A marcha franquista na Espanha
- Miguel Pereira
- há 4 dias
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No dia 21 de Novembro, um dia após o 50° aniversário de morte do ditador
fascista Francisco Franco, que faleceu no ano de 1975, aconteceu nas ruas de Madri uma marcha liderada pelo conhecido grupo Falange, que se outorgam os herdeiros legítimos do franquismo na Espanha, a marcha saiu da sede principal do Partido Popular, e foi até a sede dos Socialistas.
Entre os presentes estava a bisneta do ditador italiano Mussolini, Orsola Mussolini, figura conhecida no campo da extrema direita na Europa. O episódio foi fortemente criticado pela grande mídia oficial, que recorreu ao fato do parlamento espanhol, em 2007, ter proibido qualquer ato de apoio aos anos franquistas e, claro, ao próprio ditador.
Segundo o grupo do Centro de Investigação Sociológica (CIS), apenas 18% dos espanhóis classificam os anos ditadura franquista como “muito bom” e “bom” sendo 4,5%. Além disso, 17,3 % das mais de 4.000 pessoas aferidas para a amostragem consideram o sistema democrático atual pior, o CSI ainda não tinha o registro oficial de números como esses entre os jovens.
Os anos do Terror Branco (1936 - 1979), além das perseguições e assassinatos políticos, teve como marca a crise econômica que se instaurou no país, e como solução acordou a negociação com os norte-americanos que pagaram alguns milhões de dólares por bases militares espanholas. Os anos de Francisco Franco acabaram com a sua morte, sendo substituído pelo Rei Juan Carlos I.
Todos esses acontecimentos que temos visto na Espanha, não são isolados, pois estão acontecendo na Itália, com uma recente onda crescente anti-imigrante, e vale lembrar que na manifestação do dia 21 e em outras manifestações até mais macabras, acompanhadas de tochas de fogo, roupas e símbolos nazistas, com grandes faixas exigiam a expulsão dos imigrantes, inclusive, alguns grupos franquistas chegaram a marchar em bairros conhecidos pela grande população de imigrantes, chegando a invadir casas e comércios.
Os acontecimentos mostram o peso da questão nacional, e a importância que os revolucionários devem dar a resolução de todas as contradições, e afirmar isso é importante. Ainda mais em momentos políticos tensos como em que dá sinais claros de que a paz social, è apenas relativa, e esta paz construída diante de escombros fascistas, com um povo que não viu seus algozes pagarem pelos seus crimes, como no caso da Espanha que os ditadores franquistas ganharam anistia geral, essa suposta paz, sempre irá demonstrar suas rachaduras, que em momentos de grandes fricções serão escancaradas.






