Memórias que Exigem Justiçae Continuidade da Luta
- Gerson Lima

- há 21 horas
- 4 min de leitura

Vídeo (Instagram @ocupememorial) - trechos do documentário - Arnaldo, Combatente Guerrilheiro
Com grande emoção, foi assistido o documentário "ARNALDO, COMBATENTE GUERRILHEIRO", exibido, no último dia 26 de março, nas dependências do hoje Memorial dos Direitos Humanos Ocupado (prédio onde durante a ditadura militar funcionava os infames "Doi-Codi" (ligado ao Exército) e o "Departamento (estadual) de Ordem Política e Social" (DOPS), antigo centro de torturas e assassinatos, localizado no centro da capital mineira, à avenida Afonso Pena, 2.351.
O filme retrata o período da ditadura militar e foca na vida e luta de um jovem, ARNALDO CARDOSO ROCHA, estudante secundarista do Cefet-MG que, como vários outros jovens, assumiu a resistência armada contra a ditadura fascista. Militando na Ação Libertadora Nacional - ALN, Arnaldo se deslocou para várias regiões do Brasil, lutou por liberdade, justiça e igualdade; desempenhou e comandou diversas ações de combate ao regime antipovo. Aos 23 anos de idade, foi preso, barbaramente torturado e assassinado.
Sua companheira de vida e militância, a carioca Iara Xavier Pereira, é a principal organizadora do filme. Ela começou a militância aos 16 anos, em 1967, na ALN. Foi secundarista no Colégio Pedro II e a voz por trás das transmissões da clandestina "Rádio Libertadora, que divulgava as mensagens de Carlos Marighela, líder da ALN, contra a ditadura militar e o imperialismo norte-americano.
O documentário mostra a saga de Iara por levantar as circunstâncias da morte de Arnaldo e outros dois companheiros da ALN, ocorrida no dia 15 de março de 1973, na capital paulista. Seu corpo autopsiado, anos depois, traz comprovações que Arnaldo foi ferido e depois assassinado sob tortura; traz as marcas de disparos simétricos, em pontos não letais, efetuados com objetivo de causar grande sofrimento, o que demonstra a covardia dos assassinos do regime militar, e disparos fatais no crânio.

As atrozes torturas, desaparecimentos e assassinatos de militantes políticos, como o de Arnaldo Cardoso Rocha, perpetradas pelo regime militar fascista e seus mentores, grandes empresários e o imperialismo ianque, seguem pendentes de punição e justiça. Como também todos outros crimes de repressão aos pobres, operários, estudantes, camponeses, etc., arrocho salarial, a entrega do país aos conglomerados estrangeiros, principalmente o Estados Unidos, etc.

Coordenando a exibição, além de Iara Xavier, estiveram Gilney Viana, ex-preso político, também roteirista do filme, Ricardo Apgaua, ex-exilado e companheiro de militância, e uma irmã de Arnaldo. Na plateia, outro irmão de Arnaldo, companheiros de militância da ALN e de outras organizações e estudantes do Cefet. Em meio a emocionantes intervenções, o representante da Revista Revolução Cultural, também apresentou homenagem a luta de Arnaldo Cardoso Rocha e todos heroicos combatentes contra a ditadura militar, fez um paralelo dessa resistência com a luta desenvolvida pelo Povo Advasi e os Naxalistas na Índia, o repúdio a genocida Operação "Kagaar" do estado indiano fascista de Narendha Modi, e a perseguição e execuções de militantes do Partido Comunista da Índia (maoísta); apresentou seu respeito e carinho aos familiares e concluiu ressaltando a necessidade de enfrentar as atuais agressões e crimes do imperialismo, e que, Arnaldo vive na luta, que continua!
O ex-preso político, Pedro Teixeira, ressaltou a necessidade da maior divulgação da absurda situação do atual preso político, o jovem brasileiro Lucas Passos Lima, encarcerado há mais de dois anos e 4 meses, no presídio de Guarulhos, em São Paulo. Lucas foi preso pela PF em 07 de novembro de 2023, quando desembarcava no aeroporto de Guarulhos de uma viagem de volta do Líbano, sob as falsas acusações de suposta preparação de atos terroristas no Brasil e vinculação ao Hesbollah, partido político que desenvolve uma decidida resistência contra as agressões criminosas e ocupação colonial da entidade sionista “israel” e Estados Unidos, esses sim, terroristas. A prisão e posterior condenação de Lucas Passos aconteceu devido a uma conspiração do Mossad e FBI e a total submissão da Polícia Federal, judiciário e governo brasileiro aos ditames sionistas/imperialistas. A campanha pela liberdade de Lucas Passos tem de ser abraçada por todo movimento social e desenvolvida com vigor, afirmou Pedro
Dia 1° de abril – “ATO EM REPÚDIO AO GOLPE DE 1964, COMEMORAÇÃO DE 1 ANO DE REABERTURA e FUNDAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO DO MEMORIAL OCUPADO”
No próximo dia 1º de abril, em Belo Horizonte, o Memorial dos Direitos Humanos Ocupado convida para o grande “ato em repúdio ao Golpe de 1964 e em comemoração ao primeiro ano de ocupação e reabertura do edifício”. No mesmo dia, será também fundada a Associação do Memorial Ocupado.
Ocupado pelos movimentos sociais, no dia 1º de abril de 2025, e reaberto para a população, o prédio já recebeu mais de 8 mil pessoas em visitas mediadas e cerca de 20 mil nas atividades como um todo, informa a coordenação do Memorial. Na página https://www.instagram.com/ocupeomemorial pode ser acessado formulário para inscrição de visitas ao Memorial e também a forma de se solidarizar com a Ocupação com contribuições e/ou a doação de alimentos e itens de higiene e limpeza. A Ocupação é mantida através da escala de revezamento de ativistas. “A luta por memória é coletiva. A solidariedade mantém o Memorial aberto para todos! ”
Os 62 anos do golpe militar-fascista de 1964 e a tentativa frustrada de reedição o golpe em 2022 pelos fascistas Jair Bolsonaro, generais Braga Netto, Augusto Heleno, Mario Fernandes e outros, denominada de “Punhal Verde Amarelo”, mostra que as bestas nazistas continuam atuando e precisam ser definitivamente derrotadas. Escandalosamente, o fascista Bolsonaro, que gozava de todas benesses no Presídio da Papudinha, foi agora premiado com prisão domiciliar enquanto milhares de brasileiros, doentes, gente simples do povo, continuam amargando as terríveis condições carcerárias. É necessário a conquista de uma democracia de verdade no país e não essa falsa democracia do capital financeiro, dos bilionários, dos políticos degenerados e do dólar.







