião a Comissão Militar Central (CMC) convoca todos os Comitês do Partido, todos os quadros do Partido, todos os comandos do EGPL, todas as unidades, todas as organizações de massa e todo o povo revolucionário a celebrar o vigésimo quinto aniversário do EGPL de 2 de Dezembro a 8 de Dezembro por todo o país. Isso deve ser feito nas florestas, nas planícies e nas áreas urbanas. Isso deve ser feito com fervor revolucionário. Isso deve ser feito com firme decisão.
A CMC dá o seguinte chamado a todo o campo revolucionário.
Vamos proteger o Partido! Vamos proteger o EGPL! Vamos proteger as organizações de massas! Vamos proteger o movimento revolucionário! Tudo isso é necessário diante da guerra revolucionária e defensiva contra a Kagaar. Vamos intensificar a luta de classes contra a aliança das classes imperialistas, capitalistas burocráticos e compradores e senhores feudais! Vamos intensificar a luta contra os governos fascistas Brahmanico Hindutva RSS-BJP no Centro e nos estados!
Na ocasião do 24º aniversário do EGPL, a CMC colocou estas tarefas para todo o Partido, o EGPL, as organizações populares e o povo revolucionário. Durante o ano passado todos os Comitês do Partido trabalharam com entusiasmo. Eles trabalharam com determinação, coragem e disciplina. A CMC concede saudações revolucionárias a todos os quadros do Partido, a todos os comandos e comandantes do EGPL, a todos os lutadores, a todos os lideres de organizações de massa, a todos os ativistas, a todos os membros das milícias populares e a todo o povo revolucionário.
A CMC transmite saudações revolucionárias a todos os camaradas que participaram nos esforços políticos, militares, organizacionais, culturais e táticos ao longo do último ano. Fizeram-no enquanto enfrentavam a guerra revolucionária e defensiva contra a Operação Kagaar com as suas próprias forças. A CMC também expressa sua confiança de que os camaradas que foram feridos na guerrilha em várias regiões revolucionárias do país se recuperaram rapidamente com coragem. Ele acredita que eles retomaram seus lugares e cumpriram suas responsabilidades na guerrilha.
Ao longo do último ano, nossos camaradas enfrentaram a guerra de Kagaar sozinhos e resistiram com determinação inabalável. Muitos guerrilheiros corajosos se tornaram mártires nessas batalhas. Muitos perderam suas vidas em operações de cerco e aniquilação. Inúmeros camaradas sacrificaram suas vidas em confrontos com o inimigo. Muitos foram mortos em confrontos falsos. Outros alcançaram o martírio durante ações ofensivas contra o inimigo. Alguns perderam suas vidas devido a traições. Alguns camaradas morreram em acidentes, enquanto outros faleceram devido a problemas de saúde. A Comissão Militar Central (CMC) inclina a cabeça e oferece uma humilde homenagem revolucionária a todos esses mártires. A partir de janeiro de 2024, a guerra Kagaar tornou-se cada vez mais violenta. Nossos companheiros não tiveram medo. Eles enfrentaram o inimigo. Não recuaram. Lutaram até o último suspiro. Os mártires demonstraram uma coragem sem igual. Demonstraram uma resistência que nunca se rendeu ao inimigo. Exibiram um estilo de luta que não temia a morte. Demonstraram uma perseverança que nunca se cansou. Eles provaram seu compromisso e dedicação ao povo. Eles demonstraram uma fé inabalável na vitória revolucionária. Eles são um grande modelo para nós. Eles são um exemplo eterno. Vamos defender seus ideais. Vamos levar sua resistência heróica e seus feitos ao mundo. Vamos elogiar seus princípios. Vamos seguir seus passos. Vamos nos comprometer a lutar firmemente até o último suspiro pela realização de seus ideais.
Nos últimos onze meses, de dezembro de 2024 a novembro de 2025, 320 camaradas se tornaram mártires em todo o país durante a resistência à guerra de Kagaar. Dentre eles, 183 eram camaradas homens. Cento e dezessete eram camaradas mulheres A identidade de 20 pessoas ainda não foi revelada.
Vinte e dois camaradas se tornaram mártires em Bihar e Jharkhand. Um em Assam. Duzentos e quarenta e três em Dandakaranya. Trinta e três em Odisha. Sete em MMC. Oito em Telangana. Seis em AOB. Entre eles estava o secretário-geral do nosso partido, o camarada Basavaraju (BR).
