top of page

Todas as publicações

Publicamos tradução do comunicado a imprensa do Comitê de Coordenação Norte do Partido Comunista da Índia (Maoista) acerca dos desenvolvimentos da Operação Kagaar e da traição de parte do Comitê Central pelo maldito Devji - que foi apontado pela reação desde novembro de 2025 como novo secretário-geral. O Partido assume o compromisso de continuar a Guerra Popular e rechaça o "caminho legal" apontado pelos traidores da GPP. Ainda reafirma que há comitês operantes em áreas estratégicas e que o Comitê Central continua dirigindo a Guerra Popular.



--//--


Partido Comunista da Índia (Maoísta)

Comitê de Coordenação Norte (NCC)

Comunicado à Imprensa

Data: 17 de abril de 2026


Desmascarem o caminho neo-prachandista de Devji e de seus semelhantes! Ergam bem alto a bandeira vermelha do marxismo-leninismo-maoísmo! Enterrem todos os elementos oportunistas, liquidacionistas e revisionistas!


A história nos ensina que existem duas linhas políticas paralelas que disputam entre si o poder político. Uma linha foi estabelecida por revolucionários comunistas como o camarada Marx, camarada Lenin, camarada Stalin, camarada Mao, camarada Charu Majumdar, camarada Kanhai Chatterjee, camarada Basvaraju, camarada Raju, camarada Kosa, camarada Hidma etc… enquanto a outra linha é sustentada por traidores como Bernstein, Kautsky, Lin Piao, Prachanda, Devji, Venugopal, Kobad, Balraj, Prashant Rahi, etc…


Os defensores da segunda linha são agentes inimigos oportunistas que atacam a linha política proletária com o objetivo de enfraquecê-la e, posteriormente, eliminá-la. Além disso, devemos compreender que a linha política correta só pode surgir no decorrer da luta contra esses elementos oportunistas e revisionistas. Temos orgulho de estar na linha de frente dessa luta e de nos posicionarmos ao lado do camarada Marx, camarada Lenin e camarada Mao. Um amigo na necessidade é um amigo de verdade.


Ficou claro para os elementos revolucionários de todo o mundo que os traidores da revolução indiana, como Devji, Venugopal (também conhecido como Sonu), Kobad, Balraj etc., não são amigos do povo, mas sim agentes inimigos disfarçados de revolucionários. Em meio a todos os obstáculos criados pela classe dominante, seus agentes e elementos oportunistas-liquidacionistas revisionistas, nosso partido segue avançando na implementação da linha política do nono congresso – congresso de unidade.


O documento “Estratégia e Táticas da Revolução Indiana” de nosso partido afirma que:


“Em um país como o nosso, a revolução se desenvolverá desde o início principalmente por meio da luta armada. Ao longo de todo o curso da revolução de nova democracia, a luta armada ou guerra será a principal forma de luta, e o exército será a principal forma de organização. Nem o trabalho de organização do povo nem o desenvolvimento das lutas de massas podem avançar com sucesso sem o apoio das forças armadas populares. O partido só poderá consolidar as conquistas das lutas de massas expandindo e desenvolvendo a guerra de guerrilha, e assim será capaz de lançar as bases para um poder político popular alternativo…”


E, para cumprir isso desde o início, nosso partido permanecerá armado e na clandestinidade. Nosso partido sustenta firmemente esse entendimento político e está determinado a cumprir a tarefa da Revolução de Nova Democracia. Mantemos firmemente os compromissos assumidos diante das forças proletárias mundiais em 2007. Podemos ser muito fracos hoje, mas nossa fraqueza não é estratégica; estrategicamente, estamos na linha política correta e, portanto, a lei da ciência explica que nos levantaremos para destruir as três grandes montanhas (imperialismo, capitalismo burocrático comprador e feudalismo) que esmagam o povo deste país e do mundo.


