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Manifestação em frente a embaixada do Irã, em Buenos Aires. Foto: Portal HispanTV
Manifestação em frente a embaixada do Irã, em Buenos Aires. Foto: Portal HispanTV

Desde o início da agressão ianque ao Irã, os interesses da entidade sionista em todo esse conflito são claros: enfraquecer seu adversário mais forte na região (Irã) e desenvolver o plano vil de Netanyahu e dos nazistas do século XXI, de consolidar o que chamam de “Grande Israel”. Esse plano, que tem como objetivo expandir seu território para quase toda a extensão da península arábica, tomando partes do Irã, Iraque, a totalidade da Síria e Líbano, além de partes do Egito, é o objetivo final dos terroristas de Israel.


O Líbano tem sido atualmente o principal alvo dos bombardeios da besta sionista, além de estar sendo vítima de uma invasão terrestre. Essa tentativa, que vem sendo combatida pelo Hezbollah, tem como objetivo anexar territórios do sul do Líbano. Utilizando sua tática genocida, sem escrúpulos, já reconhecida e aplicada em Gaza, não vem sendo raros os ataques a civis e bombardeios em regiões densamente povoadas da capital do país, Beirute. Após o anúncio do cessar-fogo entre o Irã e os EUA, Netanyahu contrariado pelo anúncio, lançou um ataque criminoso contra infraestruturas reconhecidamente civis em Beirute, que deixou 350 mortos em um intervalo de 12 horas de bombardeios. Esse crime de guerra, que se soma aos mais de 3100 mortos em ataques da entidade sionista somente em 2026, vem sendo repudiados pelas massas de todo o mundo.


Destruição em um bairro civil em Beirute, Libano. Foto: Portal Al Jazeera
Destruição em um bairro civil em Beirute, Libano. Foto: Portal Al Jazeera

Protestos na Argentina irromperam em Buenos Aires. Milhares de manifestantes foram as ruas em repúdio ao genocídio do povo libanês, contra os ataques da entidade sionistas em meio a mobilizações que já vinham ocorrendo em defesa da Palestina e contra as relações que Javier Milei, atual presidente da Argentina, com Israel. Além da Argentina, no Brasil também houveram mobilizações menores em Belo Horizonte, Brasília e São Paulo nos consulados iranianos em repúdio a agressão sionista e ianque no Líbano, Irã e Palestina.


Reportagem sobre a manifestação em apoio ao povo palestino, libanês e iraniano em Buenos Aires. Vídeo: HispanTV

No final de semana um protesto de grandes proporções em Paris, contra uma lei do Estado francês que busca criminalizar qualquer manifestação contrária a entidade sionista. Haviam diversas faixas repudiando as ações israelenses no Líbano. Essas mobilizações estão cada vez mais frequentes na capital francesa, que registrou mais de 30 protestos em defesa do povo palestino só no último mês de março, segundo o monopólio de mídia Le Monde Diplomatique.



Outro país europeu onde houveram manifestações, foi o Reino Unido. Em Londres, ao menos 500 foram presos em protestos na frente de uma das embaixadas dos sionistas, com palavras de ordem contra o genocídio palestino e libanês, e exigindo que a Inglaterra interrompa os acordos que possui com Israel, e que não ajude os EUA em toda essa agressão que vem perpetuando contra o Irã, Líbano e a Palestina.



No ano passado, como noticiado pela RRC, Israel vinha atacando o território libanês mesmo com um acordo de cessar-fogo em vigência. Mesmo em áreas onde o Hezbollah não tinha nenhuma presença. Alegaram por vezes que o Hezbollah estaria em frangalhos, sem forças para revidar. Porém, o que vimos até aqui na chamada “Guerra do Ramadã”, foi uma capacidade formidável de retaliação da resistência libanesa, que em ataque em coordenação com os ataques iranianos, têm causado baixas importantes aos sionistas e resistido como pode as tentativas de Israel de anexar grandes partes do território libanês.


O governo do Líbano, de forma criminosa, vem tentando de todas as formas ceder a entidade sionista buscando acordos com o genocida Netanyahu. O que vem se mostrando uma estratégia fadada ao fracasso, sem nenhum tipo de responsabilidade com o povo do Líbano que vem sendo massacrado. Quem de fato está a frente da resistência libanesa, é o Hezbollah, que até aqui vem liderando esforços contra Israel, e necessita ser apoiado por todas as organizações minimamente democratas de todo o mundo, como foi apontado no último texto da RRC sobre o cessar-fogo momentâneo entre o Irã e os EUA.



Atualizado: 13 de abr.


