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A inequívoca vitória do Irã afirma: o imperialismo é um gigante com pés de barro

Foto: Portal Tasnim
Foto: Portal Tasnim

Após diversos anúncios fakes feitos por Donald Trump, e tentativas sionistas de boicote, foi finalmente assinado pelo Irã um acordo para colocar fim ao conflito que ficou conhecido como ‘’Guerra do Ramadã’’. Este, que desde já, entra para a História como uma das maiores derrotas ianques já registradas e um exemplo claro da lição que o Presidente Mao sempre ensinou aos comunistas ‘’O imperialismo e todos os seus lacaios, são tigres de papel’’. O Irã, que fora atacado sem quaisquer justificativas, que teve seu líder político assassinado pelos ianques, impôs uma derrota militar (os EUA foram forçados a buscar um cessar-fogo devido a sua incapacidade de resposta aos revides iranianos), mas também política, que fora consumada com o tal acordo de paz, que foi afirmado sob os seguintes termos:


  1. O fim do conflito em todas as frentes, incluindo o Líbano

  2. Remoção de todas as sanções ao Irã

  3. Controle do Estreito de Ormuz

  4. US$ 300 Bilhões para a reconstrução do país

  5. A remoção de bases militares ianques no entorno do Irã

  6. Manutenção do programa de mísseis

  7. Manutenção do programa nuclear civil

  8. O Estreito de Ormuz reaberto

  9. O compromisso do Irã em não desenvolver armas nucleares


Como podemos ver, não teve nenhuma demanda imposta pelo Irã que não tenha sido atendida e ainda conseguiram impor uma ‘’multa’’ de US$300 Bilhões goela abaixo de Trump, para reconstruir as áreas destruídas na guerra, e a manutenção de seu programa nuclear civil. Esse acordo é uma prova inequívoca da vitória da resistência iraniana, que além de conseguir todas as suas demandas, ainda passou um recado claro para os imperialistas e seus lacaios sionistas na região: o Irã possui capacidade de defender a si e aos seus parceiros na região.


Mesmo as "vitórias" ianques, não são relevantes, já que o comprimisso por parte do Irã do não desenvolvimento de armas nucleares já era uma realidade antes da agressão e o Estreito de Ormuz, estava aberto sem nenhum tipo de taxa ou controle iraniano. Tratar essas condições como "vitórias'', é uma clara tentativa de amenizar a derrota ianque.


Donald Trump, o grande derrotado, embarcou em um delírio de Netanyahu, de que seria possível derrubar o governo irianiano meramente eliminando seu líder político (já no auge dos seus 86 anos), e acabou deste modo, sendo arrastado para um atoleiro que não conseguiu se livrar, até o momento em que foi obrigado a aceitar uma derrota humilhante. A RRC, desde os primeiros momentos deste cisma, colocou que os EUA não tinham condição de permanecer neste conflito por muito tempo e que o custo para Trump seria alto, tanto do ponto de vista político, quanto do econômico e militar e assim, o foi. Às portas da eleição de meio de mandato nos EUA, sua aprovação nunca esteve tão baixa e a perspectiva é que seu partido perca cadeiras importantes no congresso. O apoio das chamadas ‘’Monarquias do golfo’’ nunca estiveram tão em crise, devido ao abandono ianque em meio aos ataques contundentes da resistência iranianas as bases que estão localizadas na península arábica, levando a tais países a reabrir diálogos há décadas inexistentes com seus vizinhos persas, e no caso de países como Paquistão, Omã e Catar, até mesmo a retornar com agendas econômicas e diplomáticas. No caso da Arábia Saudita, grande parceiro econômico histórico dos EUA, há uma inédita aproximação com a China, que durante o conflito deu suporte e serviu como ponte de diplomacia entre o país árabe e o Irã.


A entidade sionista, com Benjamin Netanyahu desesperado para continuar no poder, continuam totalmente celerados em busca da sua ‘’Grande Israel’’, ainda ameaça o sul do Líbano e se recusa a cruzar os braços. Porém nunca esteve tão fraco quanto agora, que Trump fala abertamente em obrigá-los a parar com o conflito encerrando suas ajudas militares diretas e após os ataques contundentes proferidos pela resistência iraniana, libanesa e iemenita durante a guerra, que causou baixas importantes e relevante destruição de infraestrutura militar.



O Irã, que em janeiro enfrentava uma crise política aguda e com muitas contestações em torno dos aiatolás (influenciada, claro, pela CIA e pelo Mossad), agora possui um governo rejuvenescido e reunificado em torno da resistência contra a agressão imperialista, sem nem mesmo ter tido que abrir mão do sobrenome do seu líder supremo. Sua resistência e sua vitória encorajam as massas de todo mundo a se levantarem contra o imperialismo, e dão esperança para todos os povos na vitória.

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