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Chapa 3 - Reerguer Palmares da eleição de DCE da UFAL 2026
Chapa 3 - Reerguer Palmares da eleição de DCE da UFAL 2026

As eleições para o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal de Alagoas ocorreram neste mês e o Novo MEPR fez parte da Chapa 3 – Reerguer Palmares, junto das organizações independentes Força, a Marcha das Mulheres da UFAL, CA s e DA s e outros estudantes. Nossa chapa obteve um total de 1163 votos! Tendo vencido com 946 no campus principal, o AC. Simões! Apesar de ficar em segundo lugar esta foi uma vitória incontestável para o recém-organizado Campo Independente da UFAL!


A campanha se deu com um esforço hercúleo, sem financiamento de partidos eleitoreiros e com uma semana a menos devido a tentativa frustrada da comissão eleitoral (formada por indicação da antiga gestão/Chapa 2) de impugnar nossa chapa na base da burocracia. O golpe foi derrotado de forma legítima em CEB onde a maioria esmagadora maioria dos CA s e DA s votou em nossa defesa. A tentativa de golpe e burocratização do processo eleitoral só nos deu gás e pôs os estudantes da UFAL ainda mais ao nosso lado!


Mesmo em período eleitoral a Chapa não deixou de lutar e foi linha de frente na batalha pela melhoria nas condições e ampliação do Restaurante Universitário, particularmente nossos companheiros já puxaram esse movimento mesmo antes das eleições. A Chapa como um todo ter se somado a luta foi decisivo, tanto para a luta que avançou e já obteve vitórias, quanto para o processo eleitoral.


Agradecemos de coração por todos os votos e pela confiança que os estudantes depositaram em nossa chapa! A luta na UFAL não acaba por aqui, muito pelo contrário, ainda temos muito pelo que lutar e o fortalecimento deste Campo Independente é fundamental para que essas lutas sejam tão vitoriosas quanto esta eleição! Convidamos todos os estudantes combativos da Universidade Federal de Alagoas a se somarem nas fileiras do Novo MEPR, por uma universidade pública de qualidade para todos!


Viva a Chapa Reerguer Palmares!

Viva o Campo Independente da UFAL!

Coordenação Regional do Novo MEPR de Alagoas

Por Jorge Hannah


Foto: AP Photo / Hussein Malla
Foto: AP Photo / Hussein Malla

Que a entidade sionista ocupa ilegalmente o sul do Líbano, não é novidade. “Israel” nunca respeitou uma única resolução da ONU que o obrigasse a retirar suas tropas de território alheio. O que é novidade é a escala da destruição em curso desde março de 2026: mais de 130 cidades e vilarejos formalmente ocupados ou sob ameaça direta, 55 localidades dentro da chamada 'linha amarela' — o novo eufemismo sionista para colonização militar permanente — e ao menos 84 locais sob ordens de deslocamento forçado. Mais de 667 mil pessoas foram deslocadas numa semana, os da entidade sionista já mataram mais de 2.600 libaneses e feriram muitos mais desde o recomeço das hostilidades em março.


A “linha amarela” é a Gaza do Líbano, Benjamin Netanyahu anunciou que “Israel” manterá uma “zona de segurança” de dez quilômetros a partir da fronteira libanesa — terminologia que não engana ninguém familiarizado com o vocabulário colonial. É o mesmo mecanismo usado em Gaza, onde a “zona de amortecimento” tornou-se ferramenta de expulsão permanente de populações inteiras. Avaliações das próprias forças sionistas admitem que cerca de 70% das casas nas aldeias fronteiriças — aproximadamente 10.000 das 15.000 estruturas existentes — foram destruídas, identificadas cinicamente como “infraestrutura do Hezbollah”. Uma investigação da Al-Jazeera com imagens de satélite confirmou a destruição completa de Bint Jbeil: bairros residenciais inteiros obliterados, infraestrutura demolida, a Grande Mesquita que data de mais de 400 anos reduzida a escombros. O New York Times, publicação dificilmente suspeita de simpatia pela resistência, chamou o processo de “modelo de Gaza".


