Nazariya: Dois novos traidores da Revolução Proletária Mundial - Vishwavijay e Seema
- Viviane Carvalho

- há 23 horas
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Mais dois nomes foram acrescentados hoje à lista dos traidores do movimento comunista revolucionário mundial – Vishwavijay e Seema. Não se trata apenas de mais dois indivíduos que prejudicaram o partido revolucionário e o povo; eles são representantes da linha oportunista-liquidacionista-revisionista dentro do movimento revolucionário. Hoje, nosso movimento encontra-se em profunda crise, e uma das principais causas disso é a crescente influência da ideologia da classe dominante nas fileiras comunistas revolucionárias. O camarada Mao havia dito que a classe dominante trava guerra contra o povo de duas maneiras – uma usando armas e a outra usando a caneta. A guerra da caneta é a mais letal, porque não é visível e porque trai a revolução e o proletariado sob o disfarce de revolucionária. Em nossa época, essa guerra da caneta está sendo representada – passando por Balraj, Venugopal, Rupesh e Devji – por Vishwavijay e Seema. Tornou-se, portanto, imperativo que nós também travemos guerra contra eles.
Os nomes de Vishwavijay e Seema estão entre os das mesmas pessoas que “revisaram” a teoria de Marx e Engels sobre a ditadura do proletariado e a revolução socialista e, com isso, atuaram em benefício da burguesia; aquelas mesmas pessoas que conspiraram contra a ditadura do proletariado na Rússia Soviética socialista e na China socialista – que haviam mostrado o caminho para a emancipação ao proletariado de todo o mundo – e que, ao derrubá-la, traíram o proletariado de todo o mundo. Essas pessoas estão dando continuidade àquela mesma velha ideia de traição sob uma nova aparência. Aqui também é necessário compreender: afinal, quem é chamado de traidor?
Um traidor é aquele que age contra os interesses objetivos do proletariado. Se olharmos para o interior do partido revolucionário da Índia (o Partido Maoísta), então quem quer que atue contra a linha estabelecida no Nono Congresso do Partido, se oponha ao Partido para propagar uma linha política própria e separada, não respeite a disciplina partidária e prejudique a organização do Partido – tal pessoa é certamente um traidor do Partido, da revolução e do povo. No livro de Lenin, A Revolução Proletária e o Renegado Kautsky, explica-se que Kautsky é um traidor porque realizou uma distorção liberal do marxismo, porque se opõe ao uso da luta armada pelo proletariado e porque se opõe ao estabelecimento da ditadura do proletariado. Isso corresponde inteiramente a Vishwavijay e Seema. Eles negaram a ditadura do proletariado tanto teoricamente quanto na prática. Eles têm pavor da ditadura do proletariado e, por isso, a alteraram e a declararam errada. Também em termos práticos, tentar construir um partido legal aberto e trabalhar contra a construção de um partido clandestino (UG) é precisamente obstruir a ditadura do proletariado. Eles também são contra a luta armada — e é por isso que lançaram a acusação infundada de que a linha militar domina o Partido; por isso nunca deram atenção ao trabalho militar; e por isso, também na organização de massas, em vez de elevar o nível de militância, apenas o desestimularam.
I. A História da Traição no Mundo e na Índia.
Vamos ver como Vishwavijay e Seema estão dando continuidade ao legado de duzentos anos da história dos antimarxistas — um legado contra o qual nossos grandes mestres (Marx, Engels, Lenin, Stalin, Mao) e o partido do proletariado lutaram.
Quando os camaradas Marx e Engels apresentaram pela primeira vez a teoria da revolução proletária, lutaram resolutamente contra os reformistas e os anarquistas de sua época. Na Primeira Internacional, eles combateram todas essas correntes e estabeleceram a corrente da revolução socialista. A partir daí, o marxismo tornou-se a teoria da emancipação do proletariado em toda a Europa e no mundo inteiro. A ideologia da classe dominante, portanto, revestiu-se justamente do manto do marxismo e passou a atuar contra a ditadura do proletariado e a revolução socialista. O primeiro e principal exemplo disso é Bernstein. Citando trechos dos escritos de Marx e Engels, Bernstein afirmou que o socialismo poderia ser alcançado por meio de um desenvolvimento pacífico dentro do sistema existente e que a revolução não era necessária para isso. Na época da Revolução Russa, Karl Kautsky provou ser o verdadeiro herdeiro de Bernstein ao afirmar que não havia necessidade de derrubar o Estado por meios violentos – ou seja, que a revolução proletária era possível sem luta armada. Depois disso, Khrushchev implementou a linha revisionista na Rússia socialista e lançou as bases do revisionismo moderno, que Deng levou adiante na China.
Mais tarde, no Nepal, quando o movimento revolucionário estava em seu auge, o secretário-geral do partido, Prachanda, cometeu uma traição. Prachanda afirmou que mudanças econômicas, sociais e políticas haviam ocorrido no Nepal e que, portanto, nem o caminho russo nem o caminho chinês seriam adotados no país; em vez disso, combinando os dois, seria construído um novo caminho — o caminho nepalês. De acordo com essa teoria, era necessário fundir a linha da insurreição com a linha da guerra popular prolongada. Essa teoria foi inventada precisamente para que a linha da guerra popular prolongada e da luta armada pudesse ser atacada e o partido empurrado para o atoleiro da política parlamentar. Era Bernstein em uma nova forma – o mesmo Bernstein que havia abandonado a luta armada e defendia a mudança pacífica.
Também no movimento comunista da Índia, Charu Mazumdar e Kanhai Chatterjee refutaram a linha revisionista moderna do PCI(M), os seguidores de Khrushchev. Lutando contra o revisionismo do PCI e do PCI(M), e em conjunto com o grande movimento de Naxalbari, eles estabeleceram na Índia a linha da guerra popular prolongada e da revolução democrática nova. Essa mesma linha foi levada adiante pelo PCI(ML) Guerra Popular e pelo CCM. Dentre eles, o “Guerra Popular” lutou contra a linha revisionista de SNS, CP Reddy, Nagi Reddy e DV Rao; o CCM, ao mesmo tempo em que combatia o revisionismo moderno do grupo Bharat–Badal e do 2º Comitê Central, construiu a unidade com o campo revolucionário; e, em 2004, todos os grupos revolucionários se uniram e foi fundado o PCI (Maoísta).
Discutiremos em detalhes as várias manifestações de oportunismo – liquidacionismo – revisionismo dentro do Partido Maoísta, desde sua fundação até os dias atuais, bem como a abordagem correta do Partido em relação a elas. Como as raízes históricas da linha política adotada por Vishwavijay–Seema derivam da linha política defendida por essas pessoas, torna-se necessário discuti-la e refutá-la.
Após a formação do Partido Maoísta, em 2012, Sabyasachi Panda foi o primeiro a propor uma linha revisionista. Alguns dos pontos que ele levantou são os seguintes (anotem-nos, pois esses pontos também corresponderão aos dos revisionistas posteriores) –
1. O caminho chinês — ou seja, o caminho da guerra popular prolongada — não pode ser aplicado na Índia. É necessário construir o próprio caminho da Índia.
Essa é a linha de Prachanda, sobre a qual já falamos.
