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LUTAR PELO PODER POPULAR CONTRA O FASCISMO!

há 5 horas
3 min de leitura

Por Novo MEPR


Ato antifascista dos estudantes da UFF em Niterói/RJ
Ato antifascista dos estudantes da UFF em Niterói/RJ


O primeiro turno das eleições revelou o nível avançado de podridão do sistema político brasileiro. Nunca se viu tantas figuras abjetas participarem das instâncias de governo. Este é o caso de Júlia Zanatta, Nikolas Ferreira, Lucas Pavanatto e outros reaças desvairados, que encarnam o pior chorume que resulta dos cinco séculos de dominação imperialista, do latifúndio e da escravidão, típica e depois assalariada. Por trás da fachada de um “Brasil moderno”, o que se escancara na nossa frente é uma furibunda reação medieval, inimiga de morte das conquistas democráticas mais básicas. É preciso repudiá-los e enfrentá-los com a maior energia!


Mais do que nunca, é preciso ocupar as escolas, ruas, campos e construções contra a extrema-direita e o fascismo. Esta não é uma tarefa de algumas semanas, mas uma questão de princípios e inegociável. Independentemente do resultado no segundo turno, é obrigatório vencer a apatia, o imobilismo e o derrotismo: precisamos entender que entramos em uma nova época, de grandes embates de classe em todos os terrenos, e os grandes embates são vencidos por quem tem mais clareza de propósito e está mais organizado e decidido para realizá-lo, apesar de todos os ziguezagues e sacrifícios. O chamado pacto de conciliação de classes construído em torno de Constituição de 1988 ruiu. Em todo o mundo, e igualmente no Brasil, a resposta da burguesia ao agravamento da crise do capitalismo é o fascismo. Barrar o fascismo não será possível com conchavos, adiamentos e concessões, mas apenas na luta decidida contra ele, incluído o terreno da nossa autodefesa. Qualquer ilusão a respeito deve ser combatida e denunciada como a maior ajuda que se presta aos nossos inimigos. 


Por mais poderosas que pareçam em dado momento as forças da reação, elas não são onipotentes nem invencíveis. Entre os eleitores da extrema-direita, há uma imensa massa de gente pobre, que utiliza o SUS, manda seus filhos às escolas públicas e deseja o mínimo de proteção trabalhista. Estas pessoas foram empurradas para votar no Bolsonaro devido à sua frustração com a democracia burguesa, que não lhes garantiu a extensão de direitos básicos, como emprego digno, proteção dos seus filhos e outros. O repúdio desses trabalhadores à casta política e judiciária corrupta encastelada nas cúpulas do Estado é legítimo. Devemos separar o ataque aos líderes da extrema-direita, que merecem o mais severo castigo, da base popular que os acompanha por falta de perspectivas. Para esta, em primeiro lugar, devemos dizer que os líderes são seus piores inimigos, mais corruptos e mais sanguessugas que qualquer outro grupo político; em segundo lugar, organizar sua luta por local de estudo, trabalho e moradia, em torno dos seus interesses mais sentidos.


Aos estudantes e intelectuais progressistas cabe um papel destacado na luta em defesa das liberdades democráticas, e eles não faltarão, mais uma vez, ao seu papel. Mas estas liberdades democráticas não são o objetivo final da nossa luta, pois enquanto a burguesia estiver no poder, elas estarão sempre em perigo. As liberdades democráticas devem ser usadas como um meio de elevar nosso nível de consciência e de organização para os grandes combates que se avizinham, pois nenhum povo ao longo da história se deixou aniquilar sem resistência, e isto valerá também para o povo brasileiro. A luta anti-fascista é uma obrigação para todos os lutadores, e ela deve ser prática e decisiva; mas o nosso objetivo deve ser derrubar o Estado dos exploradores, esta máquina devoradora de carne pobre e preta, e a construção passo a passo e desde já do poder popular, isto é, um Estado revolucionário governado pelos operários e camponeses.

Ir ao combate sem temer, ousar lutar, ousar vencer!


Coordenação do Novo MEPR – outubro de 2026.

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