Entre os mártires estavam oito membros do Comitê Central e quinze de vários Comitês Estaduais. Vinte e cinco eram membros do Comitê Distrital e setenta e três eram de Comitês Regionais. Cento e dez eram membros do Partido. Treze pertenciam ao EGPL. Trinta e três eram quadros e ativistas de várias organizações de massa. Várias massas revolucionárias também perderam a vida. Além disso, trinta e sete pessoas cujo status organizacional não pôde ser estabelecido de forma conclusiva foram mortas.
Muitos líderes revolucionários, progressistas e democráticos e ativistas de organizações de massa tornaram-se mártires em todo o país durante as lutas populares. Alguns intelectuais, revolucionários, simpatizantes e amigos também faleceram. Nas Filipinas, alguns membros do Comitê Central do Partido Comunista daquele país, alguns comandantes e membros do Novo Exército Popular e alguns líderes e ativistas da Frente Democrática Nacional tornaram-se mártires. Nos Estados Unidos, 75 mil palestinos e combatentes foram mortos na guerra genocida levada a cabo por Israel com o apoio do governo dos Estados Unidos durante os últimos dois anos em Gaza. A CMC presta homenagem revolucionária a todos esses mártires.
Durante a guerra Kagaar, perdemos o camarada Basavaraju, secretário-geral do nosso partido. Perdemos oito membros do Comitê Central e quinze membros do Comitê Estadual. Perdemos 320 camaradas no total. O movimento sofreu perdas graves. Nessa situação, alguns, como Sonu e Satish, se renderam. Entregaram as armas ao inimigo e fugiram. Causaram danos imensos ao movimento. Estamos comemorando o vigésimo quinto aniversário do EGPL neste contexto.
Em um momento como este, é tarefa do nosso Partido e do nosso EGPL responder às perguntas que surgem no campo revolucionário sobre o futuro do movimento. É nossa tarefa remover o medo e a ansiedade. É nossa tarefa incutir coragem e construir autoconfiança. É nossa tarefa liderar todo o campo revolucionário com firme determinação e coragem incomparável. Como parte dessa tarefa geral, comemoramos o aniversário do EGPL.
Para cumprir essa tarefa, devemos identificar as causas das graves perdas que estão ocorrendo no movimento. Devemos corrigi-las. Devemos identificar as condições objetivas. Devemos examinar as condições subjetivas. Devemos identificar os fatores que favorecem o avanço do movimento. Com base nesses fatores, devemos revitalizar o Partido. Devemos consolidar o EGPL e as organizações de massa.
Desde o início da guerra Kagaar, nosso Partido, nossas forças do EGPL e as organizações populares secretas locais sofreram pesadas perdas. Elas ainda estão sofrendo. A razão básica é esta. Nossas organizações e forças não seguiram os métodos necessários do trabalho secreto. Elas não implementaram as regras da guerra de guerrilha. Elas não implementaram corretamente as táticas políticas instruídas pelo Comitê Central.
De acordo com as táticas formuladas pelo Comitê Central e pelo Politburo, nossas forças não devem se limitar a áreas pequenas. Elas devem atuar em áreas mais amplas. Não devem permanecer centralizadas. Devem mudar para formações descentralizadas. Devem se mover em pequenas formações. Devem coordenar formas legais e ilegais, abertas e secretas de luta e organização. Devem liderar a luta de classes desta forma coordenada. Têm de mobilizar os trabalhadores, os camponeses, as classes médias, a pequena burguesia, a burguesia nacional, os setores sociais oprimidos e as nacionalidades oprimidas nas cidades, planícies e regiões florestais. Devem integrar estes setores no movimento revolucionário.
Não seguimos essas táticas adequadamente. Como resultado, o Partido, as forças do EGPL e a liderança sofreram pesadas perdas. Eles ainda estão sofrendo. O Partido e as forças do EGPL sofreram graves perdas porque não retiramos algumas tropas de Dandakaranya, o principal centro da guerra de Kagar, para outras regiões.
Vamos identificar os erros que ocorreram em nossa prática nos últimos 22 meses. Vamos corrigi-los. Vamos implementar corretamente as estratégias formuladas pelo Comitê Central e pelo Politburo. Dessa forma, vamos proteger o Partido, o EGPL e as organizações de massa. Vamos proteger o movimento revolucionário.
Os governos central e estadual infligiram graves perdas ao movimento revolucionário na guerra Kagaar. Mesmo assim, as forças do EGPL e o povo revolucionário sob a liderança do nosso Partido estão travando batalhas defensivas. Eles estão resistindo. Nessa resistência, as forças armadas inimigas também estão sofrendo perdas significativas. O inimigo não está divulgando essas perdas porque isso aumentaria o moral do campo revolucionário. Isso faz parte da guerra psicológica. O campo revolucionário não deve cair sob a influência dessa guerra psicológica.