2. O povo não está pronto para a guerra popular prolongada e a luta armada; portanto, ele deve primeiro ser preparado para isso.
Isso se assemelha à teoria das etapas proposta pelo CPI(ML) Janashakti, segundo a qual a luta armada deve ser iniciada assim que o povo estiver pronto para ela – o que, na verdade, é uma teoria para adiar a luta armada indefinidamente.
3. Existe uma ditadura da liderança no Partido; a democracia está sendo eliminada em nome do centralismo democrático.
Esse traidor, disfarçado de marxista, quer implementar a ultrademocracia e a anarquia no lugar do centralismo democrático. É por isso que ele defendeu a implementação de um sistema multipartidário contra a ditadura do proletariado. Seguindo os passos de Khrushchev e Deng, ele afirmou que foi por causa dessa “ditadura” que o socialismo não conseguiu sobreviver na Rússia e na China. Na verdade, aqueles que temem a ditadura do proletariado são exatamente as mesmas pessoas que temem a ditadura da ideologia proletária e da política proletária dentro do partido revolucionário.
Como todo verdadeiro partido comunista, o Partido Maoísta da Índia oferece plena oportunidade para debate e para a expressão de divergências. E é precisamente por isso que o Partido tem se enriquecido. Mas, como disse o camarada Charu Mazumdar, o Partido não é um clube de debates.
4. No Partido, as armas dominam a política — o que significa que a linha militar prevalece no Partido.
Isso é discutido mais detalhadamente na seção sobre Balraj, abaixo.
5. O Estado é muito forte e, portanto, travar uma luta armada e construir zonas de guerrilha e áreas de base é sectarismo e subjetivismo.
O Partido afirmou, em seu documento “Estratégia e Táticas”, que o Estado é muito forte; esse aspecto ressalta a necessidade de iniciarmos nossa guerra revolucionária nas vastas extensões das áreas rurais atrasadas da Índia, que constituem o elo mais fraco do domínio inimigo. Isso também indica a necessidade de empregar as táticas da guerra de guerrilha e métodos clandestinos, e de aproveitar ao máximo o terreno adequado às áreas estratégicas do campo, a fim de construir zonas de guerrilha nessas regiões. Afirma ainda: “O inimigo é superior apenas do ponto de vista tático. No sentido estratégico, as forças armadas do inimigo são meros tigres de papel. Seus interesses são totalmente opostos aos interesses das amplas massas e, portanto, não podem obter qualquer tipo de cooperação do povo.” Isso significa que, uma vez que o Estado se opõe aos interesses objetivos das amplas massas e o Partido defende esses interesses, no final a vitória será exclusivamente do Partido. É precisamente devido ao desenvolvimento econômico e social desigual na Índia e à forte estrutura centralizada do Estado, que é necessário avançar pelo caminho da tomada do poder por regiões e trabalhar nas zonas de guerrilha e nas áreas de base.
6. Não devemos nos expor diante do inimigo e, portanto, é errado que a organização de massas fale sobre o MLM e sobre o boicote eleitoral.
Panda começou a realizar suas atividades liquidacionistas quando foi duramente criticado no plenário de 2012 e quando a repressão do Estado, por meio da Operação Green Hunt, começou a se intensificar. Como todos os oportunistas, ele também tirou a máscara em um momento de repressão estatal e expôs sua política diante de todos. Sempre que o proletariado e seu partido exigem maior sacrifício da pequena burguesia, ela entra em pânico; e, por falta de comprometimento e incapacidade de aceitar essa exigência, inventa novas teorias políticas. O mesmo aconteceu mais tarde com Balraj, Venugopal e Vishwavijay–Seema.
Depois nós chegamos ao próximo maior revisionista, e o guru de Vishwavijay-Seema - Balraj
1. Deveria haver um Comitê Central aberto e separado do Partido para cuidar do trabalho aberto.
Esse argumento vai contra o método secreto de funcionamento estabelecido para o Partido na teoria maoísta e contra a guerra popular prolongada. Se a liderança do Partido permanecer aberta, não será capaz de travar guerra contra o inimigo enquanto protege suas forças subjetivas dele e, em última instância, ficará presa ao reformismo. Na verdade, Balraj não queria abrir mão nem de sua vida pequeno-burguesa de conforto nem de seu cargo no Comitê Central. Foi por causa dessa mesma fraqueza pequeno-burguesa e desse desejo de estabelecer um domínio feudal que ele propôs uma linha política separada e se envolveu em faccionalismo contra a liderança do Partido em favor dessa linha.
2. Os métodos militares predominam no Partido, e não se dá importância suficiente ao movimento de massas no Partido.
A resposta a isso é dada no documento Estratégia e Táticas do Partido:
“Como o camarada Mao apontou concretamente: ‘… a principal forma de luta é a guerra e a principal forma de organização é o exército. Outras formas, como as organizações de massa e as lutas de massa, também são de grande importância e são, de fato, indispensáveis, não devendo, sob nenhuma circunstância, ser ignoradas; mas todas elas têm como objetivo servir à guerra. Antes do início da guerra, todas as formas de organização e luta visam a preparação para a guerra… Assim que a guerra eclode, todas as formas de organização e luta são coordenadas com a guerra, direta ou indiretamente;…
“Quaisquer que sejam as diferenças entre as condições objetivas na Índia e na China pré-revolucionária, o princípio básico acima exposto, relativo à relação entre a luta de massas e a luta armada, permanece o mesmo.
“Isso significa que, desde o início, o objetivo e a direção, a perspectiva e o método de construção das organizações de massa e das lutas de massa devem ser os de servir à guerra, direta ou indiretamente… Se essa direção não for mantida, nossas organizações de massa e lutas de massa afundarão no atoleiro do legalismo e do economismo, e nos tornaremos incapazes de preparar o povo para tomar o poder político. Essa é a própria fonte do oportunismo de direita e do revisionismo.”
O camarada Charu Mazumdar também afirmou, em seus Oito Documentos, que enfatizar a organização de massas sem construir um partido secreto e a luta armada é a ideologia dos camponeses ricos e constitui o revisionismo moderno.
Balraj, na verdade, queria acabar com a luta armada e a construção do partido secreto dentro do Partido, e foi por isso que ele inventou esse argumento.
3. Dentro do Partido, está sendo imposta uma ditadura em nome do centralismo democrático.
Essa é também a linha de Sabyasachi Panda, sobre a qual já falamos.
Recentemente, como o maior ataque da classe dominante à revolução indiana, o grupo traidor de Venugopal–Rupesh se manifestou, cuja linha política é a seguinte –
1-As condições econômicas e políticas do país mudaram.
2-Aplicar a linha chinesa ou russa na Índia é dogmatismo. É preciso construir um caminho indiano.
3-Por ter adotado exclusivamente a luta armada como único método de luta, o Partido tornou-se vítima de um desvio de esquerda.
4-A participação parlamentar deve fazer parte da luta revolucionária.