Em continuidade à campanha que nosso comitê tem realizado contra elementos oportunistas, liquidacionistas e revisionistas dentro do movimento revolucionário, apresentamos nossa posição sobre a polêmica em torno da rendição de Devji. Devji era membro do Comitê Central e do Bureau Político do nosso partido, mas, ao se render às forças inimigas, deixou de ter qualquer vínculo conosco. Não seria exagero chamá-lo de traidor da revolução indiana e do proletariado mundial.


Em uma entrevista a um grande jornal em inglês, ele afirmou que ainda defende o marxismo-leninismo-maoísmo e que atuará por meios legais para alcançar os objetivos políticos do partido. Também declarou que Sonu é um traidor. Disse ainda que trabalhará para tornar o partido aberto e legal, solicitando ao governo a retirada da proibição.


Qualquer pessoa com conhecimento básico de marxismo-leninismo-maoísmo compreenderá que um partido comunista não pode ser legal e aberto. A resposta do camarada Lenin à política de rendição defendida por Devji é:

“Sair na imprensa legal contra a clandestinidade ou em favor de um partido aberto é simplesmente desorganizar nosso partido, e devemos considerar tais pessoas como inimigos amargos do partido.”


Portanto, Devji é um inimigo declarado do partido e um traidor de alto grau. Lenin definiu o liquidacionismo como “a renúncia à clandestinidade, sua abolição e substituição por uma associação amorfa dentro dos limites da legalidade a qualquer custo”. Assim, o partido não condena o trabalho legal em si, mas condena — de forma categórica — a substituição do partido por algo amorfo e “aberto”, que não pode ser chamado de partido.


Consideramos Devji como mais um Sonu, mas com aparência revolucionária. Esse tipo de neo-prachandismo não tem futuro — como já demonstrado no Nepal. Sobre sua ideia de transformar o partido em uma organização legal, respondemos novamente com Lenin.


“O medo”, disse Marx, “é a característica distintiva do oportunismo.”Camaradas como Raju, Kosa e Hidma enfrentaram situações semelhantes, mas escolheram o martírio pela linha política do partido, que era mais importante para eles do que suas próprias vidas. Devji, por outro lado, escolheu o liquidacionismo.

Lenin afirmou:“O liquidacionismo é o oportunismo levado ao ponto de renunciar ao partido. É evidente que o partido não pode existir se inclui aqueles que não reconhecem sua própria existência.”


Alguns meios de comunicação alegam que há divisão interna no partido. Mas ignoram que não é possível construir o partido sem lutar contra aqueles que buscam destruí-lo. Portanto, reiteramos que não há divisão — estamos apenas combatendo o liquidacionismo e os elementos da classe dominante dentro do partido.


Nosso comitê publicou artigos e declarações sobre oportunismo, liquidacionismo e revisionismo. Após a exposição de Sonu, a classe dominante promoveu Devji para confundir os revolucionários. Mas não devemos nos iludir.


Este não é o primeiro grande revés do movimento comunista revolucionário na Índia. Na década de 1970, após a morte do camarada Charu, o partido se fragmentou e surgiram diversos grupos oportunistas. Ainda assim, conseguimos reconstruir e desenvolver bases guerrilheiras.


Hoje, ainda contamos com comitês dirigentes e nosso Comitê Central continua liderando a guerra popular em regiões estratégicas. A vitória é nossa. Nem mesmo as forças mais brutais do czarismo impediram que a bandeira vermelha fosse erguida sobre metade do mundo.


Somos herdeiros desse legado. Derrotaremos os elementos oportunistas, liquidacionistas e revisionistas, avançando rumo à Revolução de Nova Democracia, ao socialismo e, finalmente, ao comunismo.

 

Assinado por Comitê de Coordenação Norte (NCC) PCI(M)

Manifestação do Sindicato dos Trabalhadores da UFF
Manifestação do Sindicato dos Trabalhadores da UFF

Já são mais de 50 institutos e universidades federais (e  algumas estaduais, como é o caso da UERJ) com algum setor em greve desde o início de fevereiro em todo Brasil. Essas mobilizações são fruto do movimento grevista de 2024, que se alastrou para mais de 300 instituições federais em todo país e que se encerrou com um acordo do ANDES (Sindicato nacional docente) e do governo federal, que até hoje não foi cumprido. Soma-se a isso, cortes elevados nos orçamentos das universidades e institutos, que intensificaram um processo de precarização que já vem em marcha há décadas no país. 