Durante o ano passado, em Dandakaranya, em Bihar e Jharkhand, no leste de Bihar e nordeste de Jharkhand, em Odisha e em MMC, as forças armadas centrais e estaduais e várias forças de comando sofreram perdas. Cento e dezesseis policiais foram mortos. Duzentos e oito ficaram feridos. Alguns agentes secretos, alguns informantes da polícia e alguns inimigos políticos pertencentes ao BJP foram eliminados pelas forças do EGPL. As forças do EGPL incendiaram alguns escritórios do governo e algumas torres de telefonia móvel em áreas de comunicação rodoviária.
Em todo o país, as forças do EGPL resistiram à polícia, às forças paramilitares, às forças armadas centrais, às unidades de comando e às unidades militares indianas em setenta e duas operações de cerco e aniquilação e confrontos.
No ano passado, para derrotar a guerra Kagaar, nossas forças do EGPL utilizaram principalmente dispositivos explosivos improvisados (IEDs) e atingiram os alvos inimigos. Resistiram valentemente aos cercos e confrontos. Realizaram emboscadas e eliminaram informantes da polícia. Alguns líderes do BJP que eram inimigos do povo foram eliminados e buracos com espinhos foram criados como armadilhas. Esses foram alguns dos métodos utilizados para levar a cabo a guerra de guerrilha.
A extensão e a intensidade das ações guerrilheiras diminuíram. Como resultado, as ações destinadas a eliminar ou ferir policiais diminuíram. O EGPL conseguiu apreender apenas cinco armas do inimigo. Por outro lado, devido à guerra Kagaar, nossas forças do EGPL e as organizações de massa sofreram perdas severas. O movimento revolucionário em todo o país foi duramente atingido como consequência.
Embora o movimento revolucionário no país tenha sofrido graves perdas, o Partido, que ainda existe em todo o país, continua o trabalho político entre o povo de várias formas. Continua a divulgar propaganda política revolucionária às massas, mobilizando o povo e avançando nas lutas contra o imperialismo, o capitalismo burocrático comprador (CBB), o latifundiário, a corporativização e a militarização. Está organizando o povo em várias formas de movimentos de massa e, contando com o povo e a milícia popular, o Partido e o EGPL continuam a guerra de guerrilha prolongada, descentralizada e de autodefesa.
Embora, em nome da Kagaar (a guerra final), os governos central e estadual tenham mobilizado 850 mil policiais, forças armadas centrais, forças de comando, o Exército indiano e a Força Aérea para as áreas revolucionárias, conduzindo operações generalizadas, essas operações foram bravamente resistidas e repelidas. As emboscadas foram combatidas com coragem e firmeza. Em Chhattisgarh, Maharashtra, Odisha, Telangana e Jharkhand, mais de 50.000 membros de todos os tipos de forças armadas — forças armadas centrais, unidades de comando, Exército indiano e Força Aérea — foram mobilizados. Junto com isso, oficiais e técnicos militares americanos e israelenses se envolveram em exercícios conjuntos para derrotar o movimento revolucionário.
Embora, nos últimos três anos, os governos central e estadual tenham realizado operações concentradas no distrito de West Singhbhum, em Jharkhand, esses ataques foram resistidos e perdas significativas foram infligidas às forças armadas inimigas. Esses são nossos aspectos positivos. Consolidando esses aspectos positivos, vamos superar os contratempos temporários e avançar o movimento revolucionário.
Para defender o Partido, o EGPL, as organizações de massa e o movimento revolucionário no decorrer da guerra revolucionária de contraofensiva “Kagaar”, devemos envidar todos os esforços para realizar as seguintes tarefas políticas, organizacionais e militares:
A prioridade deve ser dada à proteção das forças de liderança, e as perdas devem ser evitadas.
Durante o ano passado, 320 camaradas pertencentes ao Partido, ao EGPL e às organizações de massa em todo o país tornaram-se mártires. Após 53 anos, a perda do camarada Basavaraju, secretário-geral do nosso Partido, após o martírio de um dos líderes fundadores do Partido, o camarada Charu Mazumdar, é um golpe doloroso para o nosso Partido e para o movimento revolucionário.
Neste ano, oito membros do Comitê Central e quinze membros de vários Comitês Estaduais foram martirizados. Nossos comitês central e estaduais sofreram perdas severas. Essas perdas afetarão o movimento revolucionário por um longo período.
Juntamente com essas perdas de liderança, um grande número de líderes e quadros do Partido, das forças do EGPL, líderes e ativistas de organizações de massa e revolucionários foram martirizados. Consequentemente, o Partido, o EGPL, as organizações de massa e o movimento revolucionário sofreram graves danos.
