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RJ: Águas do Rio deixa Cachoeiras de Macacu sem água

há 2 horas
2 min de leitura
Entrada de Cachoeiras de Macacu com uma faixa em protesto contra a Águas do Rio.
Entrada de Cachoeiras de Macacu com uma faixa em protesto contra a Águas do Rio.

Pode parecer paradoxal, mas a cidade com a maior quantidade de quedas d'água do país e uma das que mais possui fontes naturais de água, está sem água! Cachoeiras de Macacu, município da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, está há mais de 5 dias sem abastecimento de água por culpa da concessionária Águas do Rio.


As faltas de água têm sido recorrentes desde que a empresa assumiu a concessão após a privatização da CEDAE, e esse ano a situação piorou de forma vertiginosa, deixando os moradores do município na mão por vários dias. Durante um protesto na entrada da cidade, que tem um portal escrito "Cidade das águas cristalinas", foi colocada uma faixa em protesto contra a empresa.


No contrato de concessão, a empresa se comprometeu a operar e fazer a manutenção da infraestrutura já existente nos seus locais de atuação, mas o que se viu foi somente o aumento da conta de água e cobrança indevida de tratamento de esgoto em vários locais onde não há essa estrutura. Em Cachoeiras de Macacu, por exemplo, 49,8% dos domicílios possuem acesso à rede de tratamento de esgoto. Em São Gonçalo, outra localidade de cobertura da empresa, menos de 30%, no entanto, ela tem cobrado indevidamente essa taxa nessas regiões.


A Águas do Rio, que comprou a preço de banana vários lotes após a privatização da CEDAE, tem sido uma verdadeira desgraça para os moradores da Região Metropolitana e Baixada Fluminense. Que tem convivido com a destruição de várias ruas para colocação de tubulações que não são ligadas a uma rede maior, mas que na conta da empresa, entra como gasto em melhora da infraestrutura já existente.


Mas o que acontece de fato é a destruição de calçadas, ruas, praças, em nome de nada. Além, claro, de no processo de instalação forçada de novos hidrômetros, os seus funcionários após destruírem calçadas, muros e jardins das pessoas não se comprometerem a consertar sem um pagamento por fora. De forma bem miliciana.


A pauta da reestatização tão vital precisa voltar a pauta do dia, o próprio marco para regulamentação das privatizações dos serviços de água e esgoto foi um crime contra o povo brasileiro, deixado de legado pelo nefando Bolsonaro e sua corja.

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