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India - Luta contra o oportunismo-liquidacionismo-revisionismo!

Nota da Revista: Publicamos artigo importante sobre a luta atual contra o liquidacionismo na Índia feito pela organização estudantil Bhagat Singh Chhatra Ekta Manch. Ela foi inicialmente publicada pelo https://jal-jangal-jameen-usa.org/2026/07/30/bscem-remembering-the-martyrdom-of-comrade-charu-majumdar/.


Estamos republicando uma declaração do Bhagat Singh Chhatra Ekta Manch, em homenagem a Charu Majumdar, o revolucionário indiano que, em 1967, reiniciou a luta armada na Índia sob liderança comunista. Tendo o marxismo-leninismo-maoismo como guia, ele liderou a luta de Naxalbari e delineou o caminho para a revolução na Índia, uma revolução que continua até os dias de hoje. É por essa razão que a semana seguinte ao seu martírio, em 28 de julho de 1972, é atualmente celebrada como a Semana dos Mártires.


No momento atual, os revolucionários indianos enfrentam uma intensa repressão e ataques de todos os lados. Apesar disso, camaradas genuínos persistem na luta para preservar as forças subjetivas e garantir a continuidade da Revolução Indiana. Como parte desse processo, elementos liquidacionistas, revisionistas e oportunistas dentro do movimento estão sendo eliminados pouco a pouco. Os camaradas da bsCEM estão criticando Vishwavijay e Seema Azad, dois ex-revolucionários que abandonaram a luta por vários anos e buscaram liquidar o máximo possível e destruir as linhas políticas do Partido em benefício de seus objetivos individualistas. No entanto, como proclamou a bsCEM:


A política revolucionária não pode ser reduzida a personalidades, amizades ou associações de longa data. As massas devem aprender a avaliar as posições políticas com base em seu conteúdo de classe e em suas consequências práticas. Também devemos rejeitar a tendência de transformar divergências políticas em disputas pessoais. O movimento revolucionário não deve depender de cultos à personalidade nem reduzir a crítica política a ataques pessoais. Ao mesmo tempo, a crítica política não pode ser silenciada acusando todo crítico de ser motivado por hostilidade pessoal. A abordagem correta é examinar a linha política.


Foi o Presidente Mao quem disse: “a correção ou incorreção da linha ideológica e política decide tudo”. Nós, da Jal-Jangal-Jameen, afirmamos essa verdade e conclamamos todos os trabalhadores e oprimidos genuínos da Índia e do exterior a defender o Partido Comunista da Índia (Maoista) e a Revolução de Nova Democracia contra todos os ataques. Aproveitaremos esta Semana dos Mártires para lembrar nossos mártires e reafirmar nossos princípios de luta pela revolução. O sangue dos guerreiros do povo que tombaram nutrirá a guerra popular!


DESMASCARAR E ISOLAR VISHWAVIJAY E SEEMA AZAD!


LUTAR CONTRA O OPORTUNISMO-LIQUIDACIONISMO-REVISIONISMO!


AVANÇAR A CAUSA DA REVOLUÇÃO DE NOVA DEMOCRACIA!


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O camarada Charu Majumdar permanece como um dos maiores líderes comunistas do mundo. Em uma época em que o revisionismo havia reduzido o movimento comunista na Índia à colaboração de classes, ele defendeu destemidamente o marxismo-leninismo-maoismo e reacendeu o caminho da guerra popular por meio do estrondo de Naxalbari. Ele nos ensinou que a revolução não pode ser implorada às classes exploradoras, nem conquistada por meio de eleições, mas deve ser tomada pelas massas armadas sob a liderança de um verdadeiro partido comunista. Sua luta incansável contra o oportunismo, sua insistência na pureza ideológica e sua confiança inabalável no potencial revolucionário dos camponeses mais pobres continuam a iluminar o caminho da revolução na Índia. Embora o Estado reacionário indiano o tenha capturado e assassinado sob custódia, jamais conseguiu enterrar sua política. Seu sangue alimentou o movimento revolucionário, e seu legado vive em cada luta que ousa desafiar o imperialismo, o feudalismo e o capitalismo burocrático comprador. Honrar o martírio do camarada Charu Majumdar não significa cultuar um indivíduo, mas levar adiante a linha revolucionária pela qual ele viveu, lutou e deu sua vida.


Charu Majumdar e inúmeros mártires deram suas vidas a serviço do povo. Eles lutaram contra ataques das forças reacionárias, tanto dentro quanto fora do movimento revolucionário. Ao prestar homenagem aos mártires, também precisamos fortalecer a luta contra o oportunismo-liquidacionismo-revisionismo, que aflige o movimento revolucionário internamente. Somente fortalecendo essa luta poderemos avançar a causa da revolução.


