MG: 'Demarca já', o grito de luta também ecoou em BH no Ato Pela Vida Dos Povos Indígenas

Soberania das nossas terras e demarcação dos territórios já! Lula, demarca já! Fora mineradoras das terras indígenas!
Integrantes dos Povos Originários, lideranças paramentadas com seus cocares de luta, junto com movimentos sociais, lideranças e apoiadores da causa indígena expressaram o seu protesto contra as perseguições, assassinatos, queimadas e roubo de suas terras. O protesto ocorreu na área central de Belo Horizonte, quarta-feira, dia 4 de novembro. O eco desse protesto na capital mineira uniu-se à mobilização nacional que cobra celeridade e a assinatura imediata de homologações territoriais pelo governo federal. Demarca já!" foi o grito central da manifestação na capital mineira. O eco desse protesto uniu-se à mobilização nacional que cobra celeridade e a assinatura imediata de homologações territoriais pelo governo federal.
O ato público saiu da Praça 7 até a Praça da Estação, denunciando os impactos da falta de regularização das terras e cobrando proteção jurídica e física para as comunidades indígenas, com destaque para a urgência da situação do povo Maxakali em Minas Gerais. Assinatura dos Decretos: Exigência para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assine a homologação de 73 Terras Indígenas já declaradas e com limites definidos, travadas aguardando a assinatura presidencial. O protesto também foi contra o avanço de conflitos territoriais, do desmatamento, da grilagem e do garimpo ilegal. Os manifestantes citaram o balanço do Cimi apontando um aumento de 22% nos assassinatos de indígenas em 2025 em comparação com o ano anterior.
O ato também teve uma arrecadação de mudas e sementes nativas para ajudar na recuperação das florestas de comunidades afetadas por queimadas recentes, com destaque para a situação do povo Maxakali, que teve cerca de 65% de seu território devastado pelo fogo , Foi feita manifestação explícita de oposição à tese do Marco Temporal e contra propostas como a PEC 48/2023. Os movimentos enfatizam que, passadas as mobilizações eleitorais e antifascistas de outubro, a pauta da demarcação de territórios originários precisa avançar com ações práticas imediatas do Poder Executivo.
Uma grande faixa “Fora mineração das terras indígenas” se destacou, à frente da passeata. “O Rio Doce sangra, o Povo Puri resiste” foi outra grande faixa, sustentada por mulheres, dentre as inúmeras manifestações. A principal pauta foi a demarcação de terras indígenas, e a necessidade de pressionar o governo Lula para que se cumpra esse compromisso que foi feito ainda na época da constituinte, em 1988
Outra pauta prioritária é a de responsabilização de mineradoras pelo rompimento de barragens, tanto na bacia do rio doce quanto na bacia do Rio Paraopeba, que atingiram aldeias indígenas de uma forma brutal. Na bacia do Rio Paraopeba, próxima a Belo Horizonte, a aldeia Naô Xohã foi atingida diretamente. O cacique Merong, que era uma voz ativa contra a mineradora Vale, foi brutalmente assassinado, e a sua morte foi forjada pelos criminosos como suicídio. Vale ressaltar que a aldeia Naô Xohã fica dentro de terras usurpadas pela gananciosa e inescrupulosa mineradora transnacional Vale
Lideranças indígenas resgataram a história de lutas e embates contra a Vale do Cacique Merong e seu Povo Pataxó Hãhãhãe, Ainda está em aberto a investigação do assassinato do Cacique Merong e fazer com que os criminosos sejam punidos. A aldeia exige a reconstruição de sua escola, que está em situação muito precária e o resgate da memória de seu destemido Líder.
O exercito vermelho dos Povos Originários vêm ocupando as ruas de diversas regiões do Brasil e de forma muito massiva no norte do país, Durante as eleições foram muito vigorosos as passeatas e atos organizados pelos irmãos Povos Originários. Em Santarém, Pará, foram centenas e centenas que ocuparam as ruas da cidade pintados de vermelho com seus cantos de luta e com suas bandeiras.
A bandeira da solidariedade percorre o Brasil. Aos bravos Guerreiros dos Povos Originários foi transmitida a saudação e a mensagem: “Recebam o afetuoso e forte abraço de todos Companheiros(as) da Revista Revolução Cultural Nossos Irmãos Donos destas Terras da Pindorama!!! Pelos Direitos dos Povos Originários! Severa punição aos criminosos que atentam covardemente contra suas Vidas, Terras, Florestas , Rios, Cultura e Religiosidade! Demarcação e Autodeterminação!!!







