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SP: Mais de um milhão na Paulista contra o fascismo

há 9 horas
2 min de leitura
Ativistas do Novo MEPR levantam faixa com a consigna ''Lutar por poder popular contra o fascismo'' em ato na Avenida Paulista em São Paulo. Foto: Núcleo RRC de São Paulo
Ativistas do Novo MEPR levantam faixa com a consigna ''Lutar por poder popular contra o fascismo'' em ato na Avenida Paulista em São Paulo. Foto: Núcleo RRC de São Paulo

O ato antifascista realizado no último dia 11 reuniu, segundo estimativas mencionadas pelos organizadores, cerca de um milhão de pessoas dispostas a manifestar suas posições políticas diante da conjuntura nacional. Destacou-se a presença de incontáveis manifestos antifascistas, das denúncias contra a possível intervenção norte-americana e da disposição de setores da juventude em ocupar as ruas e se posicionar diante dos ataques aos direitos do povo brasileiro e à soberania nacional.



A juventude compareceu em peso, demonstrando que existe uma parcela significativa de jovens que não aceita passivamente os rumos impostos pela política institucional, que não se conforma com as injustiças sociais e que compreende a necessidade de organização, mobilização e luta. Em meio às bandeiras, palavras de ordem e manifestações de indignação, ficou evidente que o combate ao fascismo não pode ser reduzido a uma disputa eleitoral, tampouco pode ficar restrito aos discursos de ocasião daqueles que somente se lembram do povo nos períodos de campanha. Bandeiras da palestina foram hasteadas e balançadas por toda a extensão da avenida, além de símbolos da foice e do martelo, imagens de grandes lutadores do proletariado - como Marighella - e palavras de ordem de tom radical expostas em faixas e cartazes.


Neste cenário, a Revista Revolução Cultural e os militantes do Novo MPER estiveram presentes, mobilizando os manifestantes por meio de palavras de ordem e convocando a juventude e os trabalhadores a não recuarem diante dos desafios colocados. O coletivo levou faixas com as palavras de ordem: "Lutar por Poder Popular, contra o fascismo" e "Pátria ou Morte". As intervenções conseguiram mobilizar os manifestantes que demonstravam desejo de radicalização perante a conjuntura de desmobilização continuada do petismo. Gritos de "morte ao fascismo", "lugar de fascista é na ponta do fuzil", além de demonstrações de solidariedade internacionalista com a Palestina. O que esta manifestação demonstrou, é a necessidade de se manter a mobilização nas ruas, aprofundar o debate, radicalizar a denúncia das estruturas que sustentam a exploração e transformar a indignação popular em força organizada. É necessário construir uma alternativa política capaz de enfrentar as raízes da desigualdade e da opressão de classe.



O fascismo não se combate com discursos moderados, conciliações intermináveis ou confiança cega nas instituições. Pelo contrário, exige organização popular, consciência política, solidariedade entre os explorados e disposição permanente de luta. Da mesma forma, a defesa da soberania nacional não pode ser uma palavra vazia, mas estar acompanhada da defesa dos interesses dos trabalhadores, da independência diante das potências imperialistas e do direito do povo de decidir seu próprio destino

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