EUA rompe acordo de cessar-fogo e bombardeia Irã por dois dias.
- Viviane Carvalho

- há 1 dia
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As violações do cessar-fogo promovidas pelos Estados Unidos contra o Irã entrou em uma nova fase nesta semana, com dois dias consecutivos de bombardeios contra o país. O ataque, conduzida pelo Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), atingiu mais de 170 alvos militares iranianos em apenas 48 horas e provocou mortes, feridos, em resposta, Irã atacou duas bases militares ianques.
A sequência dos acontecimentos começou após o Irã atacar 3 embarcações que desrespeitaram os acordos de controle no Estreito de Ormuz. Em resposta, o presidente Donald Trump declarou que a trégua estava encerrada e autorizou uma ampla campanha de ataques contra o território iraniano. O governo iraniano, por sua vez, rejeita a versão de Washington e responsabiliza os Estados Unidos pela ruptura do entendimento diplomático ao realizar operações navais com destroieres americanos no Estreito.
Na noite de terça-feira (7), o CENTCOM lançou a primeira onda de bombardeios, atingindo aproximadamente 80 alvos militares. Segundo os militares norte-americanos, foram atacados sistemas de defesa aérea, centros de comando, radares costeiros, capacidades de mísseis antinavio e mais de 60 pequenas embarcações da Guarda Revolucionária. A mídia estatal iraniana informou que oito militares das forças aérea e naval morreram nas cidades de Bandar Abbas e Bushehr.
Poucas horas depois, já na quarta-feira (8), os Estados Unidos ampliaram significativamente a operação militar. Uma nova rodada de ataques atingiu cerca de 90 alvos ao longo da costa iraniana, incluindo sistemas de defesa aérea, estruturas de vigilância, depósitos de mísseis e drones, infraestrutura logística e instalações navais. Segundo autoridades americanas, o objetivo seria reduzir a capacidade do Irã de atuar no Estreito de Ormuz, direito conquistado pela sua vitória contra os EUA nos últimos meses.
As consequências para a população iraniana começaram a aparecer ainda durante a ofensiva. De acordo com o vice-governador da província de Khuzestan, Valiollah Hayati, ao menos três pessoas morreram e várias ficaram feridas em um ataque nos arredores da cidade de Ahvaz. O Ministério da Saúde iraniano também informou que, somando os dois dias de bombardeios, pelo menos 14 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas, a maior parte militares, embora também tenham sido registrados impactos em áreas próximas a centros urbanos.
Em resposta aos ataques, a Guarda Revolucionária anunciou novas ações contra instalações militares norte-americanas na região e assumiu ataques contra bases ligadas aos Estados Unidos no Bahrein e no Kuwait, direito de legítima defesa diante da ofensiva norte-americana.