Em 3 de março de 2026, a artilharia israelense disparou munições de fósforo branco sobre residências em Yohmor, no sul do Líbano. A Human Rights Watch por meio de geolocalização, verificou sete imagens mostrando as munições explodindo sobre área residencial, com trabalhadores da defesa civil respondendo a incêndios em casas e veículos. O fósforo branco queima a mais de 800 graus Celsius ao contato com o oxigênio, atravessa pele, músculo e osso, e continua queimando enquanto houver tecido vivo ou oxigênio disponível. Seu uso em zonas habitadas é proibido pelo Protocolo III da Convenção sobre Certas Armas Convencionais. Dois meses depois, em fins de maio, novas denúncias documentaram fósforo branco sendo lançado sobre terras agrícolas em Arnun — desta vez durante o cessar-fogo que Israel anunciara aceitar. O acordo começou a ser violado nas primeiras horas de sua vigência.


“Israel” mata jornalistas e mata-os sistematicamente e deliberadamente. Em 22 de abril de 2026, a repórter Amal Khalil, do jornal Al-Akhbar, foi assassinada por um ataque aéreo israelense em Al-Tayri enquanto cobria o morticínio sionista. Ela e a fotojornalista Zeinab Faraj — claramente identificáveis, usando coletes à prova de balas com a inscrição “press” (Imprensa) — buscaram abrigo em uma casa próxima após o primeiro ataque, “Israel” bombardeou a casa em seguida. A Cruz Vermelha libanesa, ao tentar resgatar as jornalistas, foi impedida por granadas de atordoamento e disparos israelenses. As equipes de resgate conseguiram chegar ao local apenas quatro horas depois e levaram mais três horas para encontrar o corpo de Khalil nos escombros. Era a nona jornalista morta no Líbano em 2026. Desde 2023, são 29 profissionais de imprensa assassinados no país pelos sionistas. O Comitê para a Proteção dos Jornalistas registra que Israel foi responsável por dois terços dos jornalistas mortos no mundo nos últimos dois anos.


A resistência libanesa em sua máxima expressão, o Hezbollah, e as organizações que combatem ao lado do povo do sul, retomou operações em resposta direta ao assassinato do Líder Supremo do Irã, Ali Khamenei, e às violações sistemáticas do cessar-fogo de novembro de 2024 por Israel. Ondas de foguetes atingiram Khiam, posições sionistas na fronteira e bases de operações do exército sionista. A legitimidade da resistência deriva de um único princípio, reconhecido pelo direito internacional e pela história dos povos colonizados: o direito inalienável à autodefesa e à resistência contra a ocupação estrangeira.


Os que se escandalizarão com essa afirmação são os mesmos que guardam silêncio diante das 2.600 mortes libanesas, do fósforo branco em Yohmor, dos 29 jornalistas assassinados, de Bint Jbeil varrida do mapa. O escândalo seletivo é a marca registrada do humanitarismo ocidental e sua indignação calibrada conforme a utilidade geopolítica, nunca conforme o sofrimento real. A resistência palestina e a resistência libanesa são expressões concretas da luta dos povos oprimidos contra o colonialismo sionista sustentado pelo imperialismo norte-americano. A entidade sionista sobrevive apenas porque os Estados Unidos a financiam, a armam, a protegem no Conselho de Segurança da ONU com o veto e a cobrem diplomaticamente perante o mundo. Sem os 3,8 bilhões de dólares anuais em ajuda militar norte-americana, sem os F-35 e as bombas de 2 toneladas fabricadas em Ohio e Colorado, sem o veto sistemático a cada resolução de cessar-fogo, Israel seria incapaz de sustentar seu projeto colonial.

O sul do Líbano arde, Bint Jbeil foi apagada do mapa. Amal Khalil foi assassinada nos escombros de uma casa, o fósforo branco queima os campos e os corpos. E o povo libanês — como o povo palestino, como todos os povos que enfrentaram o colonialismo ao longo da história — resiste. A solidariedade da classe trabalhadora internacional com essa resistência é o dever de todo internacionalista, é o dever de toda a humanidade.


O banqueiro, o governador e o bife de ouro

O monopólio de mídia Globo News, da família Marinho, divulgou na última  semana documentos da investigação da Polícia Federal sobre o conluio entre o ex-governador do estado do Rio de Janeiro, Cláudio Castro e o banqueiro Daniel Vorcaro. As maracutaias entre os dois foram tramadas em reuniões que ocorreram em Nova Iorque no Estados Unidos, Palácio das  Laranjeiras no Rio e na mansão do banqueiro em São Paulo. Em jantares regados à garrafas de vinho, whisky escocês, champanhe e bifes folheados a ouro de 24 quilates ao custo de R$ 60 mil, negociava-se a aplicação do dinheiro de fundos de previdência dos servidores públicos do estado (Rioprevidência) e de empresas como a Companhia Estadual de Água e Esgotos (CEDAE/RJ).

