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India: Comemorar o 22º aniversário do PCI (Maoista)

há 2 dias
7 min de leitura

Atualizado: há 2 dias


Tradução de Documento publicado e divulgado pelo icspwindia.site e bannedthought.net


Partido Comunista da Índia (Maoista)


Comitê de Coordenação do Norte (CCN)

Data: 15 de setembro de 2026


Celebremos em toda parte o 22º aniversário da formação do Partido com fervor e entusiasmo revolucionários!!


Derrotemos todas as tentativas maliciosas dos traidores liquidacionistas de tornar nosso Partido aberto e legal e sigamos rigorosamente uma forte metodologia leninista!!


Fortaleçamos as três armas mágicas — o Partido, o Exército Popular e a Frente Única — para desenvolver as zonas e bases guerrilheiras escalonadas!!


Derrotemos todos os ataques contra a linha do Partido estabelecida no Congresso de Unidade–Nono Congresso e organizemos as amplas massas para tornar vitoriosa a Revolução de Nova Democracia!!


Queridos camaradas e povos,


Por ocasião dos 22 anos da formação de nosso Partido, o PCI (Maoista), apresentamos nossos mais calorosos votos aos nossos camaradas e ao povo em geral. É importante que compreendamos que somos pessoas que não conhecem o medo, que permanecemos firmemente ao lado do Partido e ridicularizamos aqueles que o abandonaram. Temos avançado na luta contra a ofensiva fascista sob a forma da Política de Surajkund.


Neste grande dia histórico, devemos começar prestando nossa humilde homenagem, de cabeça baixa, a todos os mártires que deram suas vidas ao marchar por esta nova linha e àqueles que foram martirizados no processo de construção do Partido; particularmente a todos os camaradas do CC (Comitê Central) e aos bravos camaradas e soldados da EGLP (Exército Guerrilheiro de Libertação do Povo) que deram suas vidas para iluminar o caminho da RND (Revolução de Nova Democracia) em nosso país.


Nosso membro fundador, o camarada Charu Majumdar, e os camaradas Kanhai Chaterjee, Shyam, Murli, Mahesh, Shamser Singh, Basvarju, Kishan da, Raju da, Kosa da, Vivek da, Chalpati, Hidma e outros deverão nos inspirar para sempre a avançar e realizar o ato de conquistar o céu da Revolução de Nova Democracia em nosso país. Eles demonstraram que a dedicação à ideologia do MLM (marxismo-leninismo-maoismo) pode nos levar a realizar feitos extraordinários para os povos do mundo.


Camaradas, façamos o compromisso de que, permanecendo firmes na linha política do Partido, continuaremos sendo verdadeiros soldados do Partido por toda a nossa vida. Além disso, com o mesmo espírito e determinação, devemos expressar nosso intenso ódio às forças oportunistas-liquidacionistas-revisionistas, aos traidores da revolução como Venugopal, Devji, Balraj, também conhecido como Bacha Prasad Singh, Darshan Pal, Arjun Prasad Singh, Harmanpreet, Gopal Mishra, Prashant Rahi, Raju, também conhecido como KP, Seema-Vishwavijay e outros.


Juramos lutar até o último suspiro contra tais desvios e linhas traidoras, para que possamos avançar em nossa tarefa central do presente momento: a preservação do Partido, da EGLP e da FU (Frente Única); a retomada das áreas de ZG (Zona de Guerrilha) e BG (Base de Guerrilha) que sofreram reveses; a construção do Partido, da EGLP e da FU em diferentes regiões do país, a fim de avançar e desenvolver a guerra de guerrilhas; e a participação nos movimentos espontâneos do povo para convertê-los em movimentos organizados, avançando posteriormente para a construção do Partido, da EGLP e da FU.


Lembrem-se: preservar essa tarefa significa lutar contra os liquidacionistas, que querem tornar o Partido aberto e legal, o que equivale a destruir o Partido enquanto Partido Comunista digno de ser chamado de partido do tipo leninista.