Essa é a própria linha de Prachanda – falar das condições alteradas e da construção de um caminho próprio, nepalês ou indiano, para que a linha da guerra popular prolongada e da luta armada possam ser atacadas. Todos esses argumentos são os mesmos de sempre, que vêm sendo apresentados desde Bernstein até Balraj. Podemos ver que, historicamente, todos os traidores apresentaram sua linha dessa forma –
O Partido deveria abandonar a luta armada. Às vezes, alegando que o socialismo pode ser alcançado por meios pacíficos ou parlamentares; ou afirmando que a linha militar domina no Partido. Essas pessoas têm pavor da luta armada do proletariado.
Essas pessoas negam a teoria da ditadura do proletariado. Sobre a ditadura do proletariado, o camarada Lenin disse: “A ditadura do proletariado é a guerra mais determinada e mais implacável travada pela nova classe contra seu inimigo mais poderoso – a burguesia –, cuja resistência, depois de ter sido derrubada, aumenta dez vezes.”
Essas pessoas não aceitam o princípio do centralismo democrático, pois, à luz do MLM, não desejam aceitar a centralidade da ideologia proletária e, em vez disso, querem dirigir o Partido de acordo com seus próprios interesses de classe pequeno-burgueses.
Tendo compreendido as características dos traidores que adotam a linha oportunista-liquidacionista-revisionista, vamos agora entender seus novos herdeiros –
II. A trajetória de Vishwavijay e Seema até se tornarem liquidacionistas
A definição de liquidação aprovada na conferência de 1908 do Partido Social-Democrata do Trabalho da Rússia (PSDR) é –
O liquidação é – “uma tentativa por parte de um setor da intelectualidade do partido de liquidar (ou seja, dissolver, destruir, abolir, encerrar) a organização existente do partido e substituí-la, a qualquer custo – mesmo que isso signifique o abandono total do programa, das táticas e das tradições do partido (ou seja, da experiência passada) – por uma organização flexível que funcione legalmente (ou seja, em conformidade com a lei, ‘abertamente’ existente).“
O camarada Lenin disse sobre essa decisão, em seu artigo: “Sua essência é o abandono da organização clandestina (UG - do inglês underground - nota do tradutor), sua liquidação e sua transformação, a todo custo, em um órgão desorganizado que funcione legalmente… É claro que o liquidaçãoismo está ideologicamente ligado à renegação, ao abandono do programa e das táticas, ao oportunismo… O liquidaçãoismo é aquela forma de oportunismo que chega ao ponto de abandonar o partido.”
Como todos os oportunistas, a máscara de Vishwavijay–Seema também caiu e seu rosto só ficou claramente visível quando a repressão estatal — ou seja, uma operação da NIA — se abateu sobre eles. Enquanto a crise se agravava no movimento revolucionário em todo o país, e especialmente em sua vanguarda, o Partido Maoísta; enquanto líderes revolucionários alcançavam o martírio um após o outro; enquanto eram jogados nas prisões e submetidos a torturas cruéis; enquanto batidas da NIA eram realizadas contra inúmeros revolucionários declarados e intelectuais – nada disso despertou a preocupação desses traidores, nem seu compromisso cresceu ao ver tudo isso. Mas quando, em 2023, uma operação foi realizada contra eles, então as preocupações do mundo inteiro começaram a atormentá-los. O espectro da NIA, de ir para a prisão, começou a assombrá-los – a tal ponto que abandonaram a própria tarefa de administrar as estruturas do Partido e até deixaram de se encontrar com os camaradas. Por que isso aconteceu? Trata-se de um oportunismo nascido de seu individualismo extremo. As palavras do camarada Lenin sobre a pequena burguesia na revolução se encaixam perfeitamente neles: “eles aderiram ao movimento operário na esperança de uma vitória rápida na revolução democrático-burguesa e foram incapazes de resistir no período de reação. Neles, a vacilação se manifestou na teoria do Partido (‘afastamento do marxismo revolucionário’), em sua tática (‘suavização das consignas’) e também na política organizacional do Partido.”
Após a operação da NIA(Agência Nacional de Investigação), Vishwavijay instruiu todas as estruturas do partido a interromperem suas reuniões e a encerrarem todas as suas atividades. Por quanto tempo? Ninguém sabe. Por quê? Porque, dominadas pela ideologia da classe dominante, essas pessoas tinham medo de ir para a prisão. Passaram a viver com o pavor constante de novas batidas da NIA, temendo que ela voltasse a bater à porta a qualquer momento. Fazer isso significa acabar com a estrutura secreta do Partido e torná-lo aberto e legal. Chegaram até a dizer a todos os revolucionários profissionais (PRs) que trabalhavam em seus comitês de base para seguirem suas próprias carreiras. A um camarada PR que se recusara a fazer um doutorado, enviaram uma ordem determinando que ele se preparasse e se inscrevesse para o doutorado. O camarada Lenin chamava os PRs de espinha dorsal do Partido. Ordenar que os camaradas construam carreiras é acabar com os PRs e prejudicar o Partido e a revolução.
Pouco antes da operação da NIA, um camarada que havia trabalhado na organização de massas, juntamente com vários camaradas ligados ao Partido e ao movimento revolucionário, havia sido preso. Quando alguns camaradas do comitê de base estavam apresentando uma proposta para lançar um movimento contra essas prisões, Vishwavijay e Seema disseram a eles para esperarem que os movimentos começassem em outros lugares. Isso também é fruto de sua pobreza ideológica e da postura gerada pelo medo que ela produziu. A política por trás desse medo é a da classe dominante – ou seja, ao realizar a operação da NIA, a classe dominante queria enfraquecer o Partido. Em vez de enfrentar essa repressão com determinação, em vez de provar que a ideologia do MLM é imortal e que a política do proletariado é imortal, esses traidores reforçaram ainda mais os desígnios da classe dominante. Devido à pressão dos outros camaradas, acabou sendo lançado um movimento pela libertação daquele camarada, mas foi apenas um movimento simbólico.
Depois disso, durante nove ou dez meses, eles (especialmente Vishwavijay, cuja responsabilidade era dirigir a estrutura do Partido) não realizaram nenhuma reunião da estrutura do Partido. Os camaradas realizavam reuniões em seus próprios níveis e tomavam decisões para dirigir a organização de massas e ampliar o trabalho. Durante esse período, um ou dois camaradas do comitê iam à casa de Vishwavijay e Seema para informá-los das decisões. Nesse período, o papel de Vishwavijay, em vez de ser o de responsável pela estrutura, havia se reduzido ao de um burocrata burguês, de quem se obtinha apenas uma aprovação formal das decisões para que o trabalho pudesse ser realizado. Tal era o grau de seu oportunismo político que os camaradas do comitê inferior estavam arrastando-os, instando-os a serem um pouco mais ativos, a assumirem responsabilidades, a realizarem algum trabalho para o Partido. Após dez meses, por insistência dos camaradas, Vishwavijay–Seema tiveram que participar de uma reunião, após a qual foi decidido que, a partir de então, participariam das reuniões regularmente. Esse episódio também é risível. Na verdade, Vishwavijay–Seema haviam convidado os camaradas do comitê para ir à sua casa comer mangas, e os camaradas transformaram essa “visita” em uma reunião. De fato, quando um camarada sugeriu que, em vez de passar muito tempo preparando uma comida deliciosa, algo rápido deveria ser feito, para que restasse tempo suficiente para a reunião, não só a sugestão não foi aceita, como aquele camarada foi rotulado de “mecânico” por Vishwavijay–Seema por ter dito isso. E, no fim das contas, o que aconteceu exatamente foi que a reunião não foi concluída.
