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O que o governo Lula fará dos minerais críticos do solo brasileiro?

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

No último dia 4 de fevereiro, a Embaixada brasileira em Washington foi convocada para uma reunião coordenada por J.D. Vince, vice-presidente do EUA, para tratar da formação de um bloco comercial de minerais críticos. A gerência de Trump está realizando grandes esforços no sentido de garantir para as megacorporações do imperialismo ianque o abastecimento desses recursos, sem os quais elas param suas linhas de produção. No início do mês lançou o chamado Projeto Vault, um pacote estratégico para minerais críticos com aporte inicial de US$ 10 bilhões pelo Banco de Exportação e Importação do EUA.   Atualmente 80% dos minerais críticos utilizados pelas empresas estadunidenses são fornecidos pela China [1]. 


Fontes do governo brasileiro já comunicaram os preparativos para um eventual encontro de Lula com Trump para tratar sobre o tema. A respeito dessa reunião, que deverá ocorrer após a viagem à Ásia (que inclui a Índia) [2], Lula disse em jantar que ofereceu ao presidente da Câmara dos Deputados Hugo Motta que irá vestido de Mahatma Gandhi para deixar claro que sua “arma” na política internacional é a paz. Boquirroto como sempre, Lula abusa mais uma vez de seu arsenal de velhacarias, pois desde sempre a política “pacifista” de Gandhi atendeu aos interesses do imperialismo britânico.    


O Ministério das Minas e Energia (chefiado por Alexandre Silveira, do PSD de Kassab) insiste na cantilena de “defesa dos interesses nacionais tendo por base os princípios do desenvolvimento econômico e social do país” quando o assunto são os minerais críticos. Mas essa ladainha de soberania nacional, que Lula e sua trupe adoram cacarejar, só engana os incautos. O setor de mineração do Brasil está nas mãos das grandes transnacionais como a Vale, BHP e Anglo American. As articulações sobre a exploração mineral no Brasil são realizadas pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) cuja missão é fazer lobby político para as mineradoras, e que tem realizado tratativas com grupos internacionais para definir quem irá rapinar os recursos minerais que pertencem ao povo brasileiro.


O foco dos oportunistas é a farsa eleitoral de 2026, que poderá garantir um quarto mandato para Lula. Preocupados com a intervenção de Trump no circo eleitoral a favor da extrema-direita, a exploração dos minerais críticos existentes em nosso solo poderá se converter em moeda de troca nas negociações, reforçando o caráter semifeudal e semicolonial do Estado brasileiro.



    

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