Base militar dos EUA no Iraque. Foto: Portal Al Jazeera
Base militar dos EUA no Iraque. Foto: Portal Al Jazeera

Pouco havia a ser feito por Donald Trump, após o mesmo dar um prazo de 48h para a “destruição total de toda uma civilização (do Irã)”, além de aceitar goela abaixo todas as exigências do país persa para um cessar-fogo. Seu ultimato, que não poderia ser cumprido nem que jogasse uma bomba atômica no país persa, que possui 93 milhões de habitantes e uma história milenar de resistência, demonstrou somente como a guerra até aqui tem sido uma derrota inequívoca dos imperialistas ianques. 


Essa derrota se reflete, claro, no governo iraniano forte e reunificado, nas centenas de aeronaves destruídas, nos dois F-35 abatidos, nos porta-aviões tirados de combate de forma desmoralizante, nas dezenas de bases militares no Oriente Médio que agora estão inutilizáveis, no valor do petróleo e gás natural explodindo, mas também, pelo saldo negativo político sem precedentes recentes com os outras aliados ianques naquela região. As chamadas “monarquias do golfo” sofreram danos em suas infraestruturas petrolíferas, que não serão reparadas tão cedo. O Catar, por exemplo, retomou relações diplomáticas a décadas rompidas com o Irã, a Arabia Saudita foi pelo mesmo caminho e nenhum desses países retalhou o país persa. 


Diante deste cenário catastrófico, Trump tinha duas opções: a capitulação vergonhosa ou a escalada nuclear, que traria consequências pesadas para Trump e também para os EUA como um todo. Faltando uma hora para o limite de seu ultimato, o presidente pedófilo dos EUA afirmou que havia tido um acordo para um cessar-fogo de duas semanas. Tratou de chamar de vitória a reabertura do Estreito de Ormuz (que já estava aberto e sem pedágio antes da agressão) e anunciou novas negociações para pôr fim aos bombardeios. O Irã, após algumas horas, confirmou a informação e disse que os EUA concordaram com os 10 pontos que o regime já havia colocado desde as primeiras tentativas ianques para um cessar-fogo. São eles: 


  1. Cessação completa de qualquer agressão contra o Irã e grupos de resistência aliados, retirada das forças de combate dos EUA da região 

  2. Proibição de qualquer ataque ao Irã a partir de bases e abstenção de adoção de formações de combate

  3. Passagem diária limitada de navios pelo Estreito de Ormuz por duas semanas, sob o Protocolo de Passagem Segura, sob a supervisão e regras específicas deste país.

  4. Abolição de todas as sanções primárias, secundárias e da ONU.

  5. Compensação das perdas do Irã por meio da criação de um fundo financeiro e de investimentos.

  6. Compromisso do Irã em não desenvolver armas nucleares.

  7. Reconhecimento, pelos EUA, do direito do Irã de enriquecer urânio e negociações sobre o nível de enriquecimento.

  8. Concordância do Irã em negociar tratados de paz bilaterais e multilaterais com países da região, de acordo com seus interesses.

  9. Extensão do princípio da não agressão a todos os agressores contra todos os grupos de resistência.

  10. Revogação de todas as resoluções do Conselho de Governadores e do Conselho de Segurança e ratificação de todos os compromissos na resolução oficial da ONU. 


Após tal anúncio, a entidade sionista de Israel afirmou que não havia participado das negociações pelo cessar-fogo, que o mesmo não incluía nenhum acordo para o fim das hostilidades contra o Líbano, e empreendeu o maior ataque até aqui contra o país árabe. Em 10 minutos, cerca de 300 civis morreram em ataques dos nazistas do século XXI em Beirute, capital libanesa. Esses ataques, que são parte da lógica genocida sionista de limpeza étnica e terror, foram respondidos imediatamente pelo Irã, que afirmou que o acordo previa o fim dos ataques ao Líbano e fechou novamente o Estreito de Ormuz. 


É de suma importância a defesa da soberania libanesa frente a tentativa sionista de anexação do seu território, tentativa esta que vem ocorrendo das formas mais hediondas possíveis, sem escrúpulos. O Hezbollah, parte mais importante da resistência libanesa, tem imposto baixas importantes ao exército sionista que tenta invadir o território libanês ao sul, e deve ter sua resistência apoiada por todos as organizações minimamente democratas. 


