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Zumbi de Palmares, da Maré, do Salgueiro, do Brasil

Por Miguel Pereira


Após sobreviver ao porão do navio da morte,

pisou em uma terra de sapê batido,

já manchada de sangue nativo


Após as primeiras milhares de chibatadas,

se levantou junto aos seus camaradas,

vingou-se de seus senhores em busca de liberdade


Na mata,

Palmares fez Zumbi

Chefe revolucionário que libertou seu povo,

que resistiu mais de um século


Até hoje seu exemplo vive em todas as massas empobrecidas,

que se levantam diariamente contra o genocídio


Palmares agora é Maré,

é Salgueiro, Alemão,

Jardim Catarina e Itararé,

todas as favelas deste país


O grito justo por justiça,

por Ágata, João Pedro, Rhuan, tantos outros,

precisa ser respondido


Lembrar Zumbi,

é lembrar Dandara,

é lembrar de Palmares

é lembrar da luta secular contra a escravidão,

contra o racismo


Lembrar Zumbi,

é lembrar da resistência e bravura,

de quem deu sangue pela liberdade do povo preto


São Gonçalo, 2024

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Um comunicado emitido ontem (18) pelo Comitê de Liberdades Civis em Andra Pradexe anunciou o martírio de Madvi Hidma, membro do Comitê Central do Partido Comunista da Índia e comandante do Primeiro Batalhão do Exército Guerrilheiro Popular de Libertação (EGPL)


Após inúmeras fracassadas tentativas da reação de aniquilar o camarada, que custaram a vida de mais de cem das tropas fascistas, uma suposta troca de tiro que se trata, na verdade, de uma execução arbitrária e desesperada conduzida pelo Estado indiano, capturou o dirigente Hidma e outros 5 militantes maoistas, desarmados, em um esconderijo no estado de Andra Pradexe. Os policiais os levaram para as florestas de Maredumill e os executaram.


O Camarada Hidma foi a mais jovem pessoa a ascender às fileiras do Comitê Central do Partido de mil batalhas e liderou 26 grandes ataques vitoriosos contra o maquinário político apodrecido da Índia.


Em 2010, ele foi levado ao centro dos holofotes da imprensa reacionária pela emboscada que realizou contra 76 soldados da Força de Polícia de Reserva Central, todos liquidados, aterrorizando os militares fascistas e posteriormente conquistando a alcunha de "Fantasma de Bastar", graças às suas diversas habilidades desenvolvidas rapidamente em medicina, guerrilha e mapeamento das florestas com gênio extraordinário para planejar ataques, emboscadas, retiradas e desaparecer na selva. Hidma era ágil e um rápido aprendiz que falava em múltiplos idiomas regionais do país. Implacável com seus inimigos, tinha nome por criar raízes entre seus companheiros, com seu tratamento alegre, respeitoso e amigo.


A perda do camarada Hidma é recebida com profundo pesar. É um golpe contundente na guerra popular na Índia, mas está longe de ter sido o primeiro martírio de um quadro heroico e importante. Com toda certeza, o caminho traçado e o legado deixado por ele são solos férteis para que mais líderes e quadros com seu apaixonado espírito revolucionário se forjem no ferro e no fogo da luta.


Os fascistas serão afundados no oceano sem limites da Guerra Popular!

Abaixo a Operação Kagaar!

Laal Salaam Madvi Hidma!

Camelô fica com a cabeça aberta depois de agressão da GM Foto: Revolução Cultural
Camelô fica com a cabeça aberta depois de agressão da GM Foto: Revolução Cultural

Na última segunda-feira (17), a prefeitura do Rio de Janeiro ordenou que a Guarda Municipal invadisse e desocupasse um depósito onde eram guardados carrinhos, barracas e produtos de camelôs no bairro da Lapa, região central do Rio. A ação realizada com bastante violência, feriu dezenas de camelôs e destruiu todas as suas mercadorias e ferramentas de trabalho. 


A truculência da ação chamou a atenção de quem passava, pois foram usadas bombas, spray de pimenta, balas de borracha, e violência corporal com cassetetes contra os camelôs pelos agentes da guarda municipal, que resistiram jogando tijolos, pedras e paus até onde puderam, tendo apoio de diversas pessoas que transitavam pelas ruas no momento. 


Essa ação é mais uma de várias ações da prefeitura do Rio, comandada por Eduardo Paes, contra os camelôs da cidade, que estão resistindo desde o início deste ano contra as medidas que restringem o comércio dos camelôs nas praias da Zona Sul. 


Até o momento, não houve, por parte da prefeitura, nenhum pronunciamento ou explicação do motivo da invasão ao depósito. Em entrevista a nossa Redação, alguns camelôs que não quiseram se identificar, afirmaram que foi mais uma tentativa da prefeitura de restringir os camelôs na cidade e enfraquecer estes trabalhadores que transitam no entorno da Feira da Glória, historicamente um ponto de comércio popular acessível a todos.






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