Isso demonstra a seriedade com que encaram o trabalho do Partido e a indiferença em relação às reuniões das estruturas partidárias. Para essas pessoas, construir relações pessoais, sair por aí, comer e beber têm sido mais importantes do que o trabalho do Partido. Isso expõe sua personalidade política — impregnada da cabeça aos pés pela cultura pequeno-burguesa, neoliberal e de mercado —, que não tem qualquer ligação com a linha e a disciplina do Partido.
Enquanto Vishwavijay tentava dissolver todas as organizações do Partido, Seema também começou a agir de forma evasiva e a mudar sua linha política. Por exemplo, recusou-se a participar de um evento de uma organização revolucionária quando convidada, para que seu nome não fosse associado a ela e não aumentassem as chances de repressão por parte da NIA. Ela chegou até a se recusar a assumir a responsabilidade principal pela realização de um evento contra a NIA, o que fez com que o evento acabasse não ocorrendo.
A partir desse contexto em que se tornaram liquidatários, podemos compreender como essas pessoas passaram hoje a integrar as fileiras dos traidores.
Os camaradas vinham tentando entrar em contato com Vishwavijay desde janeiro de 2024. Mas, apesar de ter sido convocado para reuniões inúmeras vezes ao longo de um ano e meio, Vishwavijay continuou adiando a coordenação com o Partido. Para isso, ele inventava todo tipo de desculpas tolas e infantis – como, por exemplo, que a forma como a mensagem chegava até ele não lhe parecia “segura”, ou que ele não conseguia entender a mensagem. Por exemplo, se estivesse escrito que ele deveria ir ao Kerala Café, em Banaras, ele lia apenas a palavra “Kerala” e não continuava a leitura, dizendo que não poderia ir tão longe. Ele fez um comentário igualmente tolo sobre outro local. Após repetidos incentivos dos camaradas, ele finalmente foi uma vez ao encontro convocado pelo Partido. No encontro, disse que queria cuidar “da sua própria área” sozinho e não queria que camaradas da Resistência Subterrânea fossem até lá para trabalhar. Para isso também alegou “segurança”. Na realidade, não era a segurança do Partido, mas apenas a sua própria “segurança” que lhe interessava. Ele não queria permitir que nenhum camarada da clandestinidade trabalhasse ali, para que seu feudo pessoal permanecesse intacto, e também porque achava que isso poderia atrair a repressão do Estado sobre ele e colocar sua segurança em risco. A noção de segurança deles é pessoal, mesmo que para isso os princípios do Partido tenham de ser sacrificados. Como disse Lenin sobre os liquidacionistas, o objetivo deles é destruir o Partido em nome de salvá-lo.
Quando uma camarada estava prestes a passar para a clandestinidade, Vishwavijay disse que ela só passaria para a clandestinidade quando o Partido encontrasse um parceiro clandestino (um candidato a casamento) para ela. Ele disse isso sem falar com a camarada em questão e também não relatou o fato posteriormente. Isso reflete seu pensamento patriarcal, feudal e brâmane, que encara a questão da vida política de uma mulher no Partido apenas em relação ao seu casamento. Ao mesmo tempo, essa manobra também foi utilizada por Vishwavijay com o objetivo de impedir que aquela camarada passasse para a clandestinidade.
III. A sua abordagem sobre a questão da clandestinidade
No que diz respeito à questão de passar para a clandestinidade, Vishwavijay mostrou-se um excelente oportunista. Como disse Lenin: os oportunistas sentam-se em duas mesas. Exatamente dessa maneira, Vishwavijay afirmava que aceitava a linha do Partido quanto à clandestinidade, enquanto, sob o pretexto de outros assuntos, disseminava concepções errôneas sobre a construção do Partido na clandestinidade entre os demais camaradas. Lenin disse sobre tais oportunistas: “Nunca devemos esquecer uma característica do oportunismo atual, presente em todas as esferas – a saber, sua imprecisão, sua amorfia, sua elusividade. Está na própria natureza do oportunismo o fato de ele sempre se esquivar de apresentar qualquer questão de forma clara e decisiva; está sempre em busca de algum meio-termo; sempre se contorce como uma cobra entre dois pontos de vista mutuamente exclusivos e tenta concordar com ambos; e sempre tenta reduzir suas diferenças a pequenas emendas, dúvidas e sugestões inofensivas.”
Alguns de seus argumentos sobre a questão da clandestinidade são os seguintes –
Observe aqui que, antes do “mas”, eles estão na primeira mesa, e depois do “mas”, encontram-se sentados na segunda mesa.
1. Entrar na clandestinidade é correto, mas, até que uma equipe de liderança da organização de massas esteja pronta, nenhum camarada deve entrar na clandestinidade.
2. Deve-se entrar na clandestinidade, mas há um processo para isso, e entrar na clandestinidade sem concluí-lo aumentará a repressão contra os camaradas da organização de massas.
3. Cabe a você decidir se vai atuar na clandestinidade ou abertamente — mas, ao mesmo tempo, eles afirmariam que ambos os tipos de trabalho têm a mesma importância. Quando o Partido começou a se posicionar contra eles, passaram a se manifestar abertamente contra a construção do Partido na clandestinidade e foram desmascarados como liquidacionistas.
Vamos examinar, um por um, os pontos de sua posição sobre a questão da clandestinidade –
O camarada Mao afirmou que existem três armas mágicas para a revolução: o partido, o exército popular e a frente unida. Dentre elas, o partido é o principal, e é ele quem empunha as outras duas armas mágicas.
O documento “Estratégia e Tática” do Partido explica que, desde os primeiros dias, deve-se construir um partido clandestino forte e inexpugnável. Sobre o partido clandestino, esse documento afirma: “O segundo princípio básico da construção do partido, exposto pelos camaradas Lenin e Mao, é a estrutura clandestina do partido e seu caráter secreto. Mao descreveu a necessidade imperativa de manter o partido estritamente clandestino em áreas dominadas pelos reacionários nestes termos: ‘No início, nossa política é manter o sigilo das organizações do Partido e torná-las compactas, seletivas e eficazes, para que possam permanecer na clandestinidade por um longo período, acumular forças, aguardar a oportunidade certa e não cair em precipitação nem se expor.’“
Se o Partido permanecer à vista de todos, então todos os seus membros, todas as suas estruturas e todas as suas decisões ficarão expostos ao inimigo, e o inimigo não permitirá que ele avance nem mesmo um único passo.
Em nenhum comitê do Partido deve haver camaradas que não sejam revolucionários profissionais e que não estejam na clandestinidade. Se houver tais camaradas, deve-se conceder-lhes alguns meses para que possam passar à clandestinidade; caso contrário, eles não poderão permanecer no comitê.
