HTS segue rifando a Síria aos interesses ianques
- Miguel Pereira
- há 4 horas
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A ocupação sionista na Síria, que se itensificou com a ascensão do HTS ao poder, segue a todo vapor, junto de uma dominação quase que aberta do imperialismo ianque do país árabe. Nesta última quarta-feira (15), enquanto uma vasta extensão de terras sírias é tomada por Israel em seu extremo sul próximo às Colinas de Golã, Donald Trump afirmou que gostaria que a Síria iniciasse uma invasão terrestre ao Líbano com o objetivo de derrotar o Hezbollah e que informaria o seu desejo a Ahmed al- Sharaa.
Essa fala não é aleatória, é fruto de diversos encontros bilaterais e até mesmo em reuniões da OTAN recentes entre o pédofilo laranja e Ahmed al-Sharaa, líder do grupo que era um braço do Estado Islâmico na Síria e que agora comanda o Estado após o fim da guerra civil e o abandono do país de Bashar al-Assad. Shaara vem sendo recebido pelos líderes da União Europeia, inclusive ocorrendo uma visita de Emanuell Macron em Damasco, capital da Síria, e participando de reuniões da ONU, mesmo sendo de conhecimento geral e público o seu antigo histórico como militante do Estado Islâmico e Al-Qaeda.
O país que historicamente era muito ligado ao imperialismo russo, viu desde 2025 diversos acordos serem interrompidos com os russos, e em contrapartida, as sanções dos EUA praticamente todas foram retiradas. Esse alinhamento com os ianques, no contexto da Guerra do Ramadã que os EUA vem travando contra o Irã, indica que a Síria com certeza será usada nesta cisma, principalmente por ter uma posição estratégica para a instalação de defesa áreas para Israel (como acontece na Jordânia) e a própria posição de fronteira com o Líbano. Enquanto combate o povo sírio e busca reprimir de forma violenta minorias étnicas, o HTS vem deixando Israel anexar cada vez mais o território da Síria e agora deve lutar ao lado dos sionistas contra a resistência libanesa.
Para o povo sírio, a situação é ainda mais calamitosa. Entre abril e maio, houveram diversos protestos contra o HTS, com a participação de várias tribos nômades que marcharam até a capital Damasco. Shaara ordenou que o exército reprimisse fortemente os protestos, perpetrando dezenas de assassinatos e execuções públicas (que já vinha havendo contra opositores do HTS, mesmo antes dos protestos). Ainda há conflitos principalmente no Norte país, que é uma área que ainda não está totalmente controlada pelo HTS.
Se faz necessário portanto, uma nova frente de libertação do país, que agrupem todos os grupos que estão com armas nas mãos e as massas de todo o país, para a expulsão dos lacaios sionistas que dominaram o país e também dos próprios sionistas que hoje dominam vastas áreas da Síria.






