Brigadas pelo boicote ás eleições tomam Rio e São Paulo

Milhares de cópias do Manifesto ao Povo Brasileiro foram distribuídas aos trabalhadores em várias brigadas realizadas pelos Núcleos da RRC. Ontem (02) ocorreram duas grandes brigadas no Rio e em São Paulo, confira:
Rio de Janeiro

Na última sexta-feira (02), ativistas do Núcleo da RRC do Rio de Janeiro e do Novo MEPR realizaram uma brigada em rechaço à farsa eleitoral na Central do Brasil. A brigada contou com distribuição do Manifesto ao Povo Brasileiro, publicado recentemente pela RRC, além de agitação pelo boicote às eleições e uma faixa. Ao todo, foram distribuídas mais de 2 mil cópias do manifesto.
A brigada começou dentro do prédio da central, em frente a entrada da estação dos trens. Os ativistas puderam conversar com pessoas que estavam no aguardo dos seus trens, escutando suas demandas e sendo muito bem recebidos. Após a brigada seguir sentido Presidente Vargas, os companheiros chegaram com a faixa e a agitação em frente ao terminal das linhas de ônibus municipais, panfletando entre os camelôs e nas longas filas que se formavam mesmo debaixo de chuva.
Ao nos encaminharmos para o Terminal Américo Fontenelle, o apoio popular se intensificou ainda mais e de certa forma, os trabalhadores que ali estavam se uniram à própria brigada. Inclusive, um dos camelôs pediu um pacote de manifestos para deixar em sua barraca, para ele próprio distribuir para seus clientes.
Essa brigada, mostrou mais uma vez que a desmoralização do Estado é uma constante entre as massas, que para os trabalhadores, a eleição não traz nenhum tipo de esperança no futuro. O papel de todos os revolucionários é não enganar as massas, arrastando-as para o jogo eleitoral, mas sim mostrar que existe um caminho diferente, que com organização popular, revolucionária, tudo é possível!
São Paulo - Santo André

Na noite de sexta-feira, 2 de outubro, a dois dias do primeiro turno, o núcleo de São Paulo da Revista Revolução Cultural eleitoral realizou uma brigada em frente à Estação Celso Daniel, em Santo André. A atividade teve início por volta das 19h e se encerrou às 21h, quando o movimento diminuiu.
Uma militante conduziu a agitação no megafone, enquanto os demais integrantes panfletavam e conversavam com quem esperava ônibus do outro lado do terminal e com quem aguardava nas filas das lanchonetes. As falas trataram da precarização do trabalho e das condições de vida e defenderam a organização como forma de resistência. Os trabalhadores que passavam receberam bem a intervenção e cerca de 200 manifestos ao Povo Brasileiro foram distribuídos.
O ABC reúne grande número de pessoas organizadas nos partidos da esquerda tradicional, tem longa história de luta operária e conserva entre os trabalhadores uma memória do lulismo ainda muito forte. A receptividade encontrada nesse ambiente mostra que a precarização cotidiana dá base concreta ao trabalho de organização, inclusive onde a esquerda eleitoreira tem raízes profundas.






