Greves explodem em mais de 50 universidades do país
- Miguel Pereira
- há 1 dia
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Já são mais de 50 institutos e universidades federais (e algumas estaduais, como é o caso da UERJ) com algum setor em greve desde o início de fevereiro em todo Brasil. Essas mobilizações são fruto do movimento grevista de 2024, que se alastrou para mais de 300 instituições federais em todo país e que se encerrou com um acordo do ANDES (Sindicato nacional docente) e do governo federal, que até hoje não foi cumprido. Soma-se a isso, cortes elevados nos orçamentos das universidades e institutos, que intensificaram um processo de precarização que já vem em marcha há décadas no país.
Vamos ao cenário em algumas universidades:
USP
Em São Paulo, a principal universidade do país encontra-se com uma greve dos estudantes e servidores da universidade. Manifestação histórica na USP e Paralisação em apoio aos funcionários. A greve dos funcionários foi causada por uma bonificação concedida aos docentes (de meio Bilhão de reais) enquanto os funcionários que pediam aumento salarial foram ignorados pela reitoria. Em apoio a greve dos servidores, cerca de 104 cursos paralisaram suas atividades e decretaram a greve estudantil, que conta com manifestações e piquetes. Um dos atos contou com centenas de estudantes.
UERJ
Já no Rio de Janeiro, a UERJ está atualmente com uma greve dos 3 setores (docentes, servidores e estudantes) e possui a pauta centrada no não cumprimento de acordos tirados nas últimas paralisações e greves de 2024 e 2025, além da falta de reajuste salarial que perdura anos e devido ao constante processo de cortes no orçamento da faculdade, que vem se agravando nos últimos anos com direito a diversos escândalos de corrupção e “cargos fantasmas” que eram rotina durante o governo de Cláudio Castro. O movimento grevista começou com uma mobilizações dos professores da universidade, que acabou também culminando para que todos os outros setores fossem também engrossar esse movimento.

UFF
A Universidade Federal Fluminense se encontra novamente com um quadro de paralisação do Restaurante Universitário, devido a greve dos servidores e técnicos da universidade, que também não tiveram os reajustes prometidos após a greve de 2024, pagos. A categoria luta pela readequação salarial, pois durante a pandemia de Covid-19 eles tiveram reduções em seus salários, que nunca voltaram aos patamares anteriores a tal período. O Novo Movimento Estudantil Popular Revolucionário vem pautando a necessidade da ampliação do bandejão para outros campi, e a construção de novos restaurantes universitários nos campus do interior. Confira o vídeo publicado no Instagram do Novo MEPR:
Diversas outras universidades importantes estão em greve, como é o caso da UFRJ, UNIFESP e UNICAMP. Essas mobilizações demonstram que os estudantes, docentes e trabalhadores não vão aceitar calados o desmonte que vem sendo realizado nos últimos anos do ensino público superior. Somente no ano passado, cerca de 10% de todo orçamento para as universidades federais foi cortado.
















