Partido Comunista da Índia (Maoista) e seu EGPL derrotam Operação Kagaar!
- Viviane Carvalho

- 18 de abr.
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Nos últimos 18 dias, o Movimento Comunista Internacional e os maoistas de todo o mundo puderam comemorar a grande mobilização contra a Operação Kagaar do dia 28 de março, convocada pelo Comitê Internacional de Apoio a Guerra Popular na Índia (ICSPWI, da sigla em inglês), e conjuntamente convocado pelo Fórum Contra a Corporativização e Militarização (FACAM, da sigla em inglês) indiano. Além dessa grande vitória que significa unidade em torno do PCI(M) e sua Guerra Popular Prolongada, também temos a constatação da derrota do prazo dado pelo fascista hindutva Narendra Modi de exterminar completamente o movimento maoista naxalita da Índia.
Os reacionários de toda Índia e do mundo todo comemoraram uma suposta derrota dos naxalitas com a traição e entrega de armas por parte de dois comitês, sendo o primeiro uma tentativa de desmoralizar o Partido forjando um acordo de paz - Sonu (Vonugopal) entregou as armas em setembro de 2025 - e a traição de parte do Comitê do Partido em Telangana, liderado por Tippiri Tirupathi, com mais dois membros em janeiro deste ano - ainda não confirmada pelo partido oficialmente. Porém, o Partido persiste e persistiu funcionando e impulsionando a GPP após o prazo final de março de 2026.
Neste mês, bombardeios foram causados pelo Exército Guerrilheiro Popular de Libertação nas áreas de Jharkhand's West Singhbhum. Ao total foram 6 membros do exército reacionário feridos, sendo um deles um auto intitulado "inspetor" da unidade de elite "Cobra". São verdadeiros golpes contra o inimigo, através dos famosos Dispositivos Explosivos Improvisados, desenvolvimento do PCI(M) sob direção do Camarada Basavaraj e sua extensa experiência militar. Os corajosos soldados vermelhos deixaram o recado para o mundo todo que a GPP continua, rumo aos seus 54 anos ininterruptos.
Dalits e Advasis impedem operação contra suas áreas
Um confronto ocorreu em um vilarejo no distrito de Rayagada, envolvendo comunidades Advasis e Dalits contra a polícia, ligado a um projeto de mineração de bauxita da empresa Vedanta Group. Moradoras, armados com ferramentas agrícolas, entraram em conflito com policiais durante uma operação para prender um ativista local contrário ao projeto. Segundo as autoridades, cerca de 250 pessoas cercaram e atacaram a polícia, deixando 58 agentes feridos.
Moradores, no entanto, afirmam que houve forte repressão policial, com vários feridos — incluindo ao menos oito em estado grave — durante a ação. O conflito está relacionado à construção de uma estrada de 3 km, vista pela população como parte inicial de um projeto de mineração nas colinas de Sijimali.
Comunidades locais se opõem à iniciativa desde 2023, quando as mineradoras se apoiaram nas ações da Operação Kagaar causando deslocamentos forçados, perda de direitos sobre a terra e impactos ambientais. A mineração, na região de Sijimali, prevê extração em larga escala e pode deslocar centenas de famílias de 18 aldeias, além de afetar o sustento de muitas outras. Embora o governo alegue ter autorização dos moradores, comunidades locais contestam essa versão, denunciando o silenciamento constante do sistema de castas contra a população indígena e Dalits.
Desde 2023, com o início da Operação Kagaar, os moradores da região vêm protestando contra o projeto. Muitos relatam perseguição, abertura de processos considerados falsos e prisões recorrentes, em um contexto de crescente conflito entre populações locais, o Estado e interesses ligados à mineração.






