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Atualizado: há 10 horas

 

 

A cena horripilante de um jovem sendo espancado até a morte no Rio de Janeiro, acusado injustamente de furtar uma bicicleta, escancara o nadir moral em que se afunda a sociedade brasileira. Há menos de um ano, este mesmo Rio de Janeiro assistia ao assassinato de cento e vinte e uma pessoas, durante incursão policial no Complexo da Penha. Passado pouco tempo, investigações revelaram ligações profundas entre a cúpula do governo do Estado e membros da facção cujos soldados foram abatidos na favela. Estes pedaços de vida cotidiana - poderíamos falar da epidemia de feminicídios, das prisões superlotadas, dos supersalários no Judiciário, das filas no INSS - exacerbam não apenas a separação, mas a colisão entre o sistema político oficial, este que se disputa agora nas urnas, e as condições de vida reais de milhões de brasileiras e brasileiros pobres. 

 

Com efeito, na largada da campanha presidencial, o debate entre Lula e Flávio Bolsonaro se concentra sobre a velha questão da corrupção de parte a parte. A campanha petista assinala a evidente assimetria entre os valores negociados entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro e aqueles movimentados por uma lobista ligada ao filho de Lula. Mas este não é o ponto essencial: na coligação de Lula, estão todos os beneficiários da malversação oficial do Orçamento da União, os caciques do atraso regional, os patriarcas do orçamento secreto. Davi Alcolumbre, Hugo Mota, Renan Calheiros e até mesmo, na surdina, o antigo prócer de Bolsonaro, Ciro Nogueira. O chamado centrão, este pântano do pior chorume da economia e da política nacionais (e o centrão é na prática o latifúndio, acrescido de milicianos urbanos e pistoleiros clericais), se afastou de Bolsonaro e deu uma neutralidade benéfica a Lula, porque na verdade é a estas forças que o poder pertencerá, seja qual seja o próximo governo.

 

Na base da sociedade, as pessoas não veem seus problemas reais refletidos nas candidaturas, que são apenas uma continuação das páginas policiais. Pode-se dizer, e com razão, que o ainda muito atuante quarto poder, isto é, os monopólios de comunicação (nos quais se incluem as bilionárias big techs) são os responsáveis por ditar o foco do debate público. É verdade, mas isto só prova que os candidatos não têm qualquer interesse ou autonomia para enfrentar os temas centrais, como o pagamento indecente do serviço da dívida, os juros extorsivos que fazem do Brasil o paraíso da especulação, a degradação da base industrial do País, que o torna cada vez mais incapaz de defender sua soberania territorial e recursos naturais. Estas questões são irresolvíveis nas urnas, assim como este capitalismo de tipo semicolonial aqui instalado é geneticamente perverso e ingovernável do ponto de vista dos trabalhadores.

 

Carente de alternativas, uma parte enorme das classes populares, que não têm nenhuma experiência de organização coletiva no seu local de trabalho ou moradia (dada a fragmentação da produção, a burocratização dos sindicatos e o sequestro das organizações comunitárias pelas ONGs corporativizadas ou pelo crime), adere ao discurso fácil do “bandido bom é bandido morto”, da barbárie como estratégia de sobrevivência. Porque a barbárie não lhe soa distópica, como ocorre com as classes médias instruídas, mas como a sua realidade palpável e cotidiana. Sem que se dispute o terreno das ideias, da perspectiva de mundo e de sociedade que se propõe, restringindo-se apenas a negociar programas paliativos, como faz desde sempre o PT, não se pode reverter este quadro. A candidatura de Lula não tem qualquer futuro, enquanto a de Bolsonaro expressa um passado falsificado - e é importante, sim, recordar às pessoas o que foram as filas de ossos, o descaso na pandemia, a tentativa golpista, a promessa de vender o Brasil em suaves prestações a Trump e seus pedófilos. A luta política contra o fascismo não é uma campanha eleitoral, nem um tributo que se paga aos reformistas: ela é uma obrigação e necessidade permanente para todo e qualquer revolucionário.

 

E, claro, não se trata de defender uma nova sociedade no interior do mesmo horário eleitoral gratuito tolerado pelas classes dominantes, porque as pessoas sentem por seu instinto de classe que ali, naquele espaço, o tratamento destas questões é apenas encenado. É preciso elevar o nível de mobilização, organização e luta popular desde o chão da casa e da fábrica, passo a passo e sem descanso. Os próximos anos serão de enorme turbulência social e quem não estiver ancorado neste trabalho real, por menor que ele pareça a um olhar superficial, será soterrado

Por Rodrigo Sena


Estado de tubulações do porta-aviões USS George Washington, destacado para o Oriente Médio.
Estado de tubulações do porta-aviões USS George Washington, destacado para o Oriente Médio.

