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STF e Banco Master: um relacionamento ilícito


Desde as últimas semanas de 2025, irrompeu uma investigação do Banco Central e da PF sobre uma grande fraude especulativa envolvendo o Banco Master, o Banco BRB e diversos figurões do mercado financeiro, que tomou conta dos grandes monopólios de mídia do país. O que parecia ser mais um caso de lavagem de dinheiro entre um punhado de empresários picaretas, toma outra proporção quando revelada a participação de pessoas muito influentes nos esquemas. Dentre estes, os ministros do STF Dias Toffoli e o “paladino da democracia” Alexandre de Moraes.

 

Durante as investigações sobre a fraude do Banco Master, veio à tona um contrato no valor de R$129 milhões com o escritório de advocacia da esposa de Alexandre de Moraes. As ligações com o Banco Master não param por aí, Moraes já havia autorizado diversas operações de busca e apreensão contra servidores da Receita Federal envolvidos na investigação do Caso Master, em uma ação de clara retaliação.

 

Já Dias Toffoli era um dos sócios de uma empresa de um fundo de investimentos, chamado de Maridt Empreendimentos, que administrava um cassino - que a princípio havia saído nos portais da Globo que se tratava de um resort, mas reportagens do Jornal Metrópoles e outros monopólios apontam que se trata de um cassino, que é ilegal no Brasil- no Paraná.

 

Esse fundo de investimentos teria ligações com empresas que lavavam dinheiro para o Banco Master, como a REAG Investimentos, empresa que vem sendo investigada por suas ligações com o Banco Master mas também por conta de uma acusação de ligação com o PCC. Toffoli a princípio disse que não era sócio da Maridt, afirmando que na verdade só o seu irmão era sócio. Porém, após três tentativas frustradas de encerrar as investigações, ele admitiu ser sócio e foi retirado da relatoria das investigações. Em conversas divulgadas do celular do banqueiro que está no centro de toda esta fraude, Daniel Vorcaro, há diversas menções a Toffoli e inclusive um pagamento de R$35 milhões a empresa Maridt.

 

Em contrapartida a isso, Lula e oportunistas do Congresso do PT estão agora tentando ignorar tais polêmicas em uma tentativa de que isso não atrapalhe a eleição de outubro. A imagem do governo petista está muito atrelada ao STF principalmente devido à atuação da corte no julgamento de Bolsonaro. Com o fascista preso, e após a credibilidade que adquiriram em alta após os ataques de Trump e dos EUA contra a corte, voltaram a sua rotina de aumentos de seus salários, benefícios e esquemas próprios.

 

O caso do Banco Master e a tentativa destes tentarem de todas as formas desarticular as investigações não são novidade e não surpreendem qualquer um que analise as movimentações da corte nos últimos anos, é algo que deixa claro que tais figurões estão do lado deles próprios, sem nenhum tipo de apego com valores de soberania ou de nação, tampouco com as demandas mais urgentes do povo brasileiro. É importante ressaltar que diversos dos ministros possuem ligações ou são propriamente de setores do capital financeiro, latifundiários de toda ordem, como Gilmar Mendes que é muito ligado aos principais latifundiários do país e o próprio Alexandre de Moraes que já trabalhou e tem ligações mal explicadas até hoje com o PCC.

 

Logo, é importante entendermos que qualquer avanço social, o combate a extrema-direita e a ascensão fascista só é possível por meio de mobilização social e pressão política, como vimos recentemente na organização da ocupação de portos e de barcas da Cargill pelos povos indígenas que conseguiram a revogação da privatização do Rio Tapajós. Não serão os figurões criados no sindicalismo reformista, nem os juízes, tampouco os carreiristas eleitoreiros que podem organizar a luta revolucionária. Pelo simples fato destes fazerem parte - ou trabalharem todos os dias da sua vida para isso - deste sistema viciado de exploração de mais-valia, pessoas, povos e nações inteiras.


A impossibilidade de transformação destas figuras é provada pela prisão de Bolsonaro, que causou um problema de sucessão dentro da extrema-direita, mas não a derrotou completamente, principalmente pelas suas causas sociais não estarem extintas e estarem funcionando com milícias armadas dentro da cidade e no campo. A única e verdadeira saída só pode ser pelo programa da Revolução de Nova Democracia, programa indivisível forjado no fogo da luta de classes pelo povo chinês sob direção do Partido Comunista da China e aplicado em diversas partes do mundo, como no caso da Revolução Indiana e do PCI(M)¹. Este programa que abrange todo o projeto de nação ainda nascente. Organizando as pautas mais sentidas nos locais de moradia, estudo e trabalho com perspectiva revolucionária, diária e incansável, em torno dos direitos e liberdades democráticas nunca assegurados aos trabalhadores e da luta pela tomada do poder político, a partir das formas mais embrionárias de autogoverno e autodefesa.


1- Para melhor entender como esse programa vem sendo aplicado e desenvolvido na Índia nos últimos 58 anos indicamos a entrevista de 2022 com o mártir secretário-geral do Partido Comunista da Índia (Maoista), Camarada Basavaraj, traduzida para o português pela nossa redação https://www.revolucaocultural.com.br/post/entrevista-com-basavaraj

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