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Centenas de pessoas se reúnem para acompanhar o discurso do secretário-geral do Hezbollah, Hassan Nasrallah, em um telão, em Beirute, Líbano, em 3 de novembro de 2023. Foto: Houssam Shbaro/Anadolu
Centenas de pessoas se reúnem para acompanhar o discurso do secretário-geral do Hezbollah, Hassan Nasrallah, em um telão, em Beirute, Líbano, em 3 de novembro de 2023. Foto: Houssam Shbaro/Anadolu

Foi anunciado na manhã desta sexta-feira (26) um acordo de cessar-fogo criminoso e vende pátria entre o governo do Líbano, Israel e os EUA que cede os territórios do país árabe para a besta sionista em troca do fim dos bombardeios. Essa ‘’negociação’’ absurda e que literalmente ‘’rifa’’ o povo libanês a própria sorte, demonstra claramente que o governo do Líbano é um capacho sionista. O Hezbollah, que tem uma aprovação muito alta no país e presença forte mais concentrada no sul não reconheceu o acordo e afirmou em nota que continuará resistindo contra a entidade nazista de Israel.



O anúncio foi recebido com revolta pelo povo libanês, que desde as primeiras horas após a notícia se espelhar, já cerrava fileiras e barricadas nas ruas da capital Beirute, portando bandeiras da resistência libanesa, do Hezbollah e do Irã. Esse acordo e as constantes agressões sionistas que já perduram décadas, são parte do grande plano desvairado sionista de construir a ‘’Grande Israel’’, ao qual ja mencionamos anteriormente na RRC, que pretende anexar todo território libanês, palestino, sírio, Jordânia, boa parte do Iraque, Turquia, e Arábia Saudita e não irá cessar por conta de um mero ‘’acordo de paz’’.


Mais vídeos dos protestos em Beirute. Vídeo: Agência de Notícias Fars

Os protestos que se estenderam por toda essa sexta-feira, estão adentrando a madrugada de sábado. O exército libanês está indo para as ruas para reprimir os protestos, confira mais um vídeo da Agência de Notícias Fars, que vem acompanhando a situação de perto:


Assim como foram expulsos pelo bravo povo libanês de fuzis nas mãos em 1982, em sua justa resistência, serão sepultados por esta mesma resistência em 2026 que agora conta com o apoio do Irã e um Hezbollah que resistiu a duras baixas nos últimos anos e continua firme na luta, que até aqui não abandonou seu povo como os covarde do governo oficial libanês. A resistência libanesa deve ser apoiada de forma enérgica por todo comunista que se preze, como diria o presidente Mao, em caso de uma visão imperialista, o mais importante é se unir ao povo em sua luta de resistência anti-imperialista, independentemente de quem seja, se estiver lutando contra o imperialismo em um caso como este, deve se compor na frente de resistência.


Todo apoio à resistência libanesa!

Morte ao sionismo!

Morte ao imperialismo!

  • 26 de jun.
  • 6 min de leitura

Billie Holiday e o inominável da sociedade estadunidense


Há quem diga que todas as formas de arte almejam ser música. Ouvindo a voz melancólica e ao mesmo tempo poderosa de Billie Holiday, é difícil contestar isto. No entanto, de algum modo, quando ela entoou Strange Fruit – composição que lhe foi oferecida por um jovem professor secundário, em 1939 – era a própria música que se convertia em testemunho inigualável. Àquela altura, a humanidade caminhava para a mortandade da Segunda Guerra Mundial, provocada pela barbárie nazista. Contudo, no âmago da sociedade estadunidense, que emergiria como a maior potência do chamado “mundo livre”, se mantinha intacta a brutal segregação racial, onde Hitler e seus sequazes enxergavam um modelo a ser replicado na Europa e em todo o mundo.  

As árvores do Sul dão um fruto estranho,

Sangue nas folhas e sangue nas raízes,

Corpos negros balançam na brisa do Sul,

Um estranho fruto pendente dos choupos. 


Esta é a cena pastoral do valoroso Sul:

Os olhos arregalados e a boca retorcida,

Perfume de magnólias, doce e fresco,

Então o súbito odor de carne queimada.