Na última semana, surgiram na mídia denúncias de familiares e marinheiros da máquina de guerra ianque. A denúncia partiu do USS Abraham Lincoln, um porta-aviões nuclear da classe Nimitz que atualmente conta com 5 mil militares a bordo. 


O navio saiu de San Diego em novembro de 2025 e já em agosto deste ano já contava com mais de 260 dias destacado no Mar da Árabia. No início, ao sair em 2025 o navio Lincoln deveria se destacar até o oceano Indo-Pacífico, mas devido o agravamento da guerra com o Irã, o navio recebeu ordens para mudar a rota até o Oriente Médio onde chegou em janeiro de 2026.


Refeição a bordo do George Washington.
Refeição a bordo do George Washington.


Desde então se manteve no cenário de guerra, porém no último dia 13 foi informado que o navio já completava mais de 241 dias no mar, com quase 200 sem escala em qualquer porto. Isso gerou diversos problemas dentro da tripulação, o relato mais grave é o de uma tentativa de suicidio, onde um marinheiro tentou se lançar ao mar e foi impedido, a escassez de itens básicos de higiene e alimentação também é um problema sendo apontado por familiares.


Todos esses problemas fizeram com que a marinha de papel ianque precisasse destacar outro porta-aviões nuclear - o USS George Washington - para substituir o Lincoln, e é aqui que podemos ver a falência e a lenta queda da hegemonia americana no âmbito militar, ambos os portas aviões passaram por reformas bilionárias para modernização e aprimoramento.


O USS Abraham Lincoln passou pela reforma de 2013 á 2017 e o contrato inicial era de $2,6 bilhões de dólares mas no final chegou a soma de $4,5 bi. Já o USS George Washington ficou de 2017 a 2023 parado, com a reforma custando no final $4,7 bilhões, porém essa reforma ficou marcada por uma série de denúncias e diversos crimes contra os trabalhadores da reforma e aos próprios soldadinhos ianques. Os marinheiros foram obrigados a ficar a bordo do navio durante a reforma, o quê ocasionava calor extremo, barulho abundante, abuso sexual e chegaram a ocorrer diversas mortes. Em 2022, só no mês de abril, tiveram três mortes que foram reportadas como suicidio, mas não foram esclarecidas. Junto as mortes vieram diversas denúncias sobre a inexistência de suporte e tratamento a saúde mental, relatos de assédios e abusos de liderança eram frequentes.


Esse é o mesmo navio que atualmente se dirige ao Oriente Médio para substituir o moribundo USS Abraham Lincoln. E o que impressiona é que apesar das reformas super recentes, fotos postadas na rede sociais por jornalistas independentes, recentemente, revelam um navio sucateado e uma tripulação negligenciada antes mesmo de chegar ao cenário de combate. Em fotos divulgadas do interior do porta-aviões, é possível ver encanamentos totalmente enferrujados e em decomposição, alimentações escassas e falta de saneamento básico. Vale ressaltar que o comandante responsável pelos crimes ocorridos durante o período de reforma foi afastado meses antes do navio ser lançado ao mar. 


Um dos banheiros do USS George Washington destacado para o Oriente Médio.
Um dos banheiros do USS George Washington destacado para o Oriente Médio.


A marinha de papel ianque apesar de gastar $1,5 trilhões de dólares não se sustenta diante de uma resistência feroz, organizada e justa. Todos seus esforços resultaram em vergonhas e derrotas uma atrás da outra.  E para poder sustentar mais uma guerra imoral, leva ao limite uma tropa marginal e desmoralizada. A decadência militar dos EUA, seu enfraquecimento e marcha para guerras escancara novamente, como foi na Guerra do Vietnã, Iraque e Afeganistão, o histórico de derrotas do imperialismo. Os imperialistas são tigres de papel!





Fontes:










Núcleo Noroeste Fluminense da Revista Revolução Cultural


Será realizado nos dias 25 e 26 de agosto, o 4º Fórum Regional Nosso Rio Muriaé no Instituto Federal Fluminense Campus Itaperuna. No evento será realizado um painel em que se pautará os riscos ambientais, sociais e econômicos das plantações de eucalipto na região Noroeste Fluminense. Farão parte desse debate o Prof. Arthur Soffiati, historiador ambiental com vasta obra sobre a necessidade da proteção e preservação do meio natural na região, a Pesquisadora Rosa Roldan da Rede Alerta Contra Desertos Verdes e liderança de Assentamento Rural de Itaperuna.

O debate proposto no evento se reveste de extrema importância principalmente no cenário de degradação ambiental e pauperização da população da região e da articulação pelo chamado Fórum Florestal Fluminense do plantio de eucalipto no Noroeste Fluminense para atender à demanda de grandes empresas do setor de papel e celulose. Essa articulação conta com um forte lobby político que atua alterando legislações estaduais e municipais de forma a viabilizar a monocultura do eucalipto por meio dos chamados distritos florestais do estado do Rio de Janeiro.


A programação completa do evento pode ser acessada no link a seguir:















































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