RJ: Cuidadores da rede estadual de ensino protestam contra falta de pagamento

Trabalhadores da educação inclusiva fazem manifestação após meses sem receber seus salários. Na manhã de ontem, 15 de setembro, dezenas de cuidadores das escolas da Rede Estadual protestaram em frente à sede da Positiva Instituição Social no Humaitá, empresa terceirizada que é responsável pelo contrato de trabalho desta categoria. Os cuidadores denunciaram que estão convivendo com atraso de salários e benefícios já há mais de um ano. De janeiro a abril, a categoria trabalhou sem receber seus salários. Após um acordo do Movimento de Cuidadores e Intérpretes de Libras (MVT-PAE), o Ministério Público e a SEEDUC, foram pagos os atrasados e foi definido o encerramento do contrato em julho.
Desde então, os alunos estão sem aula, uma vez que nenhuma outra empresa foi contratada até o momento. Os cuidadores estão desempregados e a empresa Positiva não pagou nada em relação as verbas rescisórias. Os trabalhadores denunciam que a empresa encerrou os contratos de trabalho CLT sem depositar contáveis meses de FGTS e não pagou o último salário do mês de julho.
Antes mesmo de iniciar a manifestação, já havia carros da Policia Militar no local, portando armas de alto calibre. Os representantes da empresa se recusaram a conversar com os trabalhadores, dizendo que apenas iriam tratar com os advogados e com o sindicato. É importante ressaltar que tal sindicato, o SindFilantrópicas, é o sindicato patronal. Desta maneira, com absoluto desprezo, a empresa se recusa a dialogar com seus contratados, afirmando que a comunicação deve ser via Whatsapp, por um canal que não funciona. Estes trabalhadores, imprescindíveis para a educação de milhares de estudantes, merecem respeito! Todo apoio à luta dos trabalhadores da educação inclusiva!
O ato de ontem conseguiu uma reunião com a Positiva, MP e a SEEDUC já com o compromisso da Positiva de pagar ao menos 1600 por mês até quitar tudo que deve. Antes eles tinham oferecido 60 reais (isso mesmo). A reunião será nesta quinta-feira e ficou claro que se não cumprirem sua palavra, haverá um outro ato na semana que vem.