Naxalbari e a formação do Partido


Naxalbari foi um período decisivo na história do movimento comunista na Índia. Além de expressar a revolta inerente dos camponeses sem terra e da classe trabalhadora contra o feudalismo, o capitalismo burocrático-comprador e o imperialismo, foi um momento decisivo porque traçou uma clara linha de demarcação entre o revisionismo moderno e os genuínos revolucionários comunistas.


O camarada Charu Mazumdar destacou claramente a importância de Naxalbari ao afirmar que ela havia desmascarado o grupo neorrevisionista liderado por Ranadive, Namboodiripad, Sundarayya e outros, e representava sua ruína. Segundo o documento, esses líderes, sob uma aparência de fraseologia de esquerda, haviam abandonado o marxismo e passado a defender o antigo regime.


Nosso Partido, o PCI (Maoista), formou-se a partir desse processo de clara demarcação entre as forças revisionistas modernas e as forças comunistas. Desde sua formação, em 21 de setembro de 2004, o Partido afirma ter travado uma luta intransigente contra as forças oportunistas-liquidacionistas-revisionistas, desde o grupo minoritário de Karnataka até Seema-Viswavijay.


O camarada Kanhai Chatterjee afirmou que somente no processo de desmascarar os oportunistas poderia ser construída uma verdadeira unidade baseada na prática concreta. Isso se expressou na fusão das duas grandes correntes da revolução indiana, na forma do PCI (Marxista Leninista) Guerra Popular e do Centro Comunista Maoista da India (CCMI). Segundo o documento, essa fusão constituiu um chamado à unidade entre as forças comunistas genuínas.


O Congresso de Unidade–Nono Congresso


O dia histórico de 21 de setembro é apresentado como uma marca de distinção entre o marxismo-leninismo-maoismo e o revisionismo moderno.


Imediatamente após a declaração da fusão, realizou-se, em 2007, o Nono Congresso–Congresso de Unidade. O documento caracteriza o congresso como a consolidação político-ideológica da unidade declarada em 2004.


Afirma-se que a linha política do Nono Congresso–Congresso de Unidade repousa na unidade organizativa entre as duas correntes que conduziram à formação do novo Partido, o PCI (Maoista).


O documento acusa os chamados liquidacionistas — entre eles Venugopal, Devji e Seema-Vishwavijay — de se oporem à unidade do Partido e de quererem retornar ao período anterior à existência de um partido unificado.


Segundo o texto, os documentos aprovados pelo congresso de 2007 incluem o documento sobre MLM, a constituição do Partido, o programa do Partido, a resolução política e a estratégia e tática do Partido. O documento também afirma que manifestações políticas contrárias à linha estabelecida nesses documentos, feitas fora das estruturas partidárias correspondentes, constituiriam uma violação do centralismo democrático.


O que está em disputa em 21 de setembro


1. Sobre a condição clandestina do Partido

Segundo o documento, a constituição do Partido aprovada após a unidade de 21 de setembro de 2004 estabelece que, até a conclusão da Revolução de Nova Democracia, o Partido permanecerá clandestino. O texto apresenta isso como contrário à posição dos liquidacionistas favoráveis à abertura e legalização do Partido.


2. Sobre a luta armada

O documento afirma que a constituição do Partido estabelece a luta armada como principal forma de luta e o exército como principal forma de organização da revolução. As organizações e lutas de massas são apresentadas como necessárias e indispensáveis, mas subordinadas à guerra. A tarefa imediata mais urgente seria estabelecer um exército de libertação popular plenamente desenvolvido e áreas de base por meio do desenvolvimento e transformação das zonas e bases guerrilheiras.


3. Sobre a organização partidária

O documento afirma ainda que a constituição aprovada após a unidade estabelece que todo membro do Partido deve pertencer a uma de suas unidades. O texto apresenta essa exigência como motivo de descontentamento entre determinados liquidacionistas.


4. Sobre as contradições sociais

O programa do Partido, segundo o documento, estabelece a contradição entre o feudalismo e as amplas massas populares como a contradição principal, enquanto identifica como contradições primárias o imperialismo e o povo indiano e o feudalismo e as amplas massas.


