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Aloha, Juventude!!!

Fonte: Portal Bee Saúde
Fonte: Portal Bee Saúde

A saúde mental da juventude brasileira


No último dia 25 de Março, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou a Pesquisa Nacional de Saúde Escolar (PeNSe), realizada periodicamente desde 2009 visando compreender a saúde e o bem-estar dos adolescentes em todo o Brasil com os objetivos de: (i) identificar fatores de risco e proteção; (ii) compreender a saúde dos adolescentes; e (iii) monitorar tendências [1]. O trabalho entrevistou 118.099 adolescentes de 4.167 escolas públicas e privadas no ano de 2024, representando o universo de estudantes de todo o país [2]. Os resultados da pesquisa mostram um quadro preocupante sobre a saúde mental dessa população: (a) 30% dos adolescentes sentem tristeza quase o tempo todo; (b) 42,9% se irritam por qualquer coisa; (c) 18,5% pensam frequentemente que a vida não vale a pena ser vivida; (d) 30% já sentiu vontade de se machucar de propósito; (e) 26% sentem constantemente que ninguém se importa com eles; (f) mais de 33% acham que os pais não entendem seus problemas e preocupações; (g) 20% foram agredidos fisicamente em casa nos últimos 12 meses. Em todos os indicadores, os resultados entre meninas são mais alarmantes do que entre meninos.

Em 58,2% das escolas privadas existe suporte psicológico para os estudantes, nas escolas públicas esse suporte é de 45,8%.


O caos em que vivemos


Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a depressão é uma das principais causas de adoecimento entre jovens entre 10 e 19 anos. A agência UNICEF da Organização das Nações Unidas (ONU) indica que apenas 1 em cada 7 jovens com transtornos mentais recebe tratamento adequado em países de renda média. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) afirma que a pandemia de COVID-19 agravou o sofrimento psíquico juvenil e que os efeitos sobre a geração escolar ainda não foram enfrentados. O cuidado com essa geração não é uma tarefa isolada da família, de professores sobrecarregados ou de aplicativos de meditação. Essa é uma tarefa que deveria ser realizada pelo Estado. Mas como diz o poeta Renato Russo, para esse carcomido sistema em que vivemos enquanto a juventude está perdida é mais fácil comprá-la, vendê-la, estragá-la e controlá-la [3].

A Agenda Jovem da Fiocruz divulgou o 2º Informe Saúde Mental sobre a situação da juventude brasileira trazendo novos dados sobre transtornos mentais e comportamentais em populações jovens. De acordo com o relatório, entre 2022 e 2024 ocorreram 262.606 internações no Sistema Único de Saúde (SUS) de jovens por estas razões, representando 579,5 internações para cada 100 mil habitantes. Entre jovens jovens de 20 a 29 anos, esse número sobe para 719,7 casos por 100 mil habitantes. O risco de suicídio entre os mais jovens é de 31,2/100 mil habitantes aumentando para 36,8/100 mil entre aqueles que têm entre 25 e 29 anos. No restante da população esse risco é de 24,7/100 mil habitantes. Entre homens jovens a taxa é de 48,3/100 mil e na faixa dos 25 a 29 anos aumenta para 60,4/100 mil habitantes [4].

Solução para esse desastre de mundo


Uma frase do poeta cubano José Martí resume a tarefa que toda revolucionária e todo revolucionário deve cumprir em relação às crianças e à juventude: “Para as crianças trabalhamos, porque eles são os que sabem querer, porque eles são a esperança do mundo.”


Essa esperança está na construção de um mundo novo, sem a exploração do ser humano por outro ser humano, um futuro em que cada criança possa desenvolver suas capacidades numa sociedade de novo tipo, na sociedade socialista.


Pequenas iniciativas educacionais pensadas para a coletividade, para a pessoa a serviço do bem comum são ações que podem contribuir para a realização deste trabalho. Aulas de reforço escolar, oficinas de modalidades esportivas, científicas e artísticas, gincanas, clubes do livro e de leitura, organização de passeios e excursões são alguns exemplos de atividades.


Mostrar para a juventude que o mais importante é a vida, os amigos e a luta contra esse mundo injusto. E para que isso ocorra é fundamental a sua organização no seu local de estudo, de trabalho e de moradia. Mostrar que cada um de nós é uma estrela, e assim como o Sol, gente é pra brilhar e de que iremos esculpir na áspera pedra do presente um futuro jubiloso.


E que Aloha seja sempre no sentido de um olá e não de um adeus.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS




[3] RUSSO, Renato; BONFÁ, Marcelo. Aloha. In: LEGIÃO URBANA. A Tempestade (ou O Livro dos Dias). Rio de Janeiro: EMI Music, 1996. Faixa 12.


[4] REVISTA POLI: saúde, educação e trabalho. Rio de Janeiro: EPSJV/Fiocruz, ano XVIII, n. 103, jan./fev. 2026. Disponível em: https://www.epsjv.fiocruz.br/sites/default/files/poli_103_web_1.pdf. Acesso em: [inserir data do seu acesso, ex: 20 abr. 2026].

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