Nessa situação, ao implementar e aderir corretamente às diretrizes políticas e militares formuladas pelo Comitê Central e pelo Politburo, devemos evitar mais perdas. Ao evitar tais perdas, protegeremos o Partido, o EGPL, as organizações de massa e o movimento revolucionário, e os reconstruiremos e fortaleceremos.
Mesmo após 31 de março de 2026, a guerra revolucionária de contra-ofensiva sob o nome de Kagaar (e sob outros nomes operacionais relacionados) continuará. Como o objetivo de Kagaar é esmagar as massas oprimidas e estabelecer o “país corporativo hindu”, o RSS-BJP, suas organizações afiliadas e os governos central e estadual que funcionam sob sua liderança continuam a rotular todos aqueles que se opõem à corporativização, militarização e Hindutva como extremistas e extremistas urbanos e estão realizando ataques fascistas contra eles.
Tendo isso em vista, devemos proteger as forças de liderança. Somente travando uma luta contra o fascismo hindutva brâmane em todas as esferas da vida social – ao lado de todos os indivíduos, forças, organizações, instituições e partidos que se opõem à corporativização, militarização e hindutva – poderemos salvaguardar nossas forças de liderança.
Devemos superar a crise criada pela camarilha dos renegados, Sonu e Satish.
Ao se tornarem renegados, divisores do partido e agentes da contrarrevolução, a camarilha de Sonu e Satish se rendeu ao inimigo em 14 e 16 de outubro e entregou 203 armas pertencentes ao Partido. Como extensão do impacto dessa camarilha, no final de outubro, 21 pessoas em North Bastar, em Dandakaranya, juntamente com 18 armas, se renderam ao inimigo; na primeira semana de novembro, sete pessoas na área do Comitê Estadual de Odisha – Dhanthari, Gariband e Nawapada Division – se renderam juntamente com seis armas. Dessa forma, durante outubro e novembro, 299 indivíduos se renderam ao inimigo e entregaram 227 armas.
A camarilha de Sonu e Satish atacou nossa linha político-militar e criou uma crise dentro do Partido ao entregar uma grande quantidade de armas ao inimigo. Em todo o país, as forças revolucionárias honestas e todas as forças que participaram da guerra de Kagar reconheceram imediatamente a falsidade e o engano nos argumentos apresentados pela camarilha de Sonu e Satish e os identificaram como renegados. No entanto, mesmo agora, dentro do nosso Partido e do EGPL em alguns lugares do país, e dentro de uma parte do campo revolucionário, a confusão e a perturbação ideológica persistem devido aos argumentos de Sonu e Satish. Portanto, devemos expor toda a fraude, engano e duplicidade nos argumentos de Sonu e Satish, remover a confusão entre essas seções e estabelecer firmemente nossa linha político-militar em sua consciência.
Sonu apresenta três razões principais para afirmar que a linha político-militar do nosso Partido está errada:
(1) “Não temos um partido revolucionário.”
(2) “O programa central formulado pelo Congresso de 2007 é um desvio extremista.”
(3) “Rejeitamos as lutas legais.”
Ao apresentar o argumento peculiar de que “o Partido consiste apenas em revolucionários em tempo integral e os comitês do Partido são compostos exclusivamente por esses membros em tempo integral”, ele nega a legitimidade de toda a estrutura de membros e comitês do Partido em tempo parcial existentes em todo o país. Ele distorce ainda mais isso ao afirmar que apenas os comitês de revolucionários em tempo integral que trabalham clandestinamente e com armas constituem o Partido, e rotula todos eles como uma forma de exército. Ele também nega que o Partido tenha comitês clandestinos de área, membros ACM/DVC/DC e membros do Partido que, sem armas, permanecem em áreas civis para realizar trabalho de massa. Todas essas são interpretações totalmente incorretas e sem fundamento. Na sua opinião, os comitês do Partido que existem sem portar armas, incorporados entre o povo nas aldeias e cidades, são o único Partido. De acordo com a sua lógica, o Partido revolucionário é uma estrutura a tempo parcial incorporada entre o povo nas aldeias e cidades; pelo mesmo raciocínio, os comitês de área até ao Comitê Central que trabalham de forma armada e clandestina não são o Partido. Estes são argumentos fundamentalmente incorretos, oportunistas de direita e revisionistas sobre a organização e o funcionamento do Partido revolucionário.
