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Camponeses são vítimas de ataques químicos de latifundiários no Maranhão

Mapa dos territórios do Maranhão atingidos por pulverização aérea de agrotóxicos. Fonte: LEPENG
Mapa dos territórios do Maranhão atingidos por pulverização aérea de agrotóxicos. Fonte: LEPENG

A utilização de agrotóxico como arma não é algo novo, existem relatos datados de 2015 com o uso de aeronaves porém nos últimos 5 anos a situação se tornou alarmante; em 2024 cerca de 85% dos casos desse tipo de ataque se concentraram no Maranhão.


Em 2021, foi estabelecida uma lei no estado para tentar frear essa prática, nomeada de Lei Zé de Doca, liderança camponesa assassinada em disputas de terras, porém de nada adiantou e é um exemplo de como funciona e a quem serve o judiciário brasileiro.


O termo “guerra química” se popularizou justamente pela forma que os latifundiários adotaram para realizar os ataques, utilizando da tecnologia de drones para despejar os venenos propositalmente sob casas, roças de subsistência e fontes d'água.


As comunidades nos municípios de Tuntum, Buriti e Acari já registraram sintomas recorrentes devido ao uso de químico como arma, são eles; 


  • Coceiras e queimaduras por todo o corpo.

  • Problemas respiratórios e tontura.

  • Contaminação de igarapés e redes de sustentos, matando peixes e contaminando lençois freáticos.


Essa prática comumente leva à morte ou sequelas graves de crianças e idosos, algo que dificilmente é retratado na grande mídia burguesa ou investigado pelas autoridades, alguns casos conhecidos são de duas crianças.


  • Em 2023, uma criança de 2 anos da comunidade quilombola de Cocalinho, lideranças locais e a comissão pastoral da terra atribuíram a morte a problemas respiratórios agudos após uma “chuva de veneno” atingir a comunidade.


  • Em 2021 na região de Buriti um caso ganhou repercussão nacional, André um menino de 7 anos teve o corpo coberto de feridas e queimaduras químicas após ser banhado por drone de pulverização, embora tenha sobrevivido carrega marcas e sequelas para a vida toda.


Além das mortes imediatas, o uso dessa prática deixa um rastro de destruição e morte, há diversos relatos de abortos espontâneos, malformação fetal e câncer, esses dados foram levantados em comunidades “ilhadas” do Baixo Parnaíba.


Existem nomes por trás desses crimes que muitas vezes não são citados em denúncias, a maioria são latifundiários da região com uma extensa lista de crimes, iremos citar alguns deles.


Gabriel Introvini da região de Buriti, já foi identificado e multado no valor supérfluo de R$ 273 mil após o caso do André, criança que teve o corpo queimado.


Grupo Maratá; um império alimentício que controla a região e já foi alvo até de jornais renomados como o The Intercept, que investigou e denunciou o grupo por uso de métodos violentos na região de Timbira, além do uso de venenos o grupo mantinha uma “milícia rural” para expulsar e confrontar famílias.


Danilo Abdala foi denunciado em 2024 também na região de Timbira, camponeses denunciam o despejo de veneno por parte do empresário enquanto colhiam roças de arroz para a subsistência. 










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