Grande ato no centro mobiliza estudantes

No domingo, 18, milhares de pessoas foram ao centro do Rio de Janeiro dizer não ao fascismo. Convocado como ato dos estudantes, o que foi visto foi uma grande variedade de faixas etárias relembrando cenas de horror da ditadura militar e outros episódios fascistas da história. Muitos cartazes denunciavam a ingerência
ianque e a servidão de Bolsonaro ao governo de Trump e ao imperialismo.

Ao mesmo tempo foram presentes várias bandeiras da Palestina e do Irã, homenageando as lutas desses povos contra o colonialismo e a guerra imperialista de agressão.
Além de gritos denunciando Flavio com seus esquemas com Vorcaro, muitos ativistas levaram lambes e cartazes denunciando a relação da família Bolsonaro com a milícia e o papel da polícia nas chacinas. Ainda na concentração, a RECOM demonstrou na prática o seu papel protegendo alguns provocadores bolsonaristas que apareceram no ato, ao ponto de jogar spray de pimenta nos manifestantes que não recuaram em exigir a saída imediata da dos fascistinhas do ato. Depois de muita insistência e gritos, os provocadores se retiraram.
O ato, marcado para 10h, mesmo reunindo uma multidão, demorou 3 horas para sair e demonstrou a insuficiência de setores do oportunismo como UNE e PT-RJ e PCdoB em dar respostas as justas contestações de revoltas da população. O atraso, que é muito bem calculado por essas forças, fez com que muitas pessoas fossem embora ou que criasse um ambiente desmotivado. Isso é, desde já, uma tentativa de esvaziar o movimento espontâneo e sufocá-lo na burocracia de sempre.

Apesar disso, o ato andou e muitos e muitos jovens foram vistos fazendo lambes, pichações e levantando bandeiras do alto de postes e andaimes. É, acima de tudo, essa força liberada que não pode ser contida, mas que precisa ser mobilizada para além do segundo turno. Os estudantes do Novo MEPR, nesse sentido, deram um exemplo importante de mobilizar com palavras de ordem, e agruparam vários estudantes independentes ao seu redor.