A alegação de que o Programa Central formulado pelo Congresso de 2007 é um desvio extremista também é um argumento revisionista e oportunista de direita. Em 2007, após 27 anos de trabalho em Dandakaranya, essa região havia se tornado uma zona de guerrilha; após 37 anos de trabalho em Bihar-Jharkhand, também havia se tornado uma zona de guerrilha. Ambas as regiões possuíam bases revolucionárias de massa extensas e consolidadas. Enquanto essas duas regiões e várias outras no país estavam na fase de resistência vermelha, algumas regiões estavam em uma fase temporária de recuo. Nesse contexto, após a fusão dos dois partidos revolucionários e a formação de um partido unificado, havia um enorme entusiasmo e confiança em todo o campo revolucionário do país.
Levando tudo isso em consideração e tendo em mente a situação política internacional e doméstica da época, o Congresso de 2007 formulou o Programa Central para desenvolver as regiões de Dandakaranya e Bihar-Jharkhand como áreas libertadas. O Congresso resolveu que, para transformar essas regiões em áreas libertadas, as áreas de resistência vermelhas deveriam ser ainda mais consolidadas como zonas de guerrilha; as regiões em recuo temporário deveriam ser impulsionadas novamente; e o trabalho urbano deveria ser expandido. Para cumprir essas tarefas, o Congresso convocou todo o partido a corrigir os desvios internos e a trabalhar de acordo com um método unificado. No entanto, apesar dos intensos esforços para corrigir os desvios internos, devido à severa repressão dos governos central e estadual, o movimento revolucionário em todo o país atingiu uma posição defensiva em 2012. Nessa situação, o Comitê Central decidiu que o plano de transformar o Exército Guerrilheiro Popular de Libertação em um exército regular e transformar a guerrilha em guerra móvel não poderia ser implementado imediatamente e, consequentemente, alterou o Programa Central.
Ignorar essa realidade e chamar a tarefa central determinada pelo Congresso de “aventurismo de esquerda” equivale a insistir que, em vez de travar a luta pela tomada do poder estatal com base nos pontos fortes e fracos do movimento, o movimento revolucionário deve se limitar apenas a lutas parciais e econômicas. Em outras palavras, significa sacrificar o movimento revolucionário ao economismo e ao reformismo. Torna-se uma posição legalista que busca manter o movimento estritamente dentro dos limites da legalidade.
A alegação de que “rejeitamos as lutas legais” também é falsa e distorcida. Em 2007, numa época em que o Norte de Telangana, Andhra e AOB estavam em recuo temporário e a força organizacional havia diminuído, inúmeras lutas legais e abertas foram conduzidas. Como parte disso, o movimento político de Telangana foi empreendido. Em Telangana e AOB, foram travadas lutas para implementar o Quinto Anexo e a PESA nas regiões Adivasi. Entre 2006 e 2011, em Bengala Ocidental, o Partido coordenou lutas legais e ilegais e liderou os movimentos Singur e Nandigram. No mesmo período, em AOB, foi conduzido o movimento sobre questões fundiárias.
Em 2008, quando o governo central formulou a nova Lei Florestal, o Comitê Central decidiu que, nas regiões de intenso movimento revolucionário, bem como nas regiões emergentes, as organizações revolucionárias (Janatana Sarkars, onde existissem) deveriam lutar pelas disposições pró-povo da lei e que esses governos revolucionários populares deveriam emitir títulos de propriedade da terra para o povo Adivasi. Em 2013, o CRB divulgou um documento sobre as reformas da classe exploradora e a posição do Partido. Decidiu que as lutas devem ser travadas usando todas as formas – legais, ilegais, abertas e clandestinas – dependendo das condições objetivas, mantendo a primazia da luta armada. Posteriormente, no distrito de Gadchiroli, foi conduzido o movimento pela PESA e Gram Sabhas. Desde 2021, em toda a região de Dandakaranya, o movimento pela PESA e Gram Sabhas continua.
Desde a formação do Partido, em todo o país, o Partido tem liderado consistentemente movimentos populares legais e abertos contra o deslocamento. Ignorar todos esses fatos e distorcê-los seletivamente para argumentar que “abandonamos as lutas legais” é uma posição revisionista que busca confinar o movimento apenas às lutas legais.
Entretanto, Sonu apresentou duas declarações importantes: uma “Cessação Temporária da Luta Armada” e dois “Apelos” – um ao povo e outro aos quadros. Estes demonstram não apenas uma rejeição da linha revolucionária do Partido, mas uma rejeição da própria luta armada. Ele não oferece nenhuma estratégia alternativa. Sua perspectiva é essencialmente a linha da rendição. Em sua essência, seu argumento equivale a realizar lutas legais, dissolver o Partido clandestino e transformá-lo em uma entidade aberta.
