Ajith: Libertem os 10 de Jhiramghati
Nota da redação: Entre 2005 e 2011, a organização Salwa Judum atuou em Chhattisgarh sob apoio e armamento do Estado indiano, sendo apresentado oficialmente como uma mobilização contra os maoistas. Nesse propósito, o grupo e o estado indiano cometeram assassinatos, falsos encontros, espancamentos, tortura, violência sexual, prisões arbitrárias, saques, incêndios de aldeias e deslocamento forçado de populações adivasis.
Isso tudo foi denunciado e documentado não só pelas organizações de direitos advasis, mas também por organizações de direitos humanos internacionais como Human Rights Watch. A violência atingiu milhares de pessoas e provocou o deslocamento de comunidades inteiras. A Suprema Corte da Índia interveio e, em 2011, determinou o fim do apoio estatal ao Salwa Judum e de práticas relacionadas à utilização de milícias como força de segurança.
É nesse contexto histórico que Jhiramghati, a resposta dos maoistas, ocorreu em 2013 que justiçou lideranças do Congresso, entre elas Mahendra Karma, figura central do Salwa Judum.
Em 16 de setembro de 2026, um tribunal especial da NIA, em Jagdalpur, condenou à morte dez ativistas: Pramila Modiyam, Sumitra Punem, Kosa Kawasi, Mukka Mandavi, Markami Deva, Aita Markam, Banjami Sanna, Chaitu Lekam, Joga Markami e Mahadev Naga.
As denúncias sobre os abusos cometidos durante o Salwa Judum não podem ser apagadas e nenhum dos criminosos hindutvas foram sequer responsabilizados ou condenados pelos estupros, tortura e assasinato cometidos contra o povo. Nesse contexto, nos juntamos a campanha internacional pela liberdade e revogação da condenação a morte dos 10 de Jhiramghati.

Libertem os 10 de Jhiramghati!
Escrito por Ajith
na seção MLM, Comentário político
A maioria dos líderes do Congresso mortos na emboscada de Jiramghati estava envolvida, direta ou indiretamente, com o Salwa Judum. O caso mais notório é o de Mahendra Karma. O Salwa Judum foi uma campanha brutal realizada com o apoio do Estado indiano. Aldeias adivasis foram atacadas e incendiadas, muitas pessoas foram assassinadas e mulheres foram estupradas. Até mesmo a Suprema Corte teve de intervir e exigir que isso fosse interrompido.
Os responsáveis por essas atrocidades permanecem livres. No entanto, dez daqueles que lutaram para vingar esses crimes foram condenados à morte por travarem uma guerra contra o Estado.
Os camaradas Pramila Modiyam, Sumitra Punem, Kosa Kawasi, Mukka Mandavi, Markami Deva, Aita Markam, Banjami Sanna, Chaitu Lekam, Joga Markami e Mahadev Naga — todos eles eram quadros adivasis ou simpatizantes do CPI (Maoista). Eles foram atraídos por sua política precisamente por causa da opressão, exploração e das atrocidades que tiveram de enfrentar por parte dos Mahendra Karmas e de seus apoiadores, que saqueavam as terras e exploravam o povo.
Enquanto isso, até mesmo aqueles apontados na denúncia como os responsáveis pela organização da emboscada foram perdoados e receberam recompensas e empregos depois de abandonarem aquela política, se entregarem e traírem o povo.
Está claro que esse veredito é, antes de tudo, político. Ele não tem relação com o incidente em si ou com o direito penal, embora tenha sido formulado nesses termos. Ele deve ser contestado. Mesmo aqueles que discordam da política que motivou a emboscada certamente deveriam concordar que esse veredito representa uma injustiça agravada.
Os 10 de Jeeramghatti lutaram pelo povo.
Não devemos permitir que o Estado os assassine.
LIBERTEM OS 10 DE JHIRAMGHATI!
Que esse chamado ecoe por todo o mundo!