1. Quanto à questão de o que é principal – o Partido ou a organização de massas –, a resposta já foi obtida acima a partir de Mao e do documento do Partido. Mas foram precisamente o economismo e o legalismo de Vishwavijay e Seema que os levaram a enfatizar única e exclusivamente o trabalho da organização de massas, e a sempre manter a tarefa central do Partido – a construção partidária – subordinada à construção da organização de massas. Essas pessoas insistiam incessantemente em salvar a organização de massa, e o resultado foi que, na ausência da orientação do Partido clandestino, a própria organização de massa também foi vítima do desvio reformista e economista. Sob o pretexto da segurança da organização de massa, essas pessoas continuaram a seguir sua linha liquidacionista de bloquear a construção do Partido clandestino. É por isso que, em nome do “processo” de passar à clandestinidade, elas continuavam adiando-o indefinidamente.
2. Descrever a questão do trabalho clandestino e do trabalho aberto como sendo de igual importância é a teoria de Trotsky. Trotsky costumava falar em construir unidade entre os bolcheviques e os liquidacionistas, o que, consequentemente, levaria à liquidação do partido. Da mesma forma, descrever o trabalho aberto e o clandestino como sendo de igual importância levará, em última instância, a um partido legal aberto, em oposição à construção de um partido clandestino.
Hoje, quando há uma escassez extrema de forças subjetivas no Partido, a questão de salvar o Partido – ou seja, a questão da construção do partido na clandestinidade – é a principal. Nesse momento, essas pessoas estão propagando que o trabalho clandestino não pode ser realizado. Se o liquidacionismo dessa magnitude não é traição, então o que é?!
IV. Sua abordagem sobre as Eleições
Antes das eleições para a Lok Sabha de 2024, o Partido havia divulgado uma declaração caracterizando o fascismo hindutva brâmane do governo do BJP, na qual se afirmava que o BJP deveria ser expulso e que as eleições deveriam ser boicotadas. Essa declaração foi distorcida e deturpada por Vishwavijay e Seema. Assim como Bernstein distorceu os escritos de Engels e o apresentou como um defensor do socialismo amante da paz, da mesma forma Vishwavijay e Seema afirmaram, a respeito dessa declaração do Partido, que o Partido havia apelado pela derrota do BJP nas eleições, o que significa claramente fazer com que a oposição vença ou derrotar o BJP participando das eleições. Dessa forma, eles tentaram retratar o Partido como colaboracionista de classe e abertamente legalista. Seema “Azad” chegou até a votar na aliança INDIA nesta eleição e, posteriormente, também tentou formar uma maioria entre os camaradas do Partido a favor de seu voto, justificando-o em nome de sua identidade de fachada como ativista de direitos humanos.
Isso vai totalmente contra a abordagem eleitoral estabelecida no documento de Estratégia e Tática do Partido e contra a declaração do Partido sobre o boicote às eleições de 2024. O Partido afirmou, em seu documento de Estratégia e Tática, que a participação nas eleições não é uma questão de tática, mas sim de importância estratégica.
No que diz respeito ao disfarce de ativista de direitos humanos, esse disfarce tornou-se uma arma para implementar sua política oportunista. Seu disfarce significa: como propagar uma política oportunista enquanto se professa a política revolucionária. De fato, era exatamente assim que ela costumava usar seu disfarce. Ela detinha o cargo de membro do Comitê Estadual do Partido Maoísta, mas, quando agia contra a linha do Partido, assumia o cargo de secretária estadual da PUCL.
V. Fazendo Propaganda Maliciosa contra a liderança do Partido
Vishwavijay e Seema realizaram continuamente propaganda maliciosa e faccionalismo contra a liderança do Partido e, especialmente, contra o NCC. Mostrando-se verdadeiros seguidores de Lin Piao, eles conspiraram contra o NCC — espalhando propaganda enganosa contra o NCC em seu comitê de base e formando um grupo separado do Partido, por meio do qual chegaram a colocar em prática seus planos por um tempo. No entanto, depois que o NCC entrou em contato com os camaradas, suas intenções foram frustradas. Eles costumavam dizer –
1. Por causa do secretário-geral do Partido, Basavaraju, o Partido foi colocado em uma posição de recuo, pois a linha militar domina no Partido.
2. O NCC foi formado de maneira antidemocrática.
3. Há apenas um homem no NCC, e sua ditadura está sendo imposta.
4. O NCC é de esquerda aventureira.
5. O NCC quer que todos os camaradas passem para a clandestinidade e subestima a importância do trabalho aberto.
6. O NCC é burocrático e ditatorial. Quem quer que levante questões a respeito dele e queira trabalhar de maneira diferente – essas pessoas estão sendo expulsas do Partido pelo NCC e injustamente declaradas traidoras.
Já falamos sobre o primeiro ponto. Vishwavijay chegou a tal nível que se permite lançar uma acusação tão grave e infundada contra o Secretário-Geral do Partido com tanta leveza.
Vamos abordar o segundo e o terceiro pontos – qualquer estrutura do Partido é formada exclusivamente pelo comitê superior do Partido. Vishwavijay chegou a receber a resolução do Partido relativa à formação do NCC; também recebeu uma carta do Comitê Central; e, apesar disso, que razão e que motivo poderia haver para levantar questões sobre a formação do NCC e sobre o número de membros do comitê? A resposta a isso é perfeitamente clara. A razão por trás disso é que, em uma situação de crise do Partido, pessoas mencheviques, oportunistas e pequeno-burguesas como Vishwavijay e Seema querem moldar a linha do Partido de acordo com seus próprios desejos pessoais, afastando-se da linha do Partido. Mas, em um momento como este, o NCC está travando uma luta intransigente para salvar a linha do Partido estabelecida no Congresso de Unidade – Nono Congresso; é por isso que esses oportunistas não conseguem tolerar nem um pouco o trabalho do NCC. Devido à sua fraqueza na luta ideológica, esses oportunistas estão tentando difamar o NCC em questões como o processo de sua formação, se há um ou muitos membros no comitê e a violação do centralismo democrático. Nessas tentativas, essas pessoas se aliam à classe dominante. Mas seus desígnios nunca tiveram sucesso na história, nem podem ter sucesso hoje.
Passando ao quarto ponto, vamos primeiro afirmar que, de acordo com a resolução do Birô Político de 2024, o oportunismo de direita exerce influência em algumas regiões do Partido, incluindo o norte da Índia e Telangana. Em nenhum trecho da resolução há qualquer menção ao oportunismo de esquerda.
Expondo o Feminismo de Seema
Para a revolução indiana, a questão da emancipação das mulheres só pode ser resolvida por meio da luta antifeudal e anti-imperialista. Seema, fazendo mau uso do legado das lutas do Partido e enganando o povo, encena um falso feminismo progressista a fim de ocultar seu feminismo feudal e imperialista.
1. Seema considera as uniões estáveis um direito democrático e as propaga como tal. Vishwavijay concorda com isso. Entre os camaradas de seu comitê inferior, eles costumavam justificar as relações sexuais pré-matrimoniais e até mesmo incentivá-las, sabendo muito bem qual é a posição do Partido a respeito. De acordo com as regras do Partido, as relações sexuais pré-matrimoniais e as uniões estáveis são tendências imperialistas, e o Partido as considera erradas. Trata-se de um produto do próprio sistema neoliberal, que transformou o sexo em uma mercadoria consumista – na qual os relacionamentos são formados sem qualquer responsabilidade ou prestação de contas, ou seja, sem um compromisso sério, meramente para satisfazer o próprio desejo sexual e superar a própria alienação.