Vamos ao cenário em algumas universidades:


USP 


Em São Paulo, a principal universidade do país encontra-se com uma greve dos estudantes e servidores da universidade. Manifestação histórica na USP e Paralisação em apoio aos funcionários. A greve dos funcionários foi causada por uma bonificação concedida aos docentes (de meio Bilhão de reais) enquanto os funcionários que pediam aumento salarial foram ignorados pela reitoria. Em apoio a greve dos servidores, cerca de 104 cursos paralisaram suas atividades e decretaram a greve estudantil, que conta com manifestações e piquetes. Um dos atos contou com centenas de estudantes.



UERJ 


Já no Rio de Janeiro, a UERJ está atualmente com uma greve dos 3 setores (docentes, servidores e estudantes) e possui a pauta centrada no não cumprimento de acordos tirados nas últimas paralisações e greves de 2024 e 2025, além da falta de reajuste salarial que perdura anos e devido ao constante processo de cortes no orçamento da faculdade, que vem se agravando nos últimos anos com direito a diversos escândalos de corrupção e “cargos fantasmas” que eram rotina durante o governo de Cláudio Castro. O movimento grevista começou com uma mobilizações dos professores da universidade, que acabou também culminando para que todos os outros setores fossem também engrossar esse movimento.


Assembleia que deu início da greve dos docentes. Foto: Revista Revolução Cultural
Assembleia que deu início da greve dos docentes. Foto: Revista Revolução Cultural

UFF


A Universidade Federal Fluminense se encontra novamente com um quadro de paralisação do Restaurante Universitário, devido a greve dos servidores e técnicos da universidade, que também não tiveram os reajustes prometidos após a greve de 2024, pagos. A categoria luta pela readequação salarial, pois durante a pandemia de Covid-19 eles tiveram reduções em seus salários, que nunca voltaram aos patamares anteriores a tal período. O Novo Movimento Estudantil Popular Revolucionário vem pautando a necessidade da ampliação do bandejão para outros campi, e a construção de novos restaurantes universitários nos campus do interior. Confira o vídeo publicado no Instagram do Novo MEPR:



Diversas outras universidades importantes estão em greve, como é o caso da UFRJ, UNIFESP e UNICAMP. Essas mobilizações demonstram que os estudantes, docentes e trabalhadores não vão aceitar calados o desmonte que vem sendo realizado nos últimos anos do ensino público superior. Somente no ano passado, cerca de 10% de todo orçamento para as universidades federais foi cortado. 

  • 21 de abr.
  • 3 min de leitura
Fonte: Portal Bee Saúde
Fonte: Portal Bee Saúde

A saúde mental da juventude brasileira


No último dia 25 de Março, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou a Pesquisa Nacional de Saúde Escolar (PeNSe), realizada periodicamente desde 2009 visando compreender a saúde e o bem-estar dos adolescentes em todo o Brasil com os objetivos de: (i) identificar fatores de risco e proteção; (ii) compreender a saúde dos adolescentes; e (iii) monitorar tendências [1]. O trabalho entrevistou 118.099 adolescentes de 4.167 escolas públicas e privadas no ano de 2024, representando o universo de estudantes de todo o país [2]. Os resultados da pesquisa mostram um quadro preocupante sobre a saúde mental dessa população: (a) 30% dos adolescentes sentem tristeza quase o tempo todo; (b) 42,9% se irritam por qualquer coisa; (c) 18,5% pensam frequentemente que a vida não vale a pena ser vivida; (d) 30% já sentiu vontade de se machucar de propósito; (e) 26% sentem constantemente que ninguém se importa com eles; (f) mais de 33% acham que os pais não entendem seus problemas e preocupações; (g) 20% foram agredidos fisicamente em casa nos últimos 12 meses. Em todos os indicadores, os resultados entre meninas são mais alarmantes do que entre meninos.