Essas são, em essência, posições revisionistas. Rejeitar tudo o que o Partido ensinou, entregar as armas do Partido ao inimigo e se tornar um agente da contrarrevolução – é isso que Sonu se tornou. Ao reunir seus seguidores, ele tentou dividir o Partido. Satish concordou com todas essas posições. Portanto, ele também se tornou um renegado, um divisor do Partido e um agente da contrarrevolução.
Portanto, todo o campo revolucionário deve compreender claramente a fraude e o engano subjacentes aos argumentos de Sonu e Satish. A confusão dentro do campo revolucionário deve ser eliminada, a clareza estabelecida e a confiança restaurada. Não há absolutamente nenhuma integridade nos argumentos de Sonu e Satish; eles são motivados puramente pelo medo e pelo desejo de justificar seu caminho de rendição. Ao propagar mentiras — alegando que o secretário-geral do Partido pretendia suspender temporariamente a luta armada — eles enganaram quadros ideológica e politicamente fracos. Eles os levaram a se render ao inimigo. Portanto, seu engano deve ser exposto dentro do campo revolucionário.
Devemos intensificar a luta de classes contra o imperialismo, o capitalismo burocrático comprador, a aliança das classes feudais e contra os governos central e estaduais brahmanistas hindutva-fascistas RSS-BJP.
Sob a orientação dos documentos formulados pelo nosso Comitê Central - “Mudanças nas relações de produção na Índia e nosso programa político” (documento MOP), “A Questão das Castas na Índia e Nosso Caminho” e “A Questão da Nacionalidade na Índia e a Posição do Partido” –, devemos mobilizar as classes oprimidas (a classe trabalhadora, o campesinato, as camadas médias [pequena burguesia], a burguesia nacional), os setores sociais oprimidos (mulheres, dalits, adivasis, minorias religiosas) e as nacionalidades oprimidas, e conduzir a luta de classes em questões de classe, a luta social em problemas sociais e a luta nacional em questões de nacionalidade. De acordo com o desenvolvimento desigual que prevalece no país, o documento MOP identificou o país em sete categorias e formulou programas políticos específicos para cada região. Com base nesse programa político, devemos intensificar a luta de classes.
Desde 2014, após a ascensão ao poder do partido fascista hinduísta RSS-BJP, o país transformou-se ainda mais em um fascismo político. Desde então, tem sido alvo de ataques contínuos contra todas as classes oprimidas, setores sociais oprimidos e nacionalidades oprimidas nas esferas econômica, política, cultural e em todas as esferas da vida social. Como parte disso, está tentando converter o país em um “Estado majoritário” por meio da liquidação das minorias. Ao intimidar e manipular instituições como a Diretoria de Execução (ED), a CBI, a Comissão Eleitoral e até mesmo o judiciário, está transformando-as em armas para seus próprios interesses. Está realizando ataques implacáveis contra o povo e os partidos da oposição. Como parte disso, está tentando criar uma “Índia sem oposição” (Vipaksh-mukt Bharat). Portanto, hoje, ele emergiu como o principal inimigo do país e do seu povo.
Nessa situação, nossas unidades partidárias em todo o país devem unir todas as forças que resistem a esses ataques — trabalhadores, camponeses, organizações, associações, instituições, partidos, incluindo até mesmo partidos burgueses que podem ser considerados aliados táticos — estabelecendo plataformas e programas de frente unida, intensificando assim a luta de classes. Além disso, devemos expor com evidências sólidas a falsidade e o engano por trás da propaganda do RSS-BJP central e dos governos estaduais, que afirmam que transformarão a Índia em um “país desenvolvido (Viksit Bharat)” até 2047.
Em abril deste ano, o Estado indiano conduziu operações militares sob o nome de “Operação Sindhur”, projetando o ataque terrorista que ocorreu em Poonch, Jammu e Caxemira, como um ato do Paquistão. Qualquer disputa com o Paquistão — ou com qualquer outro país do sul da Ásia — deve ser resolvida com base em princípios pacíficos, por meio do diálogo, da diplomacia e das negociações. Em vez de aderir a esses princípios, o Estado recorreu a operações militares. Tentou resolver a questão através da guerra, o que é incorreto. No entanto, sob instruções dos Estados Unidos, suspendeu essas operações em quatro dias, demonstrando assim a sua subserviência. Por um lado, enquanto demonstrava essa servilidade para com os EUA, instigava simultaneamente o frenesi nacionalista, a histeria de guerra e o chauvinismo entre o povo indiano nos últimos sete meses.
