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PR: A abstenção eleitoral e a crise de confiança

há 2 dias
1 min de leitura

Escrito por: Pedro Chaves


Nas eleições deste domingo (04/10), foi mostrado que 1,77 milhões de eleitores paranaenses se abstiveram de votar, alcançando 20,59% de abstenção no estado e superando o índice de 2022. Esse aumento da abstenção nos mostra a desconfiança em políticos, partidos, e na parlamentação burguesa como uma das principais causas.


No Paraná, também houve manifestações e organizações favoráveis ao boicote eleitoral como em Curitiba, Maringá, Londrina, Sarandi, e outras cidades.


Esse resultado é particularmente significativo, se tratando do Paraná, pois as pesquisas de opinião acabam nos revelando que há uma maior inclinação do eleitorado paranaense ao conservadorismo. Mesmo em um estado conhecido por apresentar forte presença de posições políticas à direita, uma parcela superior a um quinto do eleitorado deixou de comparecer às urnas em 2026, nos mostrando que o sistema burguês está degradando-se progressivamente.


No estado, já houve cassações de candidatos eleitos por conta de corrupção eleitoral, como a Lauri Setrinski (PSDB), Fábio Santos (PSDB), Mari Leite (AGIR), e outros candidatos. Como sabemos, grande parte dos cargos dentro do congresso institucional são alcançados com dinheiro, abuso de poder econômico, e compra de votos, usado para explorar a população local e firmar sua posição dentre a burguesia sobre a influência entre o acúmulo de capital que sua posição permite; geralmente para se advogar em causa própria.


Com o número de abstenção crescendo, podemos deduzir que a população está vez mais desacreditando do atual sistema supostamente democrático burguês, e sob análise dos fatos, vemos a oportunidade de os cooptá-los à mobilização popular, por meio da luta de classes, e não por votos que ajudam a legitimizar e reforçar o parlamentarismo burguês.


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