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Povos indígenas do Tapajós enfrentam traição do governo Lula


Créditos: Coletivo Apoena Audiovisual
Créditos: Coletivo Apoena Audiovisual


Após a assinatura pelo governo Lula do decreto 12.600/25, três dos principais rios da região amazônica ficaram disponíveis para a exploração privada por grandes empresas transnacionais ligadas à mineração e ao chamado agronegócio, com destaque para a Cargill, transnacional com matriz nos Estados Unidos, atuante na Amazônia desde 2003 e responsável por uma macabra trajetória de crimes ambientais. Os alvos dessa sanha privatista de caráter neocolonial são os rios Madeira, Tocantins e Tapajós, fundamentais para o sustento da população local e reservas de grandes riquezas minerais, além da principal de todas, a própria água.


Frente a esse crime contra os povos da floresta – que contrasta com a propaganda oficial do governo como defensor das populações originárias –, lideranças dos povos Arapiuns, Borari, Kayapó, Munduruku, Panará e Tupinambá se uniram em uma mobilização conjunta para lutar contra o decreto desde do início do ano, já tendo ocupado portos, trechos dos rios, balsas e até mesmo o Aeroporto de Santarém, após o governo se recusar a atender a sua principal reivindicação, que é a REVOGAÇÃO. Eles também ocuparam o principal porto da Cargill na região. Dada a repercussão, a sede da empresa em São Paulo também tem sido alvo de combativos protestos ao longo dos últimos dias. 


Créditos: Divulgação/Conselho Indígena Tapajós Arapiuns
Créditos: Divulgação/Conselho Indígena Tapajós Arapiuns

A luta dos povos indígenas segue sua marcha ascendente, apesar do jogo de pressões, ameaças, subornos e chantagens movido pelos setores mais predatórios do capitalismo brasileiro, associado ao imperialismo e garantido pelos órgãos repressivos do Estado. Com efeito, segundo o Conselho Indígena Missionário (CIMI), 211 indígenas foram assassinados em 2024, um crescimento impressionante de 201% em dez anos. Sob qualquer governo, eles têm sofrido na pele a sanha insaciável por terra e por água dos novos colonizadores do século XXI, mas, na mesma medida, têm demonstrado toda a sua capacidade de resistência, tanto à repressão quanto à cooptação. A sua luta é parte inseparável da Revolução de Nova Democracia no Brasil e deve ser encarada como parte crucial do estabelecimento de uma autêntica frente única revolucionária de resistência ao imperialismo e ao fascismo.

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