Durante os últimos onze anos de governo do BJP no centro, ele não conseguiu resolver nenhum dos principais problemas que o país enfrenta: pobreza, desemprego, aumento dos preços e suicídios de camponeses. Em vez de abordar esses problemas, tem inflamado continuamente o majoritarismo hindu, o frenesi comunitário e a histeria de guerra para desviar e reprimir as massas em luta. O BJP, Modi e seu protegido, Adani, têm entregado arbitrariamente a riqueza nacional ao capital corporativo. Para proteger Adani, que esteve envolvido em práticas comerciais ilegais nos Estados Unidos, eles hipotecaram os interesses nacionais aos EUA. O regime assinou vários acordos com Israel, os EUA, o Afeganistão e muitos outros países em benefício do capital corporativo nacional e estrangeiro.
Nos últimos onze anos do regime fascista do BJP, os ataques a dalits e adivasis aumentaram drasticamente. O assédio e a humilhação de funcionários dalits e bahujans (IAS, IPS, etc.) pelas autoridades administrativas brâmanes também se intensificaram. A exploração e a opressão corporativas na agricultura, na indústria e no setor de serviços — tanto pelo capital corporativo nacional quanto pelo estrangeiro — expandiram-se enormemente. Como consequência, as amplas massas em todo o país têm travado continuamente lutas defensivas.
Nesta situação, devemos expandir a propaganda, as agitações e os programas de luta contra todas as políticas econômicas, políticas e culturais dos governos centrais e estaduais brahmanistas Hindutva-fascistas RSS-BJP que se opõem ao povo; e contra a exploração e opressão corporativas, fortalecendo assim o apoio das massas. Intensificando a luta de classes em todo o país e expandindo o apoio das massas nesta base, vamos avançar na guerra de guerrilha.
Caros camaradas e massas!
Desde 1973, para superar a crise fundamental, o imperialismo tem promovido a globalização imperialista. No entanto, a crise econômica global de 2008 provou que a globalização imperialista fracassou. Essa crise ainda não foi resolvida. Todas as políticas econômicas, políticas, militares e culturais que os países imperialistas e os países atrasados que os seguem, ou são obrigados a segui-los, implementaram para superar essa crise fracassaram miseravelmente ou estão em vias de fracassar. Para implementar as políticas associadas à globalização imperialista, em muitos países do mundo, partidos de direita, racistas e fascistas chegaram ao poder. Esses partidos de direita, racistas e fascistas pisotearam até mesmo os direitos democráticos burgueses mínimos em seus respectivos países e estão impondo repressão e fascismo. Como parte da implementação da globalização imperialista, embora a exploração imperialista tenha se intensificado severamente na Ásia, África e América Latina, seu fardo continua a ser suportado pela classe trabalhadora e pela classe média, mesmo nos países imperialistas que exportam capital imperialista. Nos países da Ásia, África e América Latina, a burguesia compradora e a classe dos latifundiários, atuando como agentes da exploração imperialista, intensificaram a opressão e a pilhagem do povo. Contra isso, as lutas populares nesses países continuam em diferentes níveis.
As revoltas da “Primavera Árabe” que eclodiram em países africanos por volta de 2012-2013 não conseguiram derrubar o sistema de exploração. Nos últimos 3-4 anos, embora os gatilhos imediatos por trás das revoltas populares no Sri Lanka, Bangladesh, Nepal, Filipinas e Caxemira ocupada pelo Paquistão pareçam variados, a causa fundamental por trás deles é a globalização imperialista e a intensidade da exploração e opressão pelas classes compradoras corporativas (estrangeiras e nacionais) e latifundiárias nesses países. Durante esse mesmo período, mesmo nos países da Europa Ocidental, a classe trabalhadora e a classe média se levantaram contra a exploração do capital financeiro.
A vitória do candidato do Partido Democrata Zohran Kwame Mamdani, como prefeito de Nova York, nos Estados Unidos, deveu-se à oposição dos trabalhadores, funcionários da classe média e populações imigrantes daquela cidade ao governo de direita, racista e fascista de Trump. Da mesma forma, nos últimos 2-3 anos, na Europa e em outros países, as vitórias eleitorais dos candidatos do Partido Social Democrata e do Partido Democrata sobre os partidos de direita, racistas e fascistas foram impulsionadas pela oposição generalizada às políticas de globalização imperialista e ao crescimento das forças de direita e fascistas. Nos próximos dias, essa contradição se intensificará ainda mais.
Aproveitando este momento, os comunistas e revolucionários de todo o mundo devem organizar-se como partidos revolucionários nos seus países, transformar os partidos pequenos em grandes e fortalecer os fracos.