2. Essas pessoas também incentivam os relacionamentos múltiplos – mais de um relacionamento ao mesmo tempo. De acordo com as regras do Partido, deve haver um intervalo de pelo menos um ano entre a transição de um relacionamento para outro; caso contrário, esse relacionamento será considerado múltiplo. Se alguém iniciar um segundo relacionamento antes de encerrar completamente o primeiro, isso terá um efeito negativo tanto no relacionamento antigo quanto no novo. Além disso, a mudança constante de relacionamentos é, da mesma forma, resultado da cultura consumista imperialista.
Devido à sociedade feudal e patriarcal, as mulheres são certamente exploradas em relacionamentos de convivência e múltiplos; isso, portanto, não é democrático, mas sim anti-mulher. No contexto indiano, os valores patriarcais brâmanes também se valem de ideias pós-modernas; esses valores imperialistas, portanto, fortalecem ainda mais o feudalismo. Como essas pessoas são elas mesmas vítimas do oportunismo sexual, não conseguem tolerar nem um pouco o artigo sobre oportunismo sexual publicado na revista Nazariya, e Seema está percorrendo o país fazendo propaganda maliciosa contra ele. No que diz respeito às relações sexuais, Seema acusa o Partido de ser feudal. O ápice de seu individualismo é que, nessa questão, ela declara que até mesmo a posição do camarada Lenin está errada. Vejamos qual é a posição dele sobre isso.
Na entrevista de Lenin com Clara Zetkin, ele afirma que algumas pessoas consideram a satisfação do desejo sexual e da sede de amor algo tão trivial quanto beber um copo d’água. “Será que uma pessoa, normalmente, se deitaria em uma sarjeta para beber a água de lá? Ou beberia de um copo cuja borda foi sujada por muitos lábios?”
Para feministas pós-modernas como Seema, essas perguntas de Lenin parecem ser um símbolo de pensamento feudal e retrógrado. Feministas como ela afirmam que a abordagem de Lenin é feudal-puritana. Na visão delas, um copo sujo por lábios significa que uma pessoa teve relações com várias pessoas e que, portanto, tal pessoa seria considerada sem caráter pela moral feudal. Mas Lenin não está dizendo isso nesse sentido. O problema não reside no fato de alguém ter tido um relacionamento que terminou e um novo ter se formado, nem mesmo no fato de isso ter acontecido várias vezes; a questão é, antes, de que ponto de vista estamos estabelecendo relacionamentos. Quando Lenin diz que algumas pessoas consideram isso tão trivial quanto beber um copo d’água, o que ele quer dizer é que elas estabelecem relacionamentos sem qualquer responsabilidade ou prestação de contas, meramente para satisfazer sua fome de amor e sua fome sexual (da mesma forma que se mata a sede com água). Ele explica que os relacionamentos também têm um aspecto social; não pode ser meramente uma questão de “liberdade pessoal” de um indivíduo (como dizem os pós-modernistas) – há duas pessoas envolvidas nisso, e uma terceira está a caminho. O neoliberalismo transformou os relacionamentos em mercadoria, de modo que eles se tornaram um meio de superar a alienação de cada um. Esse mercado neoliberal apresenta o sexo como um meio de apagar a tristeza causada pelos problemas das pessoas. Mas, mesmo ao se envolverem nisso, as pessoas são incapazes de encontrar uma solução para seus problemas, incapazes de sair de sua crise interior. Pois essa crise delas, na verdade, foi aprofundada por esse mesmo sistema feudal-imperialista. Sua solução, portanto, virá com a destruição desse mesmo sistema explorador. Lenin fala em romper as antigas relações (feudais) e, ao mesmo tempo, critica duramente as “novas relações” influenciadas pela ideologia burguesa, e clama pelo avanço em direção às relações comunistas.
3. Seema também defende a teoria pós-moderna de gênero e a teoria queer. Segundo o Partido, os termos “gênero” e “queer” são influenciados pela ideologia pós-moderna, burguesa e patrocinada pelo mercado. Em vez de “gênero”, deve-se usar o termo “sexo”, que é empregado para denotar tanto os aspectos biológicos quanto os sociais do sexo. O Partido reconhece apenas a comunidade LGBT e considera que as diversas identidades incluídas no conceito “queer” são patrocinadas pelo imperialismo. O Partido luta pelos direitos democráticos das pessoas LGBT.
4. Por um lado, essas pessoas defendem valores imperialistas e, por outro, também estão impregnadas de valores feudais. É por isso que elas se dedicam a encontrar pares (casamentos arranjados) para camaradas entre os membros e simpatizantes do Partido. Se um camarada não mantém um relacionamento há muito tempo ou não se sente atraído por ninguém, essas pessoas o consideram anormal. Sua concepção corresponde ao Manusmriti, que sustenta que, sem casamento, uma pessoa — e especialmente uma mulher — é incompleta. E não é só isso: Seema costumava dizer aos camaradas do comitê inferior que os considerava seus filhos. Isso também é uma manifestação do feminismo feudal, que, em vez de ver os camaradas como unidades políticas, os encara como relações pessoais subordinadas a si mesma. Quando um camarada do comitê inferior criticou seu comportamento discriminatório em relação a eles, Seema disse que considera todos os camaradas do comitê como seus filhos e que, assim como os filhos de uma mãe têm naturezas diferentes, mas são todos iguais para a mãe, também ela ama todos os camaradas igualmente. Essas pessoas aplicam a estrutura familiar feudal à organização, enquanto que, nas organizações revolucionárias e no Partido, rompemos as relações feudais, patriarcais e imperialistas existentes e construímos relações revolucionárias, nas quais todos os camaradas são camaradas uns dos outros na revolução, todos são iguais, e essas relações se formam por motivos políticos – não por amizades pessoais ou relações mãe-filho. A tentativa deve ser a de construir o tipo de relação que os camaradas Marx e Engels tinham, na qual, com a cooperação mútua, possamos fortalecer ainda mais o movimento comunista.
5. Seema costumava considerar como os melhores e menos patriarcais aqueles camaradas homens da organização que menos se opunham a ela, que aceitavam o que ela dizia, com quem ela mantinha melhores relações pessoais, que a ajudavam em seu trabalho e que possuíam as qualidades “femininas” que a sociedade associa às mulheres pequeno-burguesas — como se irritar menos, ser mais atenciosa, realizar tarefas domésticas, não assumir posições políticas contundentes, e assim por diante — e ela propagava essa visão também entre os outros camaradas.
Quando os camaradas do comitê inferior pediram a Seema que promovesse uma discussão sobre as relações sexuais entre homens e mulheres e chegasse a uma visão comum, em vez de discutir o assunto, ela disse que tinha sua própria visão e que os outros camaradas tinham a deles, e que, portanto, não havia necessidade de chegar a uma visão comum. Isso se deve à filosofia pós-moderna de Seema, na qual ela se apresenta como uma “mulher de opiniões independentes”. Aqui, a questão é: será que algo como o pensamento independente é realmente possível? Vamos discutir isso na próxima seção.
