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Carro do BOPE apontando fuzis para moradores da Gardênia. Foto: Jornal Odia
Carro do BOPE apontando fuzis para moradores da Gardênia. Foto: Jornal Odia

Na manhã desta segunda-feira (27) uma operação policial na localidade da Gardênia Azul na capital do Rio de Janeiro resultou em fechamentos de vias, protestos e trocas de tiros. A prisão de um homem durante a operação, que é chamado de ‘’Bacurau’’, que seria um dos chefes do Comando Vermelho na região, só colocou mais combustível em um conflito que se arrasta por semanas entre o Comando Vermelho e o Terceiro Comando Puro/Milícia pelo controle da comunidade.


Policiais tentando retirar um ônibus que foi colocado como barricada. Vídeo: Núcleo RRC do Rio de Janeiro

Em retaliação à prisão, diversas vias foram fechadas com a utilização de onibus cruzados na pista como um bloqueio e barricadas foram postas em chamas. Durante todo o dia os trabalhadores estavam sendo expostos ao confronto, com risco de serem atingidos por simplesmente estarem andando na rua, com o transporte público paralisado. Ônibus foram abordados por traficantes e policiais portando fuzis em motos e carros, algo nunca antes visto nesta ação, por pouco confrontos não eclodiram devido a tensão no local.


Policial apontando fuzil em direção a uma avenida em pleno horário comercial. Vídeo: Núcleo RRC Rio de Janeiro

A situação somente se normalizou ao fim da tarde, com o fim dos bloqueios e das barricadas em chamas. Porém o conflito pelo controle da Gardênia e comunidades vizinhas continua, sem qualquer interferência do Estado que não seja para inflamar ainda mais os confrontos. O Núcleo da RRC no Rio esteve presente na região para cobrir todos esses fatos e em breve traremos atualizações

Foto: AFP
Foto: AFP

Protestos massivos irromperam na Índia nas últimas três semanas, em meio a uma grande escalada de rejeição ao regime brahmare fascista de Narendra Modi. As mobilizações populares tiveram início logo após diversos vazamentos de vestibulares e outras provas importantes, os estudantes saíram às ruas pedindo o fim deste novo sistema e a renúncia do ministro da educação, Dharmendra Pradhan.


Os protestos tomaram as ruas da capital, Nova Délhi, e várias outras cidades importantes do país. Houveram centenas de prisões e detenções, muitas delas arbitrárias e impostas por um modelo de IA sionista, que estava atuando nos protestos com a desculpa de que para reconhecer os ‘’baderneiros’’, mas na prática é um modelo sem padrão definido e retira as pessoas de forma aleatória. Para além disso, esse sistema também armazena dados e cruza informações públicas de redes sociais para traçar perfis psicológicos detalhados para a polícia, como informou a Agência de Notícias Reuters e vem sendo relatado pelos ativistas nas redes sociais.



Nas fotos acima, publicadas pela Reuters, podemos ver o equipamento sionista nos protestos


Tais atos de rua foram chamados por uma organização que se autodenomina ‘’Partido das Baratas’’ (CJP em inglês, como eles vem se chamando), que foi criado por jovens ativistas como uma tentativa democrática de se empreender uma oposição ao regime de Modi e seu nome se utiliza de uma expressão local para ironizar Modi. Acuado pelos protestos e a pressão política imposta por estes, foi anunciado na manhã deste domingo (26) a renúncia do ministro da educação indiano e o desenvolvimento de um projeto para renovar todo o sistema de vestibulares e exames nacionais. Esse projeto, no entanto, será comandado por um ‘’influencer da educação’’ que detém uma empresa que produz uma espécie de software de educação e possui a maior parte deste mercado na Índia. Hoje (27) foi anunciado pelo CJP o fim dos protestos, o que é estranho, visto que a solução dada por Modi está longe do que seria efetivamente uma mudança.