No último ano, a guerra tarifária resultante do conflito intensificado entre os EUA e a China resultou em uma trégua temporária quando o presidente dos EUA, Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, se encontraram em Busan, na Coreia do Sul, na primeira semana de novembro. Ambos os países anunciaram uma suspensão de um ano da guerra comercial. Os EUA decidiram reduzir a tarifa de 10% sobre as importações chinesas. Em contrapartida, a China concordou em suspender a proibição da exportação de minerais de terras raras. Devido à desaceleração econômica e à recessão, os EUA e a China foram obrigados a tomar essas decisões. Este acordo temporário não significa que o conflito entre os EUA e a China tenha terminado. Ambos os países estão competindo pela hegemonia mundial. De acordo com essa tendência, o confronto entre os EUA e a China se intensificará nos próximos dias em todas as esferas.
Desde o início do sistema capitalista, especialmente após o capitalismo se transformar em imperialismo, o imperialismo tornou-se cada vez mais um destruidor do meio ambiente. Hoje, não apenas a humanidade, mas todo o planeta enfrenta um grave perigo. Nesse contexto, as conferências climáticas das Nações Unidas não produziram resultados significativos. Somente com a destruição do sistema capitalista-imperialista as medidas de proteção ambiental poderão realmente ter sucesso, salvando assim o meio ambiente, a Terra e a humanidade. Nesse sentido, somente os comunistas e revolucionários de todo o mundo podem liderar o movimento de proteção ambiental.
Como parte das sanções que os EUA impõem em todo o mundo, em agosto, eles impuseram uma tarifa de 25% sobre a Índia. Citando a compra de petróleo da Rússia pela Índia, os EUA aumentaram as tarifas de 25% para 50%. Isso afetou gravemente a economia da Índia. Nessa situação, a Índia reduziu drasticamente suas importações de petróleo da Rússia. Os EUA prorrogaram a isenção da tarifa de 11% que impõem às importações de camarão indiano apenas até 31 de dezembro. Nos próximos dias, os EUA podem suspender essa isenção. Isso nada mais é do que uma capitulação da Índia diante dos EUA. Nessas condições, o acordo comercial Índia-EUA em discussão será totalmente contrário aos interesses do povo indiano. Portanto, o povo indiano – especialmente os camponeses, produtores de leite e pescadores – deve travar lutas contra a subserviência do governo indiano. Eles devem expor a fraude por trás da retórica de “autossuficiência” do primeiro-ministro Modi. A autossuficiência genuína só surge quando os acordos econômicos, comerciais e comerciais desiguais impostos pelos países imperialistas são anulados. A autossuficiência só se torna realidade quando a Nova Revolução Democrática é concluída. A soberania e a independência do país devem ser alcançadas para se chegar à autossuficiência. Os partidos pertencentes às classes exploradoras não podem alcançar isso. Portanto, somente através da vitória do movimento revolucionário liderado pelo partido proletário é que esse objetivo pode ser alcançado.
O BJP, tendo convertido a Comissão Eleitoral em sua instituição de bolso, tem se entregado à fraude eleitoral e a inúmeras ilegalidades, vencendo eleições legislativas e parlamentares. Mesmo nas eleições para a Assembleia de Bihar, venceu por meio de irregularidades generalizadas e fraude eleitoral. Essa situação expôs mais uma vez a total falsidade do atual sistema parlamentar. Nessa situação, para estabelecer uma democracia genuína, um novo sistema democrático deve ser implementado. Para isso, as amplas massas do país devem se unir, se armar e derrubar essa ordem exploradora.
Caros camaradas e massas!
Na situação atual, com o movimento revolucionário tendo sofrido graves perdas, não podemos comemorar o aniversário do EGPL como fazíamos no passado. Portanto, na fase atual, o partido e as forças do EGPL devem comemorar o aniversário com ênfase principal na segurança. Em todas as florestas, planícies e áreas urbanas do país, devem ser realizadas reuniões em grupo e pequenas reuniões, e o aniversário deve ser comemorado de forma adequada. Cartazes e panfletos devem ser distribuídos por toda a região para informar o povo sobre a necessidade de fortalecer o EGPL. Pessoas elegíveis devem ser recrutadas para o EGPL.
Vamos proteger o Partido, o EGPL, as organizações de massa e o movimento revolucionário da guerra contrarrevolucionária “Kagaar”.
Intensificar a luta de classes contra o imperialismo, o capital corporativo comprador (estrangeiro e nacional) e as classes dos latifundiários.
Intensificar as lutas populares contra os governos central e estaduais brahmanistas Hindutva-fascistas RSS-BJP.
Evitar perdas. Opor-se ao desvio e à traição. Defender firmemente os interesses dos povos oprimidos.
Viva o marxismo-leninismo-maoismo.
Viva a Revolução de Nova Democracia da Índia.
Viva o Exército Guerrilheiro Popular de Libertação (EGPL).