Eis aqui o fruto para os corvos arrancarem,

Para a chuva colher, para os ventos sugarem,

Para apodrecer ao sol, derrubado pelas árvores,

Eis aqui, uma estranha e amarga colheita.


Estes versos retratam uma tradição ainda vigente àquela época no Sul dos Estados Unidos, onde se “pratica o linchamento como uma recreação inocente e, nas pequenas cidades, todos os habitantes, famílias inteiras, se reúnem para assistir a um, logo depois do piquenique dominical”(1). Com efeito, ao menor sinal interpretado pelos descendentes dos velhos escravocratas, os descendentes dos velhos escravizados são “enforcados, queimados, acorrentados ao parachoque traseiro de um carro e arrastados pela cidade. (...) aplicam-se aos seus cadáveres ferros em brasa nos testículos, cortam-lhes um dedo ‘como recordação’ ou então eles são diretamente castrados”(2).Atualmente, neste país, governado por homens que não se constrangem de elogiar Adolf Hitler e cometer a saudação nazista em público, os linchamentos persistem na forma um pouco menos grosseira da violência policial e do encarceramento seletivo: com efeito, embora constituam cerca de 14% da população, os negros são 38% da população prisional dos Estados Unidos.

A própria Billie Holiday não passou impune por cantar esta que é considerada por muitos a primeira canção de protesto norte-americana. Ao dar voz e alma à música que tratou de maneira aberta o tema da violência racial, convertendo-se em um hino em memória do holocausto negro, ela foi fichada pelo FBI e perseguida de maneira implacável. Acusada de porte de drogas, ela foi presa e teve sua licença profissional cassada, não podendo se apresentar nas principais casas de espetáculos nova-iorquinas até o fim da vida. Contudo, ela não abriu mão de interpretar Strange Fruit, noite após noite, sempre no encerramento das suas apresentações. Mais de uma vez, sentindo que o público não dedicava a merecida atenção à música, ela interrompia a interpretação e insultava os assistentes.


De algum modo, Billie Holiday nasceu para cantar esta música. Praticamente desde o berço, ela foi apresentada ao cruel universo da violência racial e social em todas as suas formas: o cárcere, as surras, o assédio, a exploração desumana do seu trabalho e do seu corpo, o estupro. Billie – nascida Eleanora De Viese, em 1915 – viveu em uma sociedade francamente segregada, anterior à luta pelos direitos civis, que ganharia um novo patamar a partir do caso Rosa Parks, em 1955 (3). Quando Strange Fruit já ecoava nas rádios, e os Aliados lutavam contra o Eixo nos campos de batalha da Europa, Ásia e África, a segregação se mantinha no interior do próprio exército estadunidense: este possuía “unidades de cor”, onde três milhões de recrutas negros foram mobilizados entre 1940 e 1945. Estas unidades recebiam as piores condições de alojamento e alimentação e eram tratadas como buchas de canhão nas batalhas sangrentas. Até mesmo as sessões de cinema eram separadas. Dentro dos Estados Unidos, embora houvesse uma grande necessidade de força de trabalho para as fábricas da indústria de defesa, muitas delas não aceitavam pretos. Isso levou a que, em 1943, estourassem motins em diversas cidades dos Estados Unidos, resultando em dezenas de mortos. 


O Harlem, gueto negro enquistado em Nova Iorque, palco do jazz e do blues, para onde Billie Holiday sempre retornava para começar de novo, também era um centro político de primeira linha. Periodicamente – em 1935, novamente em 1943 – foi sacudido por rebeliões negras, que terminavam em confrontos sangrentos com a polícia. O Partido Comunista dos Estados Unidos foi bastante influente nestes episódios. Em alguns clubes, Billie era obrigada a cantar e esperar a próxima sessão na rua, sob a chuva ou sob o frio, impedida de se “misturar” ao público branco.    