DESMASCARAR O OPORTUNISMO-LIQUIDACIONISMO-REVISIONISMO DE VISHWAVIJAY-SEEMA AZAD


O movimento revolucionário na Índia enfrentou não apenas a repressão externa direta do Estado dominante, mas também ataques ideológicos e políticos vindos de dentro do campo revolucionário. A história demonstra que, sempre que forças revolucionárias enfrentam períodos de repressão, reveses e retiradas temporárias, a questão da linha política torna-se decisiva. É precisamente durante esses períodos que tendências oportunistas emergem com força, buscando substituir a firmeza revolucionária por compromisso, pessimismo e acomodação.


Hoje, o movimento revolucionário está diante de uma intensa ofensiva das classes dominantes reacionárias. As massas revolucionárias e suas organizações enfrentam repressão militar, prisões, vigilância e tentativas de infiltração. Nessas circunstâncias, a tarefa dos revolucionários é defender firmemente os princípios revolucionários, aprofundar sua compreensão, fortalecer-se e aprender tanto com os sucessos quanto com os fracassos.


É nesse contexto que devemos examinar criticamente as posições políticas defendidas por Vishwavijay e Seema Azad.


Sua atual trajetória política representa um sério afastamento da linha política revolucionária baseada no marxismo-leninismo-maoismo. Suas posições, em vez de contribuírem para o fortalecimento da organização revolucionária, criaram confusão quanto à necessidade da política revolucionária, da organização e dos métodos de luta.


A questão diante dos revolucionários, portanto, não é de lealdade pessoal ou de relações individuais. É uma questão de linha política. Uma pessoa não pode ser julgada exclusivamente com base em suas contribuições passadas. A história revolucionária contém numerosos exemplos de indivíduos que deram contribuições importantes em determinada etapa de suas vidas políticas, mas posteriormente abandonaram os princípios revolucionários. O que importa é a linha política que a pessoa defende e pratica hoje. Portanto, o argumento de que alguém não pode ser criticado porque contribuiu para o movimento revolucionário durante muitos anos é fundamentalmente equivocado. A política revolucionária exige autocrítica contínua, luta ideológica e correção. Contribuições passadas não podem proporcionar imunidade permanente à crítica política.


Sob o pretexto de combater um suposto “desvio de esquerda”, eles propagaram uma linha de direita oportunista que rejeitava a necessidade de manter um Partido clandestino, menosprezava a centralidade da guerra popular prolongada e buscava substituir a política revolucionária pelo legalismo e pelo reformismo. Eles atacaram sistematicamente o centralismo democrático, estimularam a indisciplina organizativa e promoveram métodos faccionais ao organizar secretamente uma camarilha antipartidária enquanto mantinham uma aparência enganosa de unidade. Sua propagação de concepções liberal-burguesas, incluindo a elevação do individualismo acima da disciplina proletária e a promoção de posições políticas contrárias à moral comunista, representou um ataque ideológico ao marxismo-leninismo-maoismo. Suas atividades fomentaram a confusão, enfraqueceram a coesão organizativa e objetivamente serviram aos interesses do revisionismo e do inimigo de classe.


A história do movimento comunista internacional ensina que o oportunismo e o liquidacionismo frequentemente emergem com maior força durante períodos de retrocessos políticos. As posições defendidas por Vishwavijay e Seema Azad são as mesmas defendidas por traidores como Sonu, Devji e Balraj.


Embora nominalmente Vishwavijay e Seema afirmem ser contrários a esses traidores, estão criando confusões semelhantes e realizando atividades liquidacionistas. Seu conteúdo e sua colaboração de classe são os mesmos, não importa com que eloquência consigam defendê-los. Quando a repressão se intensifica e as forças revolucionárias enfrentam reveses temporários, alguns começam a questionar os próprios princípios que orientaram o movimento revolucionário.


Em vez de analisar as condições objetivas e identificar as causas dos reveses, eles buscam um caminho mais fácil. A organização revolucionária é apresentada como desnecessária. A disciplina é apresentada como autoritarismo. O centralismo democrático é reduzido a controle burocrático. O trabalho clandestino é descartado sem uma análise concreta das condições que o tornam necessário. Essas tendências devem ser enfrentadas por meio da luta ideológica e política. O movimento revolucionário não pode ser construído sobre preferências individuais, conforto pessoal ou aspirações pequeno-burguesas. A revolução exige que os interesses individuais sejam subordinados aos interesses coletivos das massas e da causa revolucionária.