De acordo com as investigações o total de investimentos do Rioprevidência no Banco Master somam R$ 3,69 bilhões. Esse dinheiro das contribuições suadas dos servidores públicos do estado do Rio de Janeiro foi usado pelo escroque Daniel Vorcaro no famigerado golpe da pirâmide financeira que afetou mais de 1,6 milhão de pessoas. Além do Rioprevidência, R$ 218 milhões da CEDAE foram aplicados no maior golpe financeiro da história do país.


Cláudio Castro: carreirismo, arrivismo e oportunismo

Igual a tantos outros membros da casta política, a trajetória de Cláudio Castro é baseada no carreirismo, arrivismo e oportunismo. O primeiro passo nesta escada é, na maioria das vezes, uma assessoria parlamentar. Ele foi durante mais de uma década chefe de gabinete do então deputado estadual Márcio Pacheco (que em 2022 foi nomeado conselheiro do TCE-RJ [1]). Em 2016, Castro foi eleito vereador no Rio de Janeiro pela legenda Partido Social Cristão (PSC). Em 2018 foi eleito vice-governador na chapa de Wilson Witzel. Com a cassação de Witzel, assumiu o governo do estado em maio de 2021. Foi reeleito governador do Rio em 2022, pela legenda Partido Liberal (PL) de Bolsonaro. Tem forte atuação religiosa como membro da seita neopentecostal denominada renovação carismática católica, atuando como cantor de “música gospel”.


Santo do pau oco

Em 2021, ainda como vice-governador, Cláudio Castro foi acusado de receber propina no valor de R$ 100 mil de uma empresa que tinha contratos com a Fundação Leão XIII. O rombo aos cofres públicos com o esquema de corrupção foi estimado em R$ 32 milhões à época [2]. Ainda em 2021, em plena crise da COVID-19, o Ministério Público abriu investigação contra Castro por fraude na compra de mais de um milhão de cestas básicas em contratos envolvendo, mais uma vez, a Fundação Leão XIII. O prejuízo no dinheiro que deveria servir ao povo chegou à R$ 3,4 milhões [3].

Em 2022 estourou o escândalo da folha de pagamento secreta no CEPERJ [4] e na UERJ [5]. De acordo com as denúncias um total de 45 mil pessoas foram contratadas em cargos temporários nas duas instituições, mas na prática atuaram como cabos eleitorais durante a farsa das eleições daquele ano. Mais de R$ 200 milhões foram sacados das contas do estado do Rio de Janeiro para viabilizar a reeleição de Cláudio Castro naquele ano [6, 7]. Devido a esse processo que poderia resultar em sua cassação, Castro renunciou ao cargo de governador do Rio de Janeiro no dia 23 de março de 2026. Não podendo ser cassado, no dia seguinte o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o tornou inelegível por oito anos por abuso de poder político e econômico durante a farsa eleitoral de 2022 [8].

Em janeiro de 2024, a Polícia Federal identificou que entre os anos de 2017 e 2019, Cláudio Castro recebeu cerca de R$ 330 mil em propinas, incluindo 20 mil dólares que bancou uma viagem sua à Disney [9].

No dia 15 de maio de 2026, foi alvo da Operação Sem Refino da Polícia Federal que investiga um esquema de fraudes fiscais, evasão de recursos públicos e favorecimento ao grupo Refit (antiga refinaria de Manguinhos). Já no dia 26 de maio, a oitava fase da Operação Compliance Zero cumpriu 10 mandados de busca e apreensão na cobertura do condomínio de luxo onde vive na Barra da Tijuca. A partir dos celulares apreendidos é que veio à tona o conchavo entre Cláudio Castro e o banqueiro Daniel Vorcaro para transferir do fundo de previdência dos servidores públicos fluminenses.


