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Nos últimos 18 dias, o Movimento Comunista Internacional e os maoistas de todo o mundo puderam comemorar a grande mobilização contra a Operação Kagaar do dia 28 de março, convocada pelo Comitê Internacional de Apoio a Guerra Popular na Índia (ICSPWI, da sigla em inglês), e conjuntamente convocado pelo Fórum Contra a Corporativização e Militarização (FACAM, da sigla em inglês) indiano. Além dessa grande vitória que significa unidade em torno do PCI(M) e sua Guerra Popular Prolongada, também temos a constatação da derrota do prazo dado pelo fascista hindutva Narendra Modi de exterminar completamente o movimento maoista naxalita da Índia.


Os reacionários de toda Índia e do mundo todo comemoraram uma suposta derrota dos naxalitas com a traição e entrega de armas por parte de dois comitês, sendo o primeiro uma tentativa de desmoralizar o Partido forjando um acordo de paz - Sonu (Vonugopal) entregou as armas em setembro de 2025 - e a traição de parte do Comitê do Partido em Telangana, liderado por Tippiri Tirupathi, com mais dois membros em janeiro deste ano - ainda não confirmada pelo partido oficialmente. Porém, o Partido persiste e persistiu funcionando e impulsionando a GPP após o prazo final de março de 2026.


Neste mês, bombardeios foram causados pelo Exército Guerrilheiro Popular de Libertação nas áreas de Jharkhand's West Singhbhum. Ao total foram 6 membros do exército reacionário feridos, sendo um deles um auto intitulado "inspetor" da unidade de elite "Cobra". São verdadeiros golpes contra o inimigo, através dos famosos Dispositivos Explosivos Improvisados, desenvolvimento do PCI(M) sob direção do Camarada Basavaraj e sua extensa experiência militar. Os corajosos soldados vermelhos deixaram o recado para o mundo todo que a GPP continua, rumo aos seus 54 anos ininterruptos.

Dalits e Advasis impedem operação contra suas áreas


Um confronto ocorreu em um vilarejo no distrito de Rayagada, envolvendo comunidades Advasis e Dalits contra a polícia, ligado a um projeto de mineração de bauxita da empresa Vedanta Group. Moradoras, armados com ferramentas agrícolas, entraram em conflito com policiais durante uma operação para prender um ativista local contrário ao projeto. Segundo as autoridades, cerca de 250 pessoas cercaram e atacaram a polícia, deixando 58 agentes feridos.




Moradores, no entanto, afirmam que houve forte repressão policial, com vários feridos — incluindo ao menos oito em estado grave — durante a ação. O conflito está relacionado à construção de uma estrada de 3 km, vista pela população como parte inicial de um projeto de mineração nas colinas de Sijimali.


Comunidades locais se opõem à iniciativa desde 2023, quando as mineradoras se apoiaram nas ações da Operação Kagaar causando deslocamentos forçados, perda de direitos sobre a terra e impactos ambientais. A mineração, na região de Sijimali, prevê extração em larga escala e pode deslocar centenas de famílias de 18 aldeias, além de afetar o sustento de muitas outras. Embora o governo alegue ter autorização dos moradores, comunidades locais contestam essa versão, denunciando o silenciamento constante do sistema de castas contra a população indígena e Dalits.


Desde 2023, com o início da Operação Kagaar, os moradores da região vêm protestando contra o projeto. Muitos relatam perseguição, abertura de processos considerados falsos e prisões recorrentes, em um contexto de crescente conflito entre populações locais, o Estado e interesses ligados à mineração.


Foto: Sérgio Carvalho
Foto: Sérgio Carvalho

Na última década as denúncias expuseram uma realidade cruel do nosso país, literalmente trabalho escravo, no último censo divulgado pelo governo em 2025 consta que 86% dos resgatados são homens dos seus 30 a 39 anos e 83% deles se declaram pretos ou pardos, consta também que 65% residem no nordeste com destaque a Maranhão, apenas 24% concluíram o ensino médio e 8% totalmente analfabeto, a maioria do destino é o sul do país com destaque para Santa Catarina e Rio Grande do Sul.


Em 2026 estivemos diante de uma denúncia feita pelos trabalhadores em uma rede social, a empresa em questão era a Fischer S/A Agroindústria, fundada por Carl Fischer em 1932 e segue sendo administrada por herdeiros da família Fischer até os os dias de hoje, são os responsáveis pela famosa maçã da turma da Mônica, acumula investigações e denúncias de trabalho escravo a pelo menos desde de 2021 onde o alvo na época era os indígenas da etnia Guarani-Kaiowá, porém as denúncias vêm em seguida uma da outra, como se fosse uma bola de neve estarei citando algumas abaixo.


2021: Já investigada pelo MPT por condições degradantes e exploração de trabalho indígena.

2022 (Junho): Acusada formalmente de trabalho escravo, com relatos de alojamentos lotados, jornadas exaustivas e demissões em massa.

2024 (Dezembro): Envolvida na repressão violenta contra 135 trabalhadores indígenas Guarani Kaiowá.

2026 (Fevereiro): Foi citada em nova denúncia de condições degradantes envolvendo 16 trabalhadores maranhenses, com relatos de exposição à amônia e "cuspir sangue".


Os responsáveis por essa série de crimes e denúncias seguem impunes e bilionários. Essa realidade no Brasil expõe uma questão que há tempos achávamos superada. Existe método, classes, endereços e culpados, porém nada muda. Os herdeiros da família Fischer seguem soltos e ricos, enquanto camponeses e indígenas do país continuam sendo escravizados e, muitas vezes, mortos — frequentemente antes mesmo de terem acesso à educação.







Manifestação em frente a embaixada do Irã, em Buenos Aires. Foto: Portal HispanTV
Manifestação em frente a embaixada do Irã, em Buenos Aires. Foto: Portal HispanTV

Desde o início da agressão ianque ao Irã, os interesses da entidade sionista em todo esse conflito são claros: enfraquecer seu adversário mais forte na região (Irã) e desenvolver o plano vil de Netanyahu e dos nazistas do século XXI, de consolidar o que chamam de “Grande Israel”. Esse plano, que tem como objetivo expandir seu território para quase toda a extensão da península arábica, tomando partes do Irã, Iraque, a totalidade da Síria e Líbano, além de partes do Egito, é o objetivo final dos terroristas de Israel.


O Líbano tem sido atualmente o principal alvo dos bombardeios da besta sionista, além de estar sendo vítima de uma invasão terrestre. Essa tentativa, que vem sendo combatida pelo Hezbollah, tem como objetivo anexar territórios do sul do Líbano. Utilizando sua tática genocida, sem escrúpulos, já reconhecida e aplicada em Gaza, não vem sendo raros os ataques a civis e bombardeios em regiões densamente povoadas da capital do país, Beirute. Após o anúncio do cessar-fogo entre o Irã e os EUA, Netanyahu contrariado pelo anúncio, lançou um ataque criminoso contra infraestruturas reconhecidamente civis em Beirute, que deixou 350 mortos em um intervalo de 12 horas de bombardeios. Esse crime de guerra, que se soma aos mais de 3100 mortos em ataques da entidade sionista somente em 2026, vem sendo repudiados pelas massas de todo o mundo.


Destruição em um bairro civil em Beirute, Libano. Foto: Portal Al Jazeera
Destruição em um bairro civil em Beirute, Libano. Foto: Portal Al Jazeera

Protestos na Argentina irromperam em Buenos Aires. Milhares de manifestantes foram as ruas em repúdio ao genocídio do povo libanês, contra os ataques da entidade sionistas em meio a mobilizações que já vinham ocorrendo em defesa da Palestina e contra as relações que Javier Milei, atual presidente da Argentina, com Israel. Além da Argentina, no Brasil também houveram mobilizações menores em Belo Horizonte, Brasília e São Paulo nos consulados iranianos em repúdio a agressão sionista e ianque no Líbano, Irã e Palestina.


Reportagem sobre a manifestação em apoio ao povo palestino, libanês e iraniano em Buenos Aires. Vídeo: HispanTV

No final de semana um protesto de grandes proporções em Paris, contra uma lei do Estado francês que busca criminalizar qualquer manifestação contrária a entidade sionista. Haviam diversas faixas repudiando as ações israelenses no Líbano. Essas mobilizações estão cada vez mais frequentes na capital francesa, que registrou mais de 30 protestos em defesa do povo palestino só no último mês de março, segundo o monopólio de mídia Le Monde Diplomatique.



Outro país europeu onde houveram manifestações, foi o Reino Unido. Em Londres, ao menos 500 foram presos em protestos na frente de uma das embaixadas dos sionistas, com palavras de ordem contra o genocídio palestino e libanês, e exigindo que a Inglaterra interrompa os acordos que possui com Israel, e que não ajude os EUA em toda essa agressão que vem perpetuando contra o Irã, Líbano e a Palestina.



No ano passado, como noticiado pela RRC, Israel vinha atacando o território libanês mesmo com um acordo de cessar-fogo em vigência. Mesmo em áreas onde o Hezbollah não tinha nenhuma presença. Alegaram por vezes que o Hezbollah estaria em frangalhos, sem forças para revidar. Porém, o que vimos até aqui na chamada “Guerra do Ramadã”, foi uma capacidade formidável de retaliação da resistência libanesa, que em ataque em coordenação com os ataques iranianos, têm causado baixas importantes aos sionistas e resistido como pode as tentativas de Israel de anexar grandes partes do território libanês.


O governo do Líbano, de forma criminosa, vem tentando de todas as formas ceder a entidade sionista buscando acordos com o genocida Netanyahu. O que vem se mostrando uma estratégia fadada ao fracasso, sem nenhum tipo de responsabilidade com o povo do Líbano que vem sendo massacrado. Quem de fato está a frente da resistência libanesa, é o Hezbollah, que até aqui vem liderando esforços contra Israel, e necessita ser apoiado por todas as organizações minimamente democratas de todo o mundo, como foi apontado no último texto da RRC sobre o cessar-fogo momentâneo entre o Irã e os EUA.



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