VI. A filosofia pós-moerna de Vishwavijay-Seema
Qual é a base objetiva da liberdade? As ideias de uma pessoa serão, ou a favor dos interesses da classe dominante, ou a favor dos interesses do proletariado. O que é necessário para a revolução é a unidade de ideias sob a liderança do partido de vanguarda do proletariado. Mas Seema e Vishwavijay formam opiniões distintas da posição do Partido. Isso é precisamente o pensamento pós-moderno, que fala da liberdade radical do indivíduo – que se recusa a aceitar qualquer estrutura e qualquer disciplina, seja ela da classe dominante ou do partido comunista. Mas nada pode permanecer neutro e, por isso, no fim das contas, eles acabam se juntando às estruturas da classe dominante. Seema e Vishwavijay consideram a estrutura e a disciplina do Partido como a ditadura de algum indivíduo ou comitê. Os camaradas que respeitam a disciplina do Partido são rotulados por eles como mecânicos e engrenagens de uma máquina. Em nome da diversidade ideológica, essas pessoas queriam implementar uma ultrademocracia e introduzir sua linha oportunista, liquidacionista e revisionista no Partido.
Costumavam dizer que liam apenas os documentos redigidos pelo Comitê Central ou aqueles que ele havia posto em prática, e que não liam os documentos emitidos pelo NCC — porque consideram o Partido e o NCC como entidades distintas uma da outra. No entanto, essas pessoas também sabem que qualquer comitê é formado pelo comitê superior do Partido. Se sua visão fosse marxista, não teriam dito coisas tão tolas.
Vishwavijay chega ao ponto de afirmar que presta contas à revolução e não a nenhum partido. Nossos mestres (Marx, Engels, Lenin, Stalin, Mao) ensinaram que a revolução não é possível sem um partido revolucionário; mas esses oportunistas, contaminados pela filosofia pós-moderna, separam a revolução do partido também, de modo que não precisam assumir qualquer responsabilidade perante o Partido, não precisam seguir a linha do Partido e ainda assim podem manter a aparência de que estão trabalhando pela revolução. O que de fato há dentro deles é a ideologia da classe dominante, que é o liquidacionismo, e que não tem qualquer relação com a revolução.
VII. O burocratismo feudal de Vishwavijay
A principal contradição da sociedade indiana é entre o feudalismo e o povo indiano, cuja principal característica é o bramanismo. O burocratismo feudal, portanto, também existe dentro do Partido como uma tendência não proletária perigosa. O burocratismo feudal tem sido utilizado por Vishwavijay para implementar sua linha oportunista, liquidacionista e revisionista.
Na região do norte da Índia, observam-se dois tipos de tendência feudal –
1. O domínio de um único indivíduo e a consideração dos demais camaradas abaixo dele como seus subordinados – essa tendência é encontrada especialmente em Purvanchal e Bihar, onde um único grande latifundiário em uma aldeia controla a vida política, econômica e social da aldeia.
2. O “irmandismo” (de irmão) – no qual, com base em relações mútuas determinadas pela casta, um grupo de latifundiários estabelece domínio sobre outras pessoas – essa tendência corresponde ao feudalismo de Haryana, que pode ser observado hoje nos khap panchayats da região. Em uma organização, isso se manifesta da seguinte forma: aceitar as declarações uns dos outros, sejam elas corretas ou erradas, e encobrir os erros uns dos outros.
Em Vishwavijay, que tem origem no contexto feudal de Purvanchal, é possível observar o primeiro tipo de feudalismo.
3. A fim de estabelecer seu domínio absoluto sobre a organização partidária sob sua responsabilidade, ele conduziu continuamente uma propaganda maliciosa contra a direção do Partido.
Nisso, não poupou nem mesmo Basavaraju. Mais do que isso: durante o processo de coordenação, fazia com que as cartas que recebia do North Central Comittee e do Comitê Central fossem lidas no comitê inferior e as interpretava de acordo com sua própria conveniência, a fim de voltar os camaradas contra o NCC e em seu próprio favor. Ao fazer isso, Vishwavijay–Seema também violaram gravemente a segurança do Partido ao permitir que essas cartas fossem lidas nos níveis inferiores. A segurança do Partido — pela qual incontáveis camaradas deram suas vidas, algo mais pesado que uma montanha — foi tratada por eles como algo mais leve que uma pena, apenas para servir aos seus interesses pessoais e egoístas. Além disso, também faziam com que as cartas do NCC fossem lidas de forma seletiva. Ocultaram uma carta importante e, ao fazê-lo, tentaram criar entre os demais camaradas a falsa impressão de que Vishwavijay havia sido deixado de lado no processo de coordenação — e, com base nisso, passaram a acusar o NCC de ser burocrático, mecânico e ditatorial. Com o mesmo objetivo, também apresentaram um relato incompleto e falso da conversa realizada com o NCC durante a coordenação.
Além disso, fizeram todo o possível para impedir que a construção do Partido na clandestinidade (UG) ocorresse em "sua área", de modo que a direção do Partido clandestino não pudesse entrar e que "sua área" permanecesse sendo deles — isto é, para que seu feudo pessoal permanecesse intacto. Queriam manter a organização do Partido e a organização de massas sob seu controle, como um senhor feudal e, por isso, não desejavam que o NCC impulsionasse a luta de classes conduzida pelo Partido em "sua área"; ao contrário, queriam dirigir tanto a organização partidária quanto a organização de massas de acordo com sua própria vontade.
Foi precisamente por isso que, quando começaram a perceber que os camaradas já não aceitavam sua liderança e haviam começado a aceitar a liderança do NCC, surgiu neles uma inquietação diante da possibilidade de que "sua propriedade" lhes escapasse das mãos. Passaram então a interferir excessivamente no trabalho dos camaradas do comitê inferior e a reclamar que esses camaradas os estavam contornando. Essa era a inquietação de uma arrogância feudal ferida, claramente refletida em sua raiva e agitação.
Quando os camaradas finalmente estabeleceram a coordenação com o NCC, sua inquietação tornou-se tão grande que sua ira atingiu o auge e eles perderam o sono à noite; seu pensamento feudal já saía de suas bocas sem qualquer filtro. Depois que a coordenação foi estabelecida, quando dois camaradas foram encontrá-lo, ele disse à camarada que os acompanhava: "Traga-o aqui — aquele por quem você está advogando." Esse foi um comentário feudal e patriarcal, ao qual a autoproclamada feminista progressista Seema Azad também deu seu consentimento silencioso.
4. Vishwavijay–Seema em determinado momento trabalharam na clandestinidade e foram membros do Comitê Estadual do CPI (Maoist). Para exibir sua arrogância feudal, Vishwavijay vive se vangloriando do cargo que ocupou no Partido e do trabalho que realizou no passado. Além disso, quando sua insatisfação com a coordenação junto ao NCC aumentava e ele começava a sentir-se inseguro diante da possibilidade de perder o controle sobre sua área, costumava gabar-se de que havia trabalhado no Partido durante trinta anos, de que havia dedicado toda a sua vida ao Partido, e assim por diante. Ao dizer tudo isso, procurava encobrir sua condição atual, na qual estava praticamente inativo e era incapaz de exercer liderança. Também é importante destacar que, por mais trabalho que alguém possa ter realizado no passado, se no presente está realizando um trabalho antipartido e adotando uma linha oportunista–liquidacionista–revisionista, então seus milhões de virtudes e sacrifícios não têm importância. Na história, será lembrado apenas como um traidor. Assim como, qualquer que tenha sido a contribuição de Venugopal para o avanço do Partido, tudo isso foi reduzido a pó por sua rendição e por ter seguido uma linha separada.