A privatização da CEDAE

Dentro do saco de maldades de Cláudio Castro está a privatização da Companhia Estadual de Água e Esgotos (CEDAE/RJ), empresa pública que na época em que foi entregue ao capital estrangeiro era superavitária. A privatização da  CEDAE ocorreu em dois leilões em abril e dezembro de 2021, os blocos da empresa pública de água e esgoto foram arrematados por mais de R$ 27 bilhões. Com esse dinheiro Castro comprou 80 dos 92 prefeitos dos municípios fluminenses garantindo sua reeleição no 1º turno da farsa eleitoral de 2022 com quase 60% dos votos. Após Castro torrar o dinheiro da privatização da CEDAE, em 2024 o estado do Rio de Janeiro estava mergulhado em um déficit de quase R$ 9 bilhões e o governador de pires na mão implorava repactuar a dívida com a União no âmbito do Regime de Recuperação Fiscal. Na época se saiu com declarações como essa “se não avançarmos em um novo acordo (com o governo federal), o problema financeiro do Rio vai causar atraso de salário e fome no estado.”, chantagem que contrastava com o discurso que fazia em agosto de 2023 quando dizia estar “conseguindo pagar as parcelas da dívida com a União sem comprometer a prestação de serviços e o pagamento dos servidores” [10]. Falta óleo de peroba para tanta cara de pau!

O povo fluminense é quem vem pagando a conta da privatização da CEDAE com o comprometimento do acesso à água potável e ao saneamento básico, direito humano fundamental.


Mãos sujas de sangue

A gerência de Cláudio Castro foi marcada por chacinas policiais, dentre elas os massacres do Jacarezinho ocorrido em maio de 2021 com pelo menos 29 mortos, o da Vila Cruzeiro em maio de 2022 com pelo menos 26 mortos e o dos complexos da Penha e do Alemão com mais de 130 mortos em outubro de 2025, considerada a mais letal da história do estado.

Durante o período em que Castro esteve à frente do governo do Rio foram registradas 1.846 mortes nas chamadas “operações” policiais [11].


A farsa eleitoral de 2026

Mesmo após todo o histórico de falcatruas e crimes cometidos contra o povo, Cláudio Castro pleiteava disputar uma vaga no covil de canalhas do senado federal. A divulgação de suas conversas com o banqueiro Vorcaro fez com que ele desistisse de seu “projeto” eleitoral. Estão cotados, pela legenda PL, para ocuparem o lugar de Castro os deputados federais Sóstenes Cavalcante ou Carlos Jordy, duas escórias humanas tão empesteadas como Castro [12, 13]. 

A primeira resposta do povo à toda essa canalha é deixar bem clara sua indignação e revolta com a casta política votando nulo, branco ou não comparecendo  na farsa eleitoral de outubro próximo. Reunir as favelas, cortiços, comunidades, enfim a grande massa de trabalhadores para fazer o que o samba do Trio Calafrio [14] preconiza na obra-prima “Comunidade Carente” [15] eternizada na voz de Zeca Pagodinho:


“Eu moro numa comunidade carente

Lá ninguém liga prá gente

Nós vivemos muito mal

Mas esse ano nós estamos reunidos

Se algum candidato atrevido

For fazer promessas vai levar um pau


Vai levar um pau prá deixar de caô

E ser mais solidário

Nós somos carentes, não somos otários

Prá ouvir blá, blá, blá em cada eleição


Nós já preparamos vara de marmelo e arame farpado

cipó-camarão para dar no safado que for pedir voto na jurisdição

É que a galera já não tem mais saco prá aturar pilantra

Estamos com eles até a garganta

aguarde prá ver a nossa reação”


REFERÊNCIAS

[1] Tribunal de Contas do estado do Rio de Janeiro.

[4] Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro

[5] Universdidade do Estado do Rio de Janeiro

[14] O Trio Calafrio formado por Barbeirinho do Jacarezinho, Luiz Grande e Marquinhos Diniz á pura tradução da essência do samba dos morros cariocas. Para saber um pouco mais: https://dicionariompb.com.br/grupo/trio-calafrio/

[15] JACAREZINHO, Barbeirinho do; GRANDE, Luiz; DINIZ, Marcos. Comunidade Carente. Intérprete: Zeca Pagodinho. In: PAGODINHO, Zeca. Deixa a vida me levar. Rio de Janeiro: Universal Music, 2002. Faixa 4.

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