Juventude francesa ateia fogo no país contra cortes na educação

Escrito por José de Souza
Nesta data do dia 17/10, o mundo observou com olhos atentos as imensas manifestações ocorridas na França, liderada por uma juventude estudantil e trabalhadora contra o atual governo encabeçado, durante 9 anos, por Emmanuel Macron e as suas recentes tentativas de ataques à educação básica com cortes de verbas e faltas de professores. Já são 2000 pessoas presas pela polícia, 500 policiais feridos e centenas de carros e bancos queimados.

As manifestações eclodiram a partir do crescente aumento dos custos de vida e de um novo pacote de medidas econômicas de caráter de austeridade fiscal, visando o estrangulamento da educação com mais um corte em suas verbas, com a promessa de reduzir o déficit público e a dívida do País. Como mostra a história, quando o sistema capitalista em crise, os primeiros a sofrerem as consequências da crise e das medidas que prosseguem, são as classes oprimidas.
Os estudantes, em grande parcela, filhos dos trabalhadores, seriam os primeiros nessas novas medidas. Porém, o que foi visto não foi um derrotismo por parte daqueles que sofreriam as consequências: Muito pelo contrário! O que o mundo pôde ver foi uma juventude - principalmente estudantil - saindo às ruas com uma ferocidade e ímpeto típicos do povo francês com carros e pneus queimados, barricadas levantadas e uma resistência às forças de “contenção” do presidente da república francesa.
Em resposta aos protestos, Emmanuel Macron, “condenou” à “extrema-esquerda”, que, de acordo com o mesmo - seria a responsável pelos protestos, e disse que àqueles que atentaram contra a república francesa “pagariam pelo seus atos”.
Nenhuma dessas respostas de fato responderam aos motivos dos protestos: as condições de vida e dignidade do povo diminuindo, proporcionalmente
aos investimentos na educação. O que apenas mostra, que primeiro: Como demonstrado pela história, o capitalismo, inevitavelmente, vai levar a crises, que arrastam consigo todas as classes oprimidas e que segundo, a única resposta para tais crises, é a revolta do povo.
Macron também não admitiu em momento algum, que boa parte desses cortes se faz devido a tentativa da União Europeia de entrar em uma guerra aberta com a Rússia. O presidente francês é entusiasta da ideia há anos, e tem mobilizado sua presença na UE para que os países do bloco gastem ao menos 5% de seus orçamentos com modernização do seu aparato militar.
Com isso dito, esse é apenas o primeiro de longos passos que têm que ser dados em resposta ao capitalismo, com o povo organizado e consciente de seu papel e tarefa histórica: O rompimento das relações de produção capitalistas.
As manifestações na França, lideradas pelos estudantes e apoiadas pelas suas classes amigas, é digna de aplausos e incendeia toda a pradaria, todos os povos oprimidos do mundo observam estas manifestações e se encorajam com elas.
Que venham mais!
Rebelar-se é justo!