5. Em Vishwavijay sempre existiu essa tendência feudal: repreender, gritar e acusar os camaradas do comitê inferior por suas deficiências e erros, em vez de trabalhar os aspectos políticos e ideológicos por trás dessas deficiências e erros. Chegava inclusive a criticar os camaradas de seu comitê inferior diante dos camaradas da organização de massas — ou seja, ao não fazer a crítica na estrutura correta, violava o centralismo democrático com o objetivo de diminuir esses camaradas.
6. Muitas questões políticas ele resolvia recorrendo à sua autoridade feudal, em vez de solucioná-las por meio do MLM. Também mantinha as questões organizacionais tão enredadas que praticamente todo o tempo das reuniões da estrutura partidária era gasto discutindo assuntos organizacionais da organização de massas, razão pela qual não havia novos recrutamentos para o Partido. Vishwavijay bloqueou durante anos o ingresso de novos membros no Partido. Somente depois que Vishwavijay se tornou inativo é que os camaradas do comitê inferior começaram a dar maior ênfase ao trabalho político, e somente então se abriu o caminho para novos revolucionários profissionais e para o recrutamento partidário.
7. Em vez de construir relações de camaradagem com os camaradas, Vishwavijay–Seema construíram relações baseadas no individualismo feudal e imperialista. Com um dos camaradas estabeleceram uma relação semelhante à de uma família. Esse camarada ia regularmente à casa deles para encontrá-los, mas eles jamais deram atenção ao seu desenvolvimento ideológico e político. Com esse camarada mantinham uma relação composta apenas de comer e beber, brincar e rir, e de realizar seus trabalhos pessoais — trabalhos pessoais como levá-los ao hospital para tratamento, cuidar deles durante doenças, e assim por diante.
Para eles, a avaliação de um camarada era determinada não pela posição política que esse camarada assumia, mas por quem estabelecia uma relação pessoal melhor com eles em sua conduta. Considerar melhores aqueles que os aceitam como líderes ou amigos, e considerar más pessoas seus adversários políticos — isso é precisamente uma tendência burocrática feudal. Como um senhor feudal, Vishwavijay encarava divergências e oposição políticas como insultos pessoais. Também interpretava as cartas do NCC como insultos dirigidos a si próprio. Essa era sua arrogância feudal.
8. Vishwavijay e Seema não liam os documentos do Partido. O canal do YouTube Bastar Talkies ficará satisfeito em saber que Vishwavijay considerava justamente esse canal sua fonte de notícias do Partido e da posição do Partido sobre diversas questões. Também comunicou aos camaradas a posição do Partido sobre as eleições depois de vê-la nesse mesmo canal. Vishwavijay tinha a autossatisfação de acreditar que, em determinado momento, havia lido os documentos clássicos do MLM e que, por isso, sua compreensão fundamental permanecia intacta. Não lia os novos debates. Quando lhe perguntavam sobre eles, não conseguia explicá-los adequadamente, mas, mesmo assim, jamais sentia necessidade de lê-los e compreendê-los, nem de conhecer a posição do Partido sobre eles. No início do processo de estabelecimento da coordenação com o NCC, quando chegavam documentos do Partido, transferia ao secretário do comitê inferior a responsabilidade de lê-los e apresentar-lhe um resumo. Mais tarde passou a ler apenas os documentos com os quais tinha algum desacordo. Seema também não lia documentos, circulares ou declarações do Partido emitidas sobre novas questões e conhecia a posição do Partido apenas por meio das redes sociais e das notícias, mostrando-se satisfeita com isso. Essa também é uma tendência do burocrata feudal, que não vai ao encontro do povo, não realiza investigação nem estudo, não estuda as regras, os documentos e as circulares do Partido, e considera-se suficientemente informado e esclarecido.
9. Essas pessoas apropriavam-se do mérito pelas conquistas e atribuíram as deficiências e os erros aos outros. Por exemplo, tomavam para si o crédito pelos fundos arrecadados pelo comitê inferior e lançavam sobre ele a culpa por todas as deficiências surgidas na organização de massas, sem jamais considerar se, como responsáveis, também tinham alguma participação nesses problemas. Essa também é uma tendência burocrática feudal.
VIII. Conclusão
Camaradas, podemos ver que, à medida que o partido comunista se enfraquece, o oportunismo–liquidacionismo–revisionismo se fortalece. Hoje, quem é revolucionário e quem não é será determinado por quem trava uma luta intransigente contra Vishwavijay–Seema e por quem os apoia ou — como um trotskista — adota um caminho intermediário (um caminho intermediário que, em última instância, é contra o próprio Partido).
No processo de reviver o movimento comunista revolucionário no norte da Índia, teremos de enfrentar mais traidores desse tipo. E somente no decorrer da luta contra eles poderá ser estabelecida uma linha correta, e somente com base nisso o Partido e o movimento poderão ser reorganizados. Essa é a lição que podemos extrair da história das revoluções russa e chinesa. Portanto, teremos de travar uma luta ideológica ativa contra o oportunismo–liquidacionismo–revisionismo — até que o comunismo mundial seja estabelecido. E essa responsabilidade histórica repousa não apenas sobre os ombros do partido comunista, mas também sobre todas as organizações revolucionárias de massas.
O camarada Mao descreveu três estágios do Partido Comunista na China, que ocorrem no desenvolvimento de todo partido revolucionário: o primeiro é o estágio da infância, no qual o partido é fraco no combate ao oportunismo–liquidacionismo–revisionismo e, nessa fase, muitas pessoas desse tipo ingressam no partido. O segundo estágio é quando o partido avança por meio da luta contra isso, e um grande número dessas pessoas é expulso do partido. Nessa etapa ocorre a bolchevização do partido. O terceiro estágio é quando o oportunismo–liquidacionismo–revisionismo é eliminado do interior do partido. Esse estágio chegará com o comunismo mundial. Atualmente, o partido da Índia encontra-se no primeiro estágio. Para a recuperação do Partido, é necessário dar um salto do primeiro para o segundo estágio — a fim de fortalecer o Partido e construir um verdadeiro partido bolchevique, é absolutamente necessário lutar contra o oportunismo–liquidacionismo–revisionismo.
[Do editor de Maoist Road: Este artigo chegou até nós por e-mail. Em vista do efeito sério e de longo alcance deste artigo, decidimos publicá-lo o mais rapidamente possível. Nós mesmos assumimos total responsabilidade pela ideologia expressa neste artigo, bem como por sua publicação e divulgação. Nos próximos dias também tentaremos traduzi-lo para o inglês.]**
[Da tradução para Português: este artigo foi traduzido do inglês de Maoist Road e conferido com a versão indiana disponível da fonte original: https://nazariyamagazine.wordpress.com/2026/07/21/critique-of-seema-vv/]