A porta-voz da Casa Branca afirmou que os EUA não haviam concordado com os termos iranianos, e que os ataques de Israel ao Líbano nada tinham haver com o acordo. Algo que foi desmentido pelo Paquistão, país que mediou o cessar-fogo, declarando que todos os 10 pontos propostos pelo Irã haviam sido acordados com os ianques. O que parece evidente, é que essas duas semanas são uma tentativa de reorganização da máquina de guerra ianque, e uma oportunidade para que mais tropas cheguem ao Oriente Médio para uma tentativa de invasão terrestre. Trump, nas mãos de Netanyahu e com sua megalomania sem fim, não aceita o resultado até aqui de sua empreitada e deve dobrar a aposta, mesmo com a desaprovação de boa parte do Pentágono. 


Essa semana, a equipe de Trump aposentou compulsoriamente o então chefe do estado maior do exército estadunidense, Randy George, que se opôs a uma tentativa de invasão terrestre do Irã. George falou que é um dos objetivos de Trump a invasão, e afirmou que os sionistas estão pressionando para que isto de fato ocorra, o que causaria perdas significativas para os ianques. Ao longo dos dias após o anúncio de cessar-fogo, pelo menos 3 pelotões com milhares de fuzileiros navais estadunidenses estão chegando ao Oriente Médio, antes mesmo da primeira reunião para discutir o fim do conflito que ocorreu neste sábado (11) em Islamabad, no Paquistão.


Foto do local da Cúpula para o cessar-fogo em Islamabad, capital do Paquistão. Foto: Agência Fars News
Foto do local da Cúpula para o cessar-fogo em Islamabad, capital do Paquistão. Foto: Agência Fars News

Do ponto de vista do Irã, essa “pausa”, também é importante pois mesmo tendo bastante êxito até aqui nos bombardeios em locais chave para desarticular o poder de resposta tanto dos EUA, quanto da entidade sionista, é obvio que existe um limite de até onde as suas capacidades podem ir. Esse tempo para reorganizar as forças e estabelecer melhor suas defesas, além de preparar mais o país para uma possível tentativa de invasão, também é valioso.


No mais, o fim do conflito para o regime agora seria uma vitória esmagadora da resistência iraniana. Pois os EUA não conseguiram seu objetivo (fim do regime, e substituição por um regime títere ou partilha do país tal como Síria, Líbia e outros) e o que ocorreu foi uma reunificação e renovação do governo iraniano, além da manutenção do seu programa nuclear. 


Foto: Agência Fars News
Foto: Agência Fars News

Ato na Avenida Francisco Bicalho. Foto: Revista Revolução Cultural
Ato na Avenida Francisco Bicalho. Foto: Revista Revolução Cultural

Nesta quinta-feira (09), logo antes do sol aparecer no horizonte, as ruas da capital carioca foram tomadas pelos professores da rede estadual e municipal, em luta. Foi o começo de um dia inteiro de manifestações, as “24 horas de mobilização pela educação” puxada pelo Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação que tinha como principal pauta o pagamento do piso salarial dos professores e a exigência de melhores condições de trabalho para os docentes, que enfrentam com uma precarização sem precedentes tanto na rede municipal, quanto na rede estadual de educação.


Também foi bastante lembrado durante o ato, os recentes escândalos envolvendo a previdência dos professores da rede estadual, processo no qual o antigo governador Cláudio Castro tem sido acusado de envolvimento.


Vídeo do ato na Avenida Francisco Bicalho. Vídeo: Revista Revolução Cultural

O protesto, que começou às 6hrs da manhã e fechou a descida da Ponte Rio-Niterói, contou com participação do Campo Classista Combativo Independente (CCCI). O Novo MEPR e o Movimento Revolucionário de Mulheres (MRM) também participaram do ato. 



O ato começou logo no início da Avenida Francisco Bicalho, e seguiu em caminhada pelo meio da rua até a Prefeitura do Rio, localizada na Cidade Nova. Foram cerca de 3km de caminhada, acompanhada sempre por uma presença ostensiva da polícia, que tentou de todas as formas desmobilizar a manifestação. Sem sucesso, só restou aos capitães do mato marcharem em volta.


Confira a fala de uma companheira do Campo Classista Combativo Independente (CCCI) ao final do ato. Vídeo: Revista Revolução Cultural

Ao longo dia, houveram outras mobilizações, como assembléias com os professores da rede municipal e estadual, na parte da tarde, e a noite foi realizada uma outra manifestação. Desta vez, o ato se concentrou em frente a Assembleia Legislativa do Rio, a ALERJ, e fechou diversas ruas no entorno da mesma, que se localiza na região central da cidade. 


Foi decidido em assembleia, que no próximo dia 05 de maio haverá uma nova paralisação, no qual será realizada uma nova manifestação em frente a ALERJ e uma nova assembleia. Neste dia, há o indicativo de discussão de entrada ou não da categoria em estado de greve.

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