A América do Sul em ebulição

Nas últimas semanas, uma onda de protestos se instaurou em todo o mundo. Em diversos países, trabalhadores, estudantes e gente de todo tipo foram às ruas protestar e não poderia ser diferente na América do Sul, que tem sido palco de diversos protestos contra a carestia de vida, os ataques que os trabalhadores vêm sofrendo e contra o avanço da extrema-direita. Protestos no Brasil, Argentina, Chile, Colômbia e Equador tem atraído muita gente para as ruas.
Argentina
Na Argentina, milhões de pessoas tomaram as principais vias de Buenos Aires contra um novo ataque do celerado fascista Javier Milei à educação no país, tentando desta vez diminuir os salários dos professores e impor um novo corte de gastos que colocaria em risco a continuação do funcionamento pleno das universidades. Desde a quarta-feira passada (15), os protestos estudantis vêm acontecendo de forma rotineira, com diversos estudantes detidos e carros incendiados em protesto, incluindo viaturas da polícia.
Ontem (20) foram anunciadas novas demissões de funcionários públicos, 21 mil no total, o que gerou uma reação grande das principais centrais sindicais do país que estão se organizando para construir uma greve geral. Javier Milei, que assumiu o poder na Argentina, tem levado o país para o buraco e destruindo todo o aparato público do Estado argentino, além dos cortes de gastos criminosos contra setores de educação e saúde pública, já demitiu mais de 77 mil funcionários públicos.

Chile
O atual presidente do Chile, José Antonio Kast, enfrenta grandes protestos contra o preço dos alimentos que tem batido recordes. Além destes, há em curso uma greve dos trabalhadores do setor de minério que se unificaram com as demais mobilizações que têm ocorrido desde o dia 13 de outubro, causando uma instabilidade muito grande no país e no governo Kast, que é de extrema-direita e capacho de Donald Trump. Os protestos dos mineiros são contra a mineradora australiana BHP, que fornece cobre aos EUA e detém a maior parcela do mercado chileno de minérios. No último protesto, no domingo (18), foram mais de 100 trabalhadores presos.

A juventude chilena, que nos últimos anos vem travando uma luta intensa e dura contra a situação em que o país se encontra. Não há serviços públicos, desde a época da ditadura do fascista Augusto Pinochet, e a constituição fake que foi aprovada no país após os grandes protestos de 2019, é insuficiente e foi rejeitada por mais de 60% da população. Na última segunda-feira (19), o protestos se intensificaram devido ao aniversário do grande levante de 2019, mais de 110 pessoas foram presasem Santiago. Segundo o Estado chileno, mais de 14 policiais foram feridos nos atos.

Colômbia
Na Colômbia, desde a atitude do governo fantoche ianque encabeçado por Abelardo de la Espriella, frente ao cataclisma que houve no país após o forte terremoto que matou centenas de pessoas e deixou desalojadas milhares, acontecem protestos de forma rotineira e contínua. Na última quarta-feira (14), milhares foram às ruas de Bogotá protestar contra o aumento do custo de vida e a influência cada vez mais escancarada dos EUA na política colombiana.

Equador
No Equador, após ataques do presidente Daniel Noboa, também aliado do pedófilo Donald Trump, aos direitos dos povos indígenas e aumento em impostos, houveram levantamentos em mais de 19 províncias do país contra o seu governo. Esses levantamentos se somaram a diversas pautas de trabalhadores do setor de minério e petróleo, que tem sido colocados em situações desumanas por empresas estrangeiras na extração dos mineirais. Os levantes indigenas tem se aliado a esses trabalhadores, que deflagaram uma grande greve mesmo em meio de tentativas de Noboa de criminalização. Postos de extração de petróleo no meio da floresta amazônica foram bloqueados, assim como rodovias de acesso. Noboa tem ameaçado utilizar o exército para promover uma ''retomada'' desses locais.
Nas cidades equatorianas, os protestos tem tido eco, centenas de trabalhadores no setor de serviço cruzaram os braços neste final de semana em apoio aos levantes. A população urbana do país tem sofrido com a dolarização dos combustíveis imposta por Noboa e o encarecimento atroz do custo de vida no país.