Para além das pautas, os grandiosos protestos que ocorreram são uma mostra clara de que a insatisfação com o regime de Modi e o Estado fascista indiano como tudo tem se alastrado entre as camadas mais pobres e jovens da Índia. A perseguição sem escrúpulos ao Partido Comunista da Índia (Maoísta) e o consequente genocídio dos povos advasis no decurso, além das ligações estreitas com os sionistas e imperialistas ianques, tem cobrado o seu preço.


Devemos enquanto internacionalistas, apoiar fortemente os protestos contra Modi na Índia e continuar, de forma militante, nosso apoio incondicional aos camaradas do PCI (M) na continuidade de sua Guerra Popular, pois sua vitória é que de fato iria garantir a libertação verdadeira da Índia do julgo do imperialismo e do capital.


Na manhã desta quinta-feira, 23 de julho de 2026, a população da capital paulista vivenciou e assistiu horrorizada às falhas das linhas recém-privatizadas pela Trívia Trens (Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade). Em especial na Linha 12-Safira, a população foi novamente vítima de um modelo que coloca o lucro acima da vida: um vagão do trem pegou fogo após uma descarga elétrica, obrigando passageiros a abandonarem a composição e caminharem pelos trilhos no escuro, sob o frio, sem qualquer segurança e usando a lanterna do próprio celular para enxergar o caminho em meio ao desespero.


Momento em que o Trem começa a pegar fogo com os passageiros dentro. Vídeo: G1

Milhares de trabalhadores, estudantes e usuários ficaram sem transporte, enfrentando horas de atraso, superlotação e insegurança. Enquanto a população arriscava a vida, o Presidente do grupo Trívia Trens declarou em entrevista com tom de deboche: "O correto seria ficar dentro do trem, mas a gente entende os passageiros".


Felizmente, desta vez não houve mortes nem registro oficial de feridos. Mas fica a pergunta: será preciso esperar uma tragédia maior para admitir que a privatização do transporte é um fracasso? Este grave acidente ocorreu apenas três dias após a Trívia Trens — que venceu o leilão em março de 2025 — assumir efetivamente a operação concedida pelo governo estadual. A empresa e o governo prometiam eficiência, inovação e melhoria dos serviços. Entregaram caos, interrupção da circulação e uma população inteira pagando a conta. Diante do desgaste gigantesco, a ARTESP (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) comunicou que o processo de privatização foi suspenso por 90 dias, período em que as linhas retornam temporariamente à operação da CPTM.


O governador Tarcísio de Freitas é o principal responsável político pelo avanço e aceleração da entrega do patrimônio público e de serviços essenciais à iniciativa privada, defendendo a falsa premissa de que o mercado faria melhor — melhor para favorecer os negócios de seus aliados. A Trívia Trens, por sua vez, tem a obrigação de responder pelo serviço que assumiu. Transporte público não pode ser tratado como oportunidade de negócio ou fonte de dividendos para acionistas enquanto o povo enfrenta plataformas lotadas, falhas operacionais e risco de morte.


É preciso expor também o oportunismo eleitoral da falsa oposição. Figuras como Erika Hilton e Fernando Haddad esbravejam contra o governo estadual, mas ocultam que o Governo Federal do PT caminha lado a lado com a mesma lógica privatista por meio do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). Haddad, hoje pré-candidato ao governo de SP, ostenta o cinismo de prometer a reestatização das linhas do metrô paulista, esquecendo-se do próprio histórico.


De um lado, a gestão do atual governador, explicitamente voltada aos interesses da elite; do outro, o cinismo eleitoreiro daqueles que prometem soluções enquanto aplicam a mesma política econômica no âmbito federal. A privatização segue a lógica de reduzir custos, aumentar a rentabilidade e transformar direitos sociais em mercadoria. Por isso, este não é o momento de apenas lamentar ou confiar em saídas eleitorais ilusórias. É o momento de organizar a indignação popular.


Conclamamos os trabalhadores, estudantes, sindicatos, movimentos populares e associações de bairro a se levantarem contra a privatização, o sucateamento do serviço público e a farsa eleitoral. Exigimos investimentos massivos, fiscalização severa, transparência e a reversão definitiva das privatizações. Que boicotemos as ilusões das urnas e organizemos a resistência real nas ruas e nos locais de trabalho e estudo!



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