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SEEDUC/RJ promove evento com entidade sionista

Print e montagem: Revista Revolução Cultural
Print e montagem: Revista Revolução Cultural

Evento sionista

A Secretaria de Educação do estado do Rio de Janeiro (SEEDUC) enviou ofício à todas as unidades escolares convidando diretores gerais, coordenadores pedagógicos e professores para participarem da XIX Jornada Interdisciplinar de Ensino do Holocausto e Direitos Humanos que se realizará nos dias 26 e 27 de Agosto de 2026 no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Além de membros da casta jurídica do estado, o evento tem como parceiro a entidade B’nai B’rith e contará com palestras com temas como: (i) O racismo no século XXI e suas capas; (ii) Por que ainda precisamos falar de antissemitismo?, etc.


Quem é a B’nai B’rith?


A organização B’nai B’rith, Os Filhos da Aliança em hebraico, é uma sociedade secreta que tem uma estrutura de funcionamento semelhante à maçonaria, sendo a mais antiga organização sionista em todo o mundo. Sob o argumento de defesa dos direitos humanos, prestação de serviços sociais para “pessoas carentes”, campanhas humanitárias em favor de vítimas de guerras e desastres naturais, educação, combate ao racismo, ao antissemitismo e à discriminação de todas as espécies, a B’nai B’rith exerce o lobby sionista ao redor do mundo defendendo e normalizando o regime de apartheid e as práticas genocidas da entidade sionista de Israel contra o povo palestino. A entidade possui forte atuação no Brasil com suas “lojas” instaladas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul.


Foi a B’nai B’rith que tentou censurar a palestra intitulada “Palestina: da maior prisão do mundo ao campo de extermínio” que o historiador judeu Ilan Pappe, diretor do Centro de Estudos Palestinos da Universidade de Exeter na Inglaterra, proferiu na USP em agosto de 2025 [1]. Também promoveu, em julho de 2024, ataques grosseiros contra o jornalista Juca Kfouri que questionou o critério do Comitê Olímpico Internacional que baniu a Rússia dos jogos de Paris devido a guerra da Ucrânia e permitiu a participação de Israel, promotora do massacre do povo palestino [2]. O jornalista Breno Altman foi condenado, em agosto de 2025, por um juiz de primeira instância da comarca de São Paulo em processo movido por lideranças da B’nai B’rith e da Stand With Us Brasil [3].

Relativização dos genocídios


Na visão hegemônica capitalista os horrores só são horrores quando afeta a eles. É necessário que todos os genocídios sejam denunciados, incluindo-se os praticados pelo colonialismo e neocolonialismo europeu e estadunidense na América, Ásia e África. É necessário denunciar e enfrentar a imensa máquina de inverdades e falsificações da propaganda sionista que usa e abusa do holocausto e da figura de eterna vítima.


Lutar contra o sionismo não é antissemitismo

Quando um entrevistador perguntou ao escritor palestino Ghassan Kanafani, em 1970, o que a Frente Popular de Libertação da Palestina (FPLP) havia conquistado até então, ele não titubeou em responder: “Uma causa pela qual vale a pena lutar” [4]. É preciso educar e informar o povo de que a causa palestina é a luta anticolonialista e anti-imperialista. Ensinar a história do povo palestino para deixar claro que quem pratica o terrorismo é a entidade sionista de Israel. Das massas trabalhadoras do Brasil e de todo o mundo o povo palestino deve ter a mais pura e genuína solidariedade de classe.

Lutar contra o sionismo e sua entidade Israel nada tem de antissemitismo! Compareça ao ato contra o sionismo na próxima quarta-feira (24), em frente ao TJ do Rio de Janeiro ás 11h da manhã.


DO RIO AO MAR, PALESTINA LIVRE JÁ!



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