Eles apresentaram o centralismo democrático como inerentemente opressivo e a disciplina revolucionária como algo imposto mecanicamente de cima para baixo.


Tal compreensão distorce a própria essência do centralismo democrático. O centralismo democrático combina discussão coletiva e participação democrática com unidade na ação. Sem democracia, o centralismo degenera em burocratismo. Sem centralismo, a democracia pode transformar-se em fragmentação e individualismo. A organização revolucionária deve, portanto, manter a unidade dialética de ambos. Mao Zedong enfatizou a relação entre democracia e centralismo, liberdade e disciplina, como dois aspectos de um todo unificado. Nenhum deles pode ser mecanicamente separado do outro.


Uma organização revolucionária não pode funcionar de acordo com os desejos individuais de seus membros. Tampouco as diferenças políticas podem ser resolvidas por meio de campanhas pessoais, mobilização nas redes sociais ou criação de grupos de pressão concorrentes. As divergências devem ser enfrentadas por meio de uma luta ideológica e política baseada em princípios.


O método da luta de duas linhas existe precisamente porque as contradições surgem inevitavelmente em todos os lugares. O objetivo dessa luta é distinguir as linhas políticas corretas das incorretas, fortalecer a unidade sobre uma base de princípios e avançar a prática revolucionária.


Abandonar esse método e, em seu lugar, personalizar as diferenças políticas significa enfraquecer o movimento revolucionário. A experiência do movimento comunista internacional demonstra os perigos do liquidacionismo. Sempre que forças revolucionárias enfrentam repressão, surgem tendências liquidacionistas que defendem que as estruturas revolucionárias devem ser abandonadas, que a linha política deve ser diluída e que a organização revolucionária deve recuar para formas mais aceitáveis pelo sistema existente.


Essas tendências podem se apresentar como “realistas”, “práticas” ou “modernas”. Mas a política revolucionária não pode ser determinada pelo que é mais confortável ou apresenta menos riscos. A questão não é quando o trabalho revolucionário é difícil. A questão é como os revolucionários respondem a condições difíceis.


Se a repressão aumenta, as forças revolucionárias devem desenvolver métodos adequados de funcionamento. Se o inimigo intensifica a vigilância, os revolucionários devem adaptar seus métodos organizativos. Se o Estado tenta destruir as estruturas revolucionárias, a resposta não pode ser simplesmente abandonar essas estruturas.


Algumas confusões também levaram à defesa de Vishwavijay e Seema Azad por meio da descrição de suas posições políticas como sendo apenas resultado de “confusão”. Mas as posições políticas não podem ser avaliadas exclusivamente pelas intenções subjetivas dos indivíduos.


A confusão, quando realmente existe, deve ser resolvida por meio da luta ideológica, da crítica e da autocrítica. Um revolucionário que reconhece um erro deve estar disposto a examiná-lo e corrigi-lo. A verdadeira questão, portanto, não é se alguém está “confuso”. É se essa pessoa está disposta a participar de uma luta política baseada em princípios para superar ideias incorretas. Existe uma diferença fundamental entre cometer um erro e defender uma linha política incorreta.


A política revolucionária não pode ser reduzida a personalidades, amizades ou associações de longa data. As massas devem aprender a avaliar as posições políticas com base em seu conteúdo de classe e em suas consequências práticas. Também devemos rejeitar a tendência de transformar divergências políticas em disputas pessoais. O movimento revolucionário não deve depender de cultos à personalidade nem reduzir a crítica política a ataques pessoais. Ao mesmo tempo, a crítica política não pode ser silenciada acusando todo crítico de ser motivado por hostilidade pessoal. A abordagem correta é examinar a linha política.


A quais interesses de classe determinada posição serve? Ela fortalece ou enfraquece a organização revolucionária? Ela faz avançar ou recuar o objetivo revolucionário?


O movimento revolucionário é a aplicação do marxismo-leninismo-maoismo às condições concretas, a luta ideológica constante, o trabalho de massas, a crítica e a autocrítica e uma organização revolucionária disciplinada. Convocamos todos os revolucionários, estudantes, trabalhadores, intelectuais e forças democráticas a estudar essas questões políticas com seriedade e espírito crítico. Rejeitemos a política do oportunismo, do liquidacionismo e do revisionismo, ao mesmo tempo em que defendemos os princípios revolucionários do marxismo-leninismo-maoismo.


DESMASCARAR E ISOLAR VISHWAVIJAY E SEEMA AZAD!


LUTAR CONTRA O OPORTUNISMO-LIQUIDACIONISMO-REVISIONISMO!


AVANÇAR A CAUSA DA REVOLUÇÃO DE NOVA DEMOCRACIA!

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