O texto contrapõe essa posição à dos chamados liquidacionistas do Nono Congresso–Congresso de Unidade, que considerariam o capitalismo burocrático-comprador como a contradição dominante e principal.


5. Sobre Punjab e Haryana


O documento aborda também a situação de regiões como Punjab e Haryana. Segundo o texto, alguns dos chamados liquidacionistas consideram que o capitalismo está presente nas relações de produção dessas regiões e que, por isso, a Guerra Popular Prolongada não deveria ser conduzida nelas e o Partido poderia ser aberto e legal.


O documento contrapõe essa posição à estratégia e às táticas aprovadas pelo Nono Congresso. Afirma que uma parcela dos proprietários rurais de Punjab e Haryana possui instrumentos modernos de produção, emprega trabalhadores agrícolas, supervisiona o cultivo, produz para o mercado e reinveste parte do excedente na agricultura. Segundo o documento, essa parcela representa o capitalismo na agricultura, embora se trate de um capitalismo considerado “distorcido”, que perpetuaria valores feudais e contribuiria para a exploração imperialista.


Um apelo aos queridos camaradas


Neste dia histórico, apelamos a todos os membros do Partido para que celebrem o dia 21 de setembro em suas respectivas áreas com grande entusiasmo, de acordo com a tradição revolucionária.


Para salvar o Partido e fazer avançar o movimento revolucionário, todos os membros do Partido devem formular imediatamente um plano de ação futuro, concentrando-se nos seguintes pontos:


1. Os membros do Partido cuja coordenação com a liderança tenha sido interrompida devem concentrar-se imediatamente em restabelecer essa coordenação. Devem restaurar a coordenação com o comitê superior do Partido e desenvolver seu trabalho sob a orientação da liderança partidária.


2. Intensificar a luta contra o oportunismo, o liquidacionismo e o revisionismo e conduzir uma luta ideológica ativa para preparar o maior número possível de quadros clandestinos.


3. Deve-se manter rigor na implementação dos métodos clandestinos de trabalho. Qualquer negligência no funcionamento clandestino não apenas provocaria repressão estatal, como poderia levar à destruição do Partido.


4. Transformar os movimentos espontâneos das massas contra o Estado indiano em movimentos organizados. Para isso, seria necessário estabelecer vínculos profundos com as massas.


Um apelo aos povos


Neste dia histórico para o proletariado mundial, apelamos ao povo do país para que comemore o dia 21 de setembro com grande entusiasmo e participe da luta política e ideológica em curso contra os elementos reacionários. Que verifiquem por si mesmos os fatos e as afirmações do nosso partido. Que se esforcem para ler todos os nossos artigos e comunicados de imprensa com minuciosos detalhes. Este debate irá decidir o rumo da revolução indiana e determinará o destino das massas indianas. Se o partido continuar sendo um partido, então poderá defender os adivasis contra a pilhagem imperialista, poderá proteger os dalits contra as atrocidades do sistema de castas, poderá proteger as mulheres contra o patriarcado feudal brâmane e, acima de tudo, poderá ajudar a classe trabalhadora em sua luta militante contra os latifundiários, os donos de fábricas, os empreiteiros, as máfias, os burocratas corruptos etc… Por isso, apelamos ao povo deste país para que compreenda a importância de preservar o partido. Além disso, apelamos também aos intelectuais, advogados e forças democráticas de diversas profissões para que nos ajudem em nossos esforços para apoiar os presos políticos detidos em várias prisões do país, em suas lutas jurídicas e na luta pela sobrevivência na prisão. Apelamos também a todas as forças democráticas para que se unam contra a tortura e as execuções extrajudiciais de revolucionários maoístas e exijam a libertação imediata de revolucionários comunistas como o camarada Pramod Mishra, o camarada Sagar Da, a camarada Sheila Di, o camarada Kishore Da, o camarada Deepak Rao etc.



Divulgado por:

Comitê de Coordenação do Norte (CCN) Partido Comunista da Índia (Maoista)

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