Em 58,2% das escolas privadas existe suporte psicológico para os estudantes, nas escolas públicas esse suporte é de 45,8%.


O caos em que vivemos


Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a depressão é uma das principais causas de adoecimento entre jovens entre 10 e 19 anos. A agência UNICEF da Organização das Nações Unidas (ONU) indica que apenas 1 em cada 7 jovens com transtornos mentais recebe tratamento adequado em países de renda média. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) afirma que a pandemia de COVID-19 agravou o sofrimento psíquico juvenil e que os efeitos sobre a geração escolar ainda não foram enfrentados. O cuidado com essa geração não é uma tarefa isolada da família, de professores sobrecarregados ou de aplicativos de meditação. Essa é uma tarefa que deveria ser realizada pelo Estado. Mas como diz o poeta Renato Russo, para esse carcomido sistema em que vivemos enquanto a juventude está perdida é mais fácil comprá-la, vendê-la, estragá-la e controlá-la [3].

A Agenda Jovem da Fiocruz divulgou o 2º Informe Saúde Mental sobre a situação da juventude brasileira trazendo novos dados sobre transtornos mentais e comportamentais em populações jovens. De acordo com o relatório, entre 2022 e 2024 ocorreram 262.606 internações no Sistema Único de Saúde (SUS) de jovens por estas razões, representando 579,5 internações para cada 100 mil habitantes. Entre jovens jovens de 20 a 29 anos, esse número sobe para 719,7 casos por 100 mil habitantes. O risco de suicídio entre os mais jovens é de 31,2/100 mil habitantes aumentando para 36,8/100 mil entre aqueles que têm entre 25 e 29 anos. No restante da população esse risco é de 24,7/100 mil habitantes. Entre homens jovens a taxa é de 48,3/100 mil e na faixa dos 25 a 29 anos aumenta para 60,4/100 mil habitantes [4].

Solução para esse desastre de mundo


Uma frase do poeta cubano José Martí resume a tarefa que toda revolucionária e todo revolucionário deve cumprir em relação às crianças e à juventude: “Para as crianças trabalhamos, porque eles são os que sabem querer, porque eles são a esperança do mundo.”


Essa esperança está na construção de um mundo novo, sem a exploração do ser humano por outro ser humano, um futuro em que cada criança possa desenvolver suas capacidades numa sociedade de novo tipo, na sociedade socialista.


Pequenas iniciativas educacionais pensadas para a coletividade, para a pessoa a serviço do bem comum são ações que podem contribuir para a realização deste trabalho. Aulas de reforço escolar, oficinas de modalidades esportivas, científicas e artísticas, gincanas, clubes do livro e de leitura, organização de passeios e excursões são alguns exemplos de atividades.


Mostrar para a juventude que o mais importante é a vida, os amigos e a luta contra esse mundo injusto. E para que isso ocorra é fundamental a sua organização no seu local de estudo, de trabalho e de moradia. Mostrar que cada um de nós é uma estrela, e assim como o Sol, gente é pra brilhar e de que iremos esculpir na áspera pedra do presente um futuro jubiloso.


E que Aloha seja sempre no sentido de um olá e não de um adeus.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS




[3] RUSSO, Renato; BONFÁ, Marcelo. Aloha. In: LEGIÃO URBANA. A Tempestade (ou O Livro dos Dias). Rio de Janeiro: EMI Music, 1996. Faixa 12.


[4] REVISTA POLI: saúde, educação e trabalho. Rio de Janeiro: EPSJV/Fiocruz, ano XVIII, n. 103, jan./fev. 2026. Disponível em: https://www.epsjv.fiocruz.br/sites/default/files/poli_103_web_1.pdf. Acesso em: [inserir data do seu acesso, ex: 20 abr. 2026].

bottom of page