Embora a sua carreira não tenha se caracterizado por posicionamentos políticos explícitos, o próprio fato de ser uma mulher negra e independente, que vivia da própria arte, fazia dela um exemplo para outras mulheres em condições difíceis. Billie Holiday nunca se curvou a quem quer que seja, e foi considerada “vulgar”, “atrevida”, “louca”, como acontece até hoje com qualquer mulher de fibra que não abaixa a cabeça. Praticamente em seu leito de morte, quando já se encontrava em um estado muito debilitado, ela teve a prisão decretada por porte de drogas e teve seu quarto no hospital revirado por policiais, que confiscaram seus discos e a proibiram de se comunicar com o mundo exterior. Hoje, ninguém se recorda o nome dos seus algozes e carcereiros, mas a beleza daquela voz ainda cativará muitas gerações no futuro.


*Uma observação necessária

Citamos como fonte a biografia escrita por Sylvia Fol, aparecida originalmente na França, em 2005. Contudo, embora relate com objetividade e em alguns momentos com beleza a trajetória de Billie, há passagens bastante questionáveis no texto de Fol, para dizer o mínimo. Por exemplo, em um relato sobre um dos encarceramentos de sua biografada, diz a autora:

“Horários fixos, trabalho, recreação, nenhuma responsabilidade, dias que se desenrolam de forma idêntica... A prisão é uma cura em si mesma e talvez Joe Glaser tenha tido a intuição correta. Se Billie se adapta tão bem a este ambiente, é porque ela acha merecer a punição. Na prisão, ela volta a ser uma criança, cuidada por uma figura materna: a diretora, Helen Hironimus”.(4)


Ainda se a própria Billie Holiday tivesse escrito este depoimento, ele seria bastante problemático, mas vindo de uma autora que presumivelmente jamais foi encarcerada, tal passagem é de uma infelicidade avassaladora. Se a própria pessoa julga que merece ou não um castigo é algo que ninguém de fora pode adivinhar e, de resto, o bom comportamento na prisão é em 99% dos casos apenas uma maneira de autoproteção – frente às possíveis sanções e à própria paz de espírito, ainda mais em casos em que se está isolada. Ademais, o fato de um adulto “voltar a ser uma criança” nada tem de benevolente, mas é uma atroz perda de autonomia e autoestima. Essa atitude condescendente não é contraposta, mas complementar, ao ritual de violência estrutural de qualquer prisão, particularmente quando se trata do encarceramento feminino, cuja função é “reabilitar” as mulheres para que se tornem mães e esposas dóceis e virtuosas.


Em outro trecho, ao falar das reiteradas agressões que Billie Holiday sofreu de seus parceiros ao longo da vida, a autora faz digressões pseudo-psicológicas sem qualquer embasamento, associando a violência doméstica nos lares negros à necessidade de “afirmação” do homem, enquanto às mulheres, “esses sinais de golpes demonstravam não somente a potência do homem, como o prazer ambíguo que lhes fazia sentir sua submissão. Assim, elas pareciam escolher sua humilhação, mais do que a sofrer”(5). Na verdade, como bem documentado por Angela Davis, as famílias negras durante a escravidão eram uma ancoragem de apoio mútuo e solidariedade, incomparavelmente mais igualitárias do que suas correlatas aristocráticas brancas(6). O mito do homem negro violento – como indiretamente sustentado pela autora – não é mais do que uma lenda. Se é certo que havia e há inúmeros casos de violência no seio das famílias pobres e negras, a escala deles é incomparável com a praticada pelos homens brancos das classes dominantes, que contavam e contam com o aparato oficial do Estado para cometer violações e assassinatos.


Sorte a nossa que a voz e a vida de uma artista como Billie Holiday dispensam semelhantes explicações. 


Notas


1-  Billie Holiday. Sylvia Fol, trad: William Lagos, ed. L&PM, 2010, p. 109. 

2- Idem

3-  Rosa Parks era uma costureira que se recusou a ceder seu assento em um ônibus a um homem branco, em dezembro de 1955. Em virtude disso, foi presa e condenada a pagar uma multa, o que gerou enormes protestos da população negra e a um boicote aos ônibus. Após 381 dias de boicote, a Suprema Corte dos Estados Unidos considerou inconstitucional a segregação nos transportes coletivos.

4- Op.cit. p. 160.

5-  Idem, p.207.

6-  Ver o seu livro clássico “Mulheres, raça e classe”, ed. Boitempo, tradução de Heci Candiani, 2016.

  • 22 de jun.
  • 5 min de leitura
Donald Trump recebendo o ''Prêmio FIFA da Paz''. Foto: Dan Mullan/AP
Donald Trump recebendo o ''Prêmio FIFA da Paz''. Foto: Dan Mullan/AP

A Copa do Mundo de 2026 que ocorre nos Estados Unidos, Canadá e México está em todo canto, não se fala de outra coisa. O futebol, esporte global, tem na copa o seu grande palco e como todo grande negócio transnacional, não poderia escapar da política. A edição deste ano chega principalmente nos EUA, que possui 75% dos jogos, com o país ianque bombardeando outro participante do torneio e deixando claro para todas as semi-colonias que estão participando da competição que: ‘’Não queremos vocês aqui’’.


Para além de ser o maior evento esportivo do mundo, a Copa do Mundo desde a sua retomada após a Segunda Guerra Mundial, se tornou uma grande arma de propaganda, capaz de perfumar regimes fascistas e ‘’limpar’’ a imagem de grandes crises políticas. Como foi o caso da edição de 1978 realizada na Argentina, em plena ditadura militar, com jogos ao lado de onde haviam centros de tortura; a copa da Coreia e Japão, em 2002, logo após um golpe militar na coreia; a do Brasil em 2014 com seus faraônicos estádios que custaram 5x o estimado ou a de 2022 no Catar, na qual mais de 6 mil operários, em sua maioria imigrantes que trabalhavam em condições análogas a escravidão, morreram na construção dos estádios. E mesmo assim, não se vê alarde sobre isso e nem mesmo no período no qual foram realizadas essas edições, pois a copa é um canhão de propaganda e foi costumeiramente é utilizada para ''limpar a imagem'' do país anfitrião. O que chama atenção, é Donald Trump ir em um caminho inverso a estratégia utilizada por esses países, e parece ter um controle sobre a FIFA nunca antes visto. Por que?


Os primeiros escândalos começaram mesmo antes da bola rolar no primeiro jogo: o melhor árbitro africano de 2025 (Escolhido pela Confederação Africana de Futebol - CAF), o somali Omar Artan, teve sua participação vetada na copa devido a negação do seu visto após dias de interrogatório. Omissa, a FIFA nem mesmo questionou a decisão e o árbitro retornou ao seu país, onde foi recebido por uma multidão como um símbolo anti-imperialista. Várias seleções africanas, asiáticas e latina-americanas foram revistadas de forma vexatória logo após descerem do avião, as torcidas de Senegal, República Democrática do Congo, Irã, Iraque e Gana foram proibidas de viajar aos EUA, ainda houveram muitas restrições para países como Escócia, Marrocos, Egito e Jordânia. O artilheiro da seleção do Iraque, Aymen Hussein, foi interrogado por 7 horas e a seleção do Irã foi proibida de dormir em território ianque. Todo dia de jogo, os jogadores viajam do México para os EUA, o que configura uma clara sabotagem a seleção iraniana.


Ao chegar na Somália, Omar Artan foi levado a um estádio lotado com milhares de pessoas entoando gritos anti- EUA. Foto: Reprodução
Ao chegar na Somália, Omar Artan foi levado a um estádio lotado com milhares de pessoas entoando gritos anti- EUA. Foto: Reprodução

Para entender como deu-se início essa relação de Donald Trump, FIFA e a influência dos EUA, precisamos voltar ao ano de 2015. Uma investigação extensa do FBI descobriu uma rede de corrupção na entidade máxima do futebol, que mudou todas as estruturas do futebol levando a cadeia os presidentes das principais confederações do mundo, como a própria entidade que organiza o futebol na América do Sul (CONMEBOL) e o então presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) José Maria Marin. Essas prisões, que começaram a acontecer em 2016, causaram um vácuo poder na FIFA que foi rapidamente preenchido e alçou Gianni Infantino à presidência. Desde o primeiro mandato de Trump, Infantino sempre parece estar alinhado aos interesses ianques, pois logo em 2018 endossou e apoiou a candidatura dos EUA para sediar a Copa do Mundo de 2026, o que de fato ocorreu nos anos seguintes. Após o retorno de Trump à presidência, os ianques foram escolhidos também para sediar o Super Mundial de Clubes de 2025, além da Copa do Mundo Feminina de 2032.


O calhorda descarado Infantino, criou um “Prêmio FIFA da Paz”, após Trump exigir o Nobel da Paz e ser ignorado e entregou esse ‘’prêmio’’ ao fascista pedófilo em meio a abertura do Super Mundial de Clubes. Isso, mesmo após o governo Trump apoiar efusivamente os crimes de guerra e violações internacionais sionistas em Gaza e meses depois da entrega do prêmio ter atacado sem motivo algum o Irã, e mirado em uma escola de meninas matando 168 crianças. Como se não bastasse esse papelão, Trump foi selecionado para entregar a taça para a seleção campeã, algo nunca antes visto ou feito por qualquer chefe de estado, já que era uma tradição a taça só ser tocada pelos campeões da competição.


Gianni Infantino se submeteu totalmente ao presidente dos EUA com diversas declarações públicas sobre a importância da participação de Trump na organização da competição, o que só expõem o caráter reacionário e sanguinário da atual gestão da FIFA, que ignora a agressão ianque ao Irã, ou mesmo a Venezuela, que também foi bombardeada e teve seu presidente sequestrado em janeiro. A Rússia foi banida de todas as competições devido a sua invasão à Ucrânia com menos de uma semana do início da guerra, mas os EUA ganharam como prêmio a copa mais hipócrita de todas e Israel segue competindo nas competições da FIFA e UEFA (Federação Europeia de Futebol).


Esse estreitamento de laços, claro, cria oportunidades de transformar o espetáculo esportivo em especulação financeira. Pela primeira vez na história, a FIFA lançou o “preço dinâmico” dos ingressos, que varia conforme a demanda. Essa atitude fez o valor disparar no primeiro instante com os ingressos mais baratos para a final saindo por US$2030,00 (cerca de R$10,8 mil) e o mais caro por volta de US$6 mil (cerca de R$32 mil). Os valores mais do que dobraram em comparação a COPA de 2022, porém os valores finais não são o maior problema, a FIFA lançou sua própria plataforma de venda e revenda de ingressos sem valor fixo, o qual gerou uma hiper valorização com valores chegando a cifra milionária. Procuradorias de Nova York e Nova Jersey iniciaram uma investigação por valores abusivos e denúncias de compradores que pagaram por um setor mais caro e receberam ingressos em setores inferiores. Além disso, três estados americanos chegaram a processar a entidade esportiva por manipulação de preços.

Protestos no México


Protestos de parentes de desaparecidos no México, em meio à abertura da Copa do Mundo — Foto: REUTERS/Seila Montes
Protestos de parentes de desaparecidos no México, em meio à abertura da Copa do Mundo — Foto: REUTERS/Seila Montes

Apesar de receber bem menos jogos, o México também tem sido alvo de polêmicas. Na cidade do México, diversos coletivos e organizações camponesas e de familiares de desaparecidos, lançaram uma série de manifestações desde do início da competição, uma greve nacional também foi organizada pelo sindicato dos professores e se mantém por tempo indeterminado, reivindicando um aumento salarial de 100%.


Foi realizado bloqueio de diversas avenidas da cidade, porém o que marcou foi a invasão e o princípio de incêndio no interior do Ministério de Educação, no mesmo dia a população derrubou estátuas feitas para o evento e invadiram áreas destinadas a estrangeiros, conhecidas como “fan-zones”, ao redor do estádio Azteca que sediou a abertura foi relatado confronto entre manifestantes e polícias, com vítimas de ambos os lados, a população mexicana deixou o recado gravado por onde passou com tintas e spray, “sem solução, a bola não rola.”.


Em um mundo que marcha para uma nova guerra imperialista de partilha, o futebol, esporte mais popular e influente do mundo, não poderia ficar de fora do palco político internacional e tem na FIFA em um ator importante que neste momento, está fortemente ligada ao imperialismo ianque como nunca antes. A Copa do Mundo de 2026, que nem chegou ao fim ainda, entrou para a história como uma das mais hipócritas e polêmicas já realizadas, a Copa do Mundo de Donald Trump.

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