Protestos contra o genocídio do povo libanês e palestino irrompem na Europa e América Latina
- Miguel Pereira
- há 11 minutos
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Desde o início da agressão ianque ao Irã, os interesses da entidade sionista em todo esse conflito são claros: enfraquecer seu adversário mais forte na região (Irã) e desenvolver o plano vil de Netanyahu e dos nazistas do século XXI, de consolidar o que chamam de “Grande Israel”. Esse plano, que tem como objetivo expandir seu território para quase toda a extensão da península arábica, tomando partes do Irã, Iraque, a totalidade da Síria e Líbano, além de partes do Egito, é o objetivo final dos terroristas de Israel.
O Líbano tem sido atualmente o principal alvo dos bombardeios da besta sionista, além de estar sendo vítima de uma invasão terrestre. Essa tentativa, que vem sendo combatida pelo Hezbollah, tem como objetivo anexar territórios do sul do Líbano. Utilizando sua tática genocida, sem escrúpulos, já reconhecida e aplicada em Gaza, não vem sendo raros os ataques a civis e bombardeios em regiões densamente povoadas da capital do país, Beirute. Após o anúncio do cessar-fogo entre o Irã e os EUA, Netanyahu contrariado pelo anúncio, lançou um ataque criminoso contra infraestruturas reconhecidamente civis em Beirute, que deixou 350 mortos em um intervalo de 12 horas de bombardeios. Esse crime de guerra, que se soma aos mais de 3100 mortos em ataques da entidade sionista somente em 2026, vem sendo repudiados pelas massas de todo o mundo.

Protestos na Argentina irromperam em Buenos Aires. Milhares de manifestantes foram as ruas em repúdio ao genocídio do povo libanês, contra os ataques da entidade sionistas em meio a mobilizações que já vinham ocorrendo em defesa da Palestina e contra as relações que Javier Milei, atual presidente da Argentina, com Israel. Além da Argentina, no Brasil também houveram mobilizações menores em Belo Horizonte, Brasília e São Paulo nos consulados iranianos em repúdio a agressão sionista e ianque no Líbano, Irã e Palestina.
No final de semana um protesto de grandes proporções em Paris, contra uma lei do Estado francês que busca criminalizar qualquer manifestação contrária a entidade sionista. Haviam diversas faixas repudiando as ações israelenses no Líbano. Essas mobilizações estão cada vez mais frequentes na capital francesa, que registrou mais de 30 protestos em defesa do povo palestino só no último mês de março, segundo o monopólio de mídia Le Monde Diplomatique.
Outro país europeu onde houveram manifestações, foi o Reino Unido. Em Londres, ao menos 500 foram presos em protestos na frente de uma das embaixadas dos sionistas, com palavras de ordem contra o genocídio palestino e libanês, e exigindo que a Inglaterra interrompa os acordos que possui com Israel, e que não ajude os EUA em toda essa agressão que vem perpetuando contra o Irã, Líbano e a Palestina.
No ano passado, como noticiado pela RRC, Israel vinha atacando o território libanês mesmo com um acordo de cessar-fogo em vigência. Mesmo em áreas onde o Hezbollah não tinha nenhuma presença. Alegaram por vezes que o Hezbollah estaria em frangalhos, sem forças para revidar. Porém, o que vimos até aqui na chamada “Guerra do Ramadã”, foi uma capacidade formidável de retaliação da resistência libanesa, que em ataque em coordenação com os ataques iranianos, têm causado baixas importantes aos sionistas e resistido como pode as tentativas de Israel de anexar grandes partes do território libanês.
O governo do Líbano, de forma criminosa, vem tentando de todas as formas ceder a entidade sionista buscando acordos com o genocida Netanyahu. O que vem se mostrando uma estratégia fadada ao fracasso, sem nenhum tipo de responsabilidade com o povo do Líbano que vem sendo massacrado. Quem de fato está a frente da resistência libanesa, é o Hezbollah, que até aqui vem liderando esforços contra Israel, e necessita ser apoiado por todas as organizações minimamente democratas de todo o mundo, como foi apontado no último texto da RRC sobre o cessar-fogo momentâneo entre o Irã e os EUA.






