Tentativas bolsonaristas de fraude marcam segundo turno

O segundo turno das eleições para presidente, que confirmaram a grande virada de Lula em cima de Flávio Bolsonaro (que será analisada detidamente no Que Fazer? ainda hoje), foi marcado por tentativas abertas e despudoradas de fraude em diversas regiões do país. Em diversas cidades e capitais importantes com prefeitos da extrema-direita como São Paulo, Salvador, João Pessoa e outras, houveram tentativas abertas de impedir as pessoas de irem às urnas.
Em Salvador, o absurdo foi mais escancarado. Toda a frota de ônibus da cidade foi retirada de circulação e em determinado momento, não havia nenhuma linha em operação. O TRE do estado foi acionado e a prefeitura, através da secretaria de transporte, não respondeu às ordens para retomar o transporte até pouco antes das 16h e se constatou que o secretário de transporte, Pablo Souza, estava em uma ‘’viagem’’ a França. Muito conveniente, convenhamos. Além dos ônibus, Salvador teve diversos bairros da cidade com a energia cortada e semáforos em toda a cidade foram desligados para se criar um ‘’nó’’ no trânsito na cidade.
Ao ser questionado sobre os problemas, o prefeito bolsonarista Bruno Reis, disse que haviam menos ônibus nas ruas porque ‘’sindicalistas colocaram adesivos do PT nos onibus’’. O que é um escárnio, pois neste caso, a solução simples seria a retirada dos adesivos e não o recolhimento dos veículos, obviamente. Sobre os semáforos, a energia cortada e o caos que se instaurou na cidade, disse desconhecer qualquer problema que tenha acontecido em relação a isso. Um escândalo. Isso tudo na capital do estado da Bahia, em que Flávio Bolsonaro só teve 29% dos votos, em contraste com os 71% de seu adversário, Lula.
Já em São Paulo, os ônibus sumiram a partir de 13h em diversas regiões que tiveram votação favorável a Lula no primeiro turno. Ricardo Nunes, outro escroque bolsonarista prefeito de São Paulo, disse em entrevista que não fazia sentido a definição da justiça de 100% da frota nas ruas, porque seria um ‘’gasto desnecessário’’, declarando de forma aberta ter descumprido uma ordem judicial.

Problemas com a falta de ônibus também atingiram cidades importantes como Belém, João Pessoa, Natal, Teresina, Laureano de Freitas (BA), Feira de Santana (BA), São Gonçalo (RJ), dentre outras.
Aumento de horário para votação
Mesmo com os problemas em diversas regiões do país acontecendo desde cedo, o bolsonarista e membro da ‘’lista vip do Vorcaro’’, presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, não tomou nenhuma atitude para mitigar os efeitos desta tentativa orquestrada de fraude. Se limitou a pedir relatórios ao TRE da Bahia e São Paulo e após o término do pleito teve a cara de pau de dizer que tudo ocorreu bem. Sua omissão lhe colocou na condição de cúmplice deste movimento, além de ter comprometido a participação de muitas pessoas no pleito.
A decisão de se ampliar o horário de votação em todo país foi tomada pelo ministro do STF, Zanin, às 16:32, mas somente foi atendida pelo TSE às 16:58, o que causou uma grande confusão e resultou em milhares de urnas terem sido fechadas antes mesmo da notícia da ampliação ter chegado. As urnas, uma vez fechadas, não podem ser reabertas. Pouco mais de 5 mil pessoas conseguiram votar após as 19hrs, em urnas que não haviam sido ainda fechadas, não houve utilização de cédulas de papel no processo. O que desmascara a tentativa de anulação do pleito por parte dos bolsonaristas, que logo após o resultado ser divulgado Flávio tentou emplacar.
Somado a esta bagunça, ao fato do TSE não ter garantido o transporte de milhares de povos indígenas da região Norte aos locais de votação e as milhares de seções eleitorais trocadas, temos aí a tão propalada democracia brasileira, que de democrática não